FRATERNIZAR – D. Manuel Linda já decidiu – ENTRADA NO PORTO É SOLENE E JÁ DIA 15 DE ABRIL – por MÁRIO DE OLIVEIRA

 

Cansado de não ter nada para fazer entre militares dos três ramos das Forças Armadas e de Segurança, dos quais tem sido bispo desde 2013, eis que D. Manuel Linda acaba de anunciar ao país e à urbe ou cidade que a sua entrada no Porto é solene e já dia 15 de abril, o mesmo em que completa 62 anos de idade. A diocese, através do seu Administrador, D. António Taipa, já lhe declarou pública obediência filial, tão órfã de pai se tem sentido. Que o paço episcopal, a catedral e VP estão órfãos, é por demais manifesto. Que o Administrador está mortinho por entregar o fardo que, inopinadamente, lhe caiu em cima dos ombros, quando já está à beira de se tornar bispo emérito, é também por demais manifesto. Tanto que até determinou há meses que nas missas celebradas na diocese se pedisse a deus – o dos clérigos – que se despachasse a dar ao Porto um bispo à altura dos tempos e dos desafios! Mesmo assim, demorou 6 meses e 4 dias. Já quanto aos clérigos párocos e aos poucos “fiéis” leigos que ainda frequentam os templos paroquiais, não sei como é que ele soube que eles estão assim tão ansiosos por um novo pai tirano, ainda que mascarado de amigo dos pobres, como já fez questão de publicar.

Escrevo com Humor e Amor, os outros dois nomes de Deus que nunca ninguém viu. Só que o Poder, todo o Poder, e os seus agentes de turno, sobretudo se clérigos, não gostam nada nem de Humor nem de Amor. Quando muito, gostam de dizer-se amigos dos pobres, mas não de trabalhar afincadamente para erradicar as causas que produzem pobres e pobreza em massa. Porque semelhante postura política é martirial e paga-se caro. Muito caro. Uma postura política que o novo bispo do Porto, como o seu imediato antecessor manifestamente não tem. Se tivesse, não falava em “Entrada solene”, a fazer lembrar a entrada triunfal dos antigos e novos imperadores. Chegava discretamente e só se saberia, quando os poderes da cidade se apercebessem de que algo de politicamente subversivo estava a acontecer sem que eles soubessem quem era o portador de semelhante Sopro ou Ruah. Ao ponto de terem de pôr as Forças de Segurança, ainda sem bispo nomeado que as tutele e mantenha domesticadas, a investigar e a agir em conformidade. O que seria difícil de concretizar, já que um bispo vestido como os demais e sem sinais exteriores de riqueza e de poder, seria sempre um bispo clandestino.

De resto, é assim que paradigmaticamente faz Jesus, quando inicia a sua missão de Evangelizar os pobres e os povos, em meados do ano 28, na Galileia, então ocupada militarmente pelos exércitos do império de Roma. Só que, em consequência deste seu modo de ser e de agir político, de dia em público, de noite em clandestinidade, apenas dois anos depois, em abril do ano 30, vê-se traído pelo grupo dos Doze que ele próprio havia escolhido como Sinal do seu Projecto político desarmado, o mesmo de seu Deus Abba-Mãe que nunca ninguém viu, e logo preso político, sumariamente julgado pelo Sinédrio dos sacerdotes e pelo Pretório de Pilatos, condenado à morte pelos dois tribunais, e morto na cruz do império de Roma, a mesma cidade-capital, hoje sede da igreja católica, a do papa Francisco imperador, precisamente o mesmo que acaba de escolher D. Manuel Linda como seu alter ego na diocese do Porto.

É então fácil de prever que, com todo este seu modo de ser-agir político, cheio de pompa e circunstância, escudado pelos militares e polícias do país, dos quais foi o bispo titular, nunca o bispo D. Manuel Linda terá disponibilidade nem vontade de receber o meu abraço de presbítero-jornalista, sem templo nem altar, tal como Jesus, o camponês-artesão de Nazaré, o filho de Maria. Apesar de o Evangelho de Jesus advertir os seus alterego de todos os tempos e lugares: Sabeis que os grandes das nações guerreiam entre si pelo domínio absoluto dos povos e do mundo. Entre vós não deve ser assim. Pelo contrário, o maior entre vós é sempre o servo de todos.” Quem puder entender, entenda!

P.S.

Vou parar a Edição do JF para uma semana de “férias”. Conto regressar em Abril.

www.jornalfraternizar.pt

About joaompmachado

Nome completo: João Manuel Pacheco Machado

One comment

  1. Ana Sousa

    Vai de férias, ou o sacerdote/padre que há em si, no fundo, no fundo, respeita a Semana Santa? É só uma pergunta Se Padre, não se ofenda.

    Gostar

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