FRATERNIZAR – Ordenado diácono “em ordem ao sacerdócio” – SACERDOTE OU PRESBÍTERO, D. JOSÉ CORDEIRO? – por MÁRIO DE OLIVEIRA

 

A vítima deste anunciado assassinato eclesiástico incruento é um jovem de 24 anos. De seu nome completo, Jorge Miguel Afonso Pinto. A sua ordenação de diácono “em ordem ao sacerdócio” só é notícia, porque o que, outrora, nos terríveis séculos da Cristandade, era encarado como uma saída para os filhos de famílias numerosas e empobrecidas do interior, hoje, terceiro milénio, é de todo anormal e são muito poucos os que enveredam por esse caminho. Quase sempre por ingenuidade. Ilustrada que se diga, mas ingenuidade. São poucos os que hoje caem neste engodo e menos ainda os que nele persistem. Pelo que temos de nos interrogar: O que leva um jovem de 24 anos a aceitar ser reduzido a clérigo-funcionário do religioso-eclesiástico, quando o enveredar por este caminho equivale a ser assassinado como ser humano, filho de mulher, para acabar como um dos mais perigosos filhos do Poder, ao modo do próprio D. José Cordeiro?

Ninguém nasce para ser sacerdote, clérigo, separado dos demais. Como ninguém nasce para ser Poder, por mais sedutor que este se nos apresente e mentirosamente nos diga que tudo nos dará, se, prostrados, o adorarmos. Nascemos de mulher para sermos e crescermos de dentro para fora em sabedoria, religados uns aos outros, cada vez mais peritos na Arte de Cuidarmos uns dos outros e do cosmos, com destaque para o planeta Terra, nossa casa comum. Este é, deverá ser, o primeiro princípio de todos os primeiros princípios que, como tais, não carecem de ser provados. Só não é assim, porque, logo no começo da Humanidade, minorias espertalhonas o negam-assassinam em proveito próprio e, desde então, têm-se mantido, impunemente, como guias e messias dos demais. No início, auto-designam-se sacerdotes e assim se mantêm séculos e séculos. Neste que é o tempo do Secular, estão em franco declínio. Não as minorias espertalhonas, mas as designações “sacerdote” ou “pastor”. Que aquelas nunca o foram tanto como hoje. Só elas são. Tudo e todos os mais não passam de paisagem.

Acontece que o bispo da diocese de Bragança-Miranda sabe-a toda no que toca a manipular, conduzir e dominar as mentes-consciências das populações que residem no território. Ao contrário de Jesus, o do Evangelho de João, D. José Cordeiro está aí a mudar sistematicamente o vinho em água, entenda-se a corromper quantos vão-dizem com ele. O que o move é o oposto do que move Jesus Nazaré, o filho de Maria. É, porventura, o bispo residencial mais mafioso, nestes nossos dias, em Portugal. Tem a escola toda do Estado do Vaticano que, por sua vez, tem a escola toda do império romano. As máscaras que usa são as mesmas dos cardeais da Cúria romana, à beira dos quais o de Lisboa, é quase um cordeiro eclesiástico. Avança sobre toda a folha, quero-posso-e-mando, sempre lá do alto do seu trono, com as populações como figurantes e escabelo dos seus pés. Que o digam as vítimas das suas ambições, já de olhos abertos. Importa que estas falem, já que verdade não é para ser proclamada aos povos.

Ao jovem de 24 anos, que vai ser ordenado diácono para depois ser sacerdote, em lugar de Presbítero, como reza o próprio Ritual da ordenação, “Presbiterorum Ordo” (Ordem dos Presbíteros), um ministério ou serviço totalmente secular a favor de toda a Humanidade, não de nenhuma corporação, a pior das quais é a igreja católica romana, sugiro-lhe daqui que procure o Pe. Hérmino, hoje cego, em consequência da diabetes e outros graves problemas de saúde. Meu caro, vai ao encontro dele e escuta a sua história de vida, com destaque para estes anos com D. José Cordeiro ao comando da diocese. Ficas a conhecer o que, nos teus 24 anos anos, nem te passa pela cabeça. Sabe – permite-me que to lembre – que a Fé e a Teologia de Jesus chamam-nos a Cuidarmos uns dos outros e da Terra, não dos templos nem dos altares, todos covis de ladrões, no dizer do próprio Jesus. Escuta-o e depois decide com o que te ditar a consciência.

www.jornalfraternizar.pt

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Nome completo: João Manuel Pacheco Machado

One comment

  1. Ana Sousa

    Isso de escrever sobre o bispo de Bragança-Miranda é fixação, não é? Deixe lá o homem em paz. Fez-lhe algum mal?

    Gostar

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