CARTA DE VENEZA – AS FOTOGRAFIAS DE FULVIO ROITER – por Vanessa Castagna

Está prestes a ser inaugurada mais uma interessante exposição fotográfica na Casa dei Tre Oci (http://www.treoci.org/index.php/it/): entre 16 de março e 26 de agosto será possível visitar Fulvio Roiter. Fotografie 1948-2007, a primeira retrospetiva dedicada ao fotógrafo mais associado internacionalmente à imagem de Veneza.

A exibição, ao longo de 200 fotografias, reconstrói sessenta anos de carreira do autor (falecido em 2016), a partir das suas primeiras experiências fotográficas em plena época neorrealista, através de nove secções que representam etapas específicas da sua vida e do seu estilo: “A harmonia do conto”, “Entre o pasmo e a maravilha: Itália a cores”, “Veneza a preto e branco: um autorretrato”, “A outra Veneza”, “A infinita beleza”, “Para além da realidade”, “Para além das fronteiras”, “Homenagem à natureza”, “O homem sem desejos”.

Para além das imagens e dos imaginários ligados à laguna e à cidade de Veneza que mais o celebrizaram, são expostas fotografias associadas a viagens a Nova Orleães, Bélgica, Espanha, mas também Portugal e Brasil, revelando portanto a faceta mais internacional de Fulvio Roiter. Em particular, podem-se mencionar dois livros fotográficos que o autor dedicou a Portugal, como resultado de várias viagens ao Algarve, à Madeira e Nazaré nos anos 60: Portugal (1970) e Algarve, Le Midi Portugais (1971).

A maior parte das fotografias são em formato vintage, mas ao lado do suporte tradicional há grandes formatos, a exposição de duas dezenas de livros originais e a projeção de vídeos que reproduzem a obra e a apreciação crítica por parte de autores tão conhecidos como Alberto Moravia, Andrea Zanzotto, Enzo Biagi, entre vários outros.

Tampouco podia faltar o testemunho breve mas significativo da esposa, a fotógrafa belga Lou Embo, que muito contribuiu para a preparação desta retrospetiva bem como para a publicação dos livros fotográficos que tornaram Fulvio Roiter tão conhecido, valendo-lhe inclusivamente vários prémios internacionais, como o Nadar para a obra Umbria. Terra di San Francesco (1956).

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Nome completo: João Manuel Pacheco Machado

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