Nunca é demais lembrar que este dia existe porque se reconheceu que havia muitas crianças maltratadas, mesmo nas suas casas, pelos adultos que lá viviam.
Foi criada a Declaração dos Direitos da Criança e mais tarde a Convenção dos Direitos da Criança, a Declaração de Salamanca.
Foram criados os Direitos da Mulher, vítima também de maus tratos. No fundo foram-se separando os Direitos Humanos pelas pessoas mais vulneráveis.
No entanto, durante estes anos de defesa dos Direitos Humanos muitas pessoas foram castigadas por não respeitarem nem reconhecerem o OUTRO.
A Educação social, a Cidadania têm dado passos muito pequenos. Muitas lágrimas escorreram pelas faces pequeninas de muitas crianças, muitas mulheres foram batidas, humilhadas e assassinadas já com o corpo manchado de nódoas negras.
Muitas crianças foram adoptadas por famílias funcionais e foram felizes.
Muitas crianças morrem nas praias quando os seus pais tentam sair do seu país mergulhado em guerra.
Muitas crianças foram rejeitadas em casa, nas famílias de acolhimento, no bairro, na escola, na vida.
No dia 1 de Junho as escolas e instituições tentam dar um pouco de felicidade aos nossos meninos, nem que seja só com balões e música.
Vou sempre à Feira do Livro de Lisboa e sempre vi a organização da feira proporcionar momentos de fantasia para as crianças, este ano, ou estive muito distraída ou de facto não houve nada, ou quase nada, que fizesse lembrar que as crianças têm Direito à Felicidade.
Costuma-se dizer que o Dia da Criança é todos os dias, e é mesmo. Todos os dias há lágrimas que afagam a pele macia ou áspera dos meninos do mundo.
Será que algum dia as sociedades vão perceber que o sofrimento não faz bem a ninguém?
Li num Jornal Diário “Vamos mimar as crianças no dia da Criança” .