Da crise atual à próxima crise, sinais de alarme – Aproxima-se o fim do nosso império. Por Chris Martenson

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Seleção e tradução de Júlio Marques Mota

Aproxima-se o fim do nosso império

A história é clara para onde nos dirigimos

chris martenson Por Chris Martenson

Publicado por Peak Prosperity  em 27 de abril de 2018

24 Aproxima-se o fim do nosso império 1

Será que cada um de nós tem a sensação incómoda de que o nosso império está em declínio?

Se assim for, não se envergonhe por isso. Historicamente falando, estamos em muito boa companhia. Impérios muito maiores e mais duradouros do que os nossos surgiram e desapareceram ao longo dos milénios.

Esta ideia surgiu-me aquando de uma viagem recente. Ganhei o título de um grande “papá” ao levar a minha filha mais nova, Grace, a Inglaterra no seu aniversário, quando fez os 18 anos (moramos em Massachusetts, EUA).

Por conta própria, Grace desenvolveu um amor permanente pela mitologia numa idade muito jovem: grega, romana, nórdica, nativa americana, asteca … o que você quiser. Ela leu a Ilíada quatro vezes, uma versão diferente em cada vez, pois cada uma delas tem os enviesamentos próprios do tradutor sutilmente entrelaçados, ou seja, a visão do tradutor.

Naturalmente, as suas mini-férias de sonho envolviam ir ao Museu Britânico, onde está a pedra de Rosetta, juntamente com os tesouros da horda Viking e de todos os artefactos romanos, gregos e egípcios que se poderia esperar.

O Império Britânico amadureceu no momento perfeito para fortalecer e “recuperar” os tesouros culturais de muitos países diferentes. Tais são os despojos do império.

Quem sabe, talvez um dia veremos segmentos do Palácio de Westminster em exposição na praça principal do Cairo. A história tem altos e baixos. Recua e avança. Vencedores e perdedores trocam de lugar várias vezes.

Se o British Museum revela alguma coisa, é justamente isso. Um longo rastreio sobre a história humana mostra-nos que quanto mais as coisas mudam, mais as coisas permanecem as mesmas.

Os tesouros expostos no Museu Britânico também nos mostram que cada raça e cultura venerou a beleza. As joias e adornos mais intricados, delicados e objetivamente belos foram usados por reis e rainhas, sacerdotisas, nobres e senhores da guerra.

Sutton Hoo

Considere a descoberta do túmulo de Sutton Hoo. Um indivíduo eminentemente importante e venerado (possivelmente Raedwald) foi enterrado por volta do ano 740, com um enorme navio de 89 pés de comprimento a servir-lhe de câmara funerária.

Imaginem quantas pessoas foram necessárias para cavar um buraco no chão onde ficou enfiado o navio com os seus canhões amarrados e, em seguida, cobrir tudo isto com terra suficiente de que resultou um gigantesco monte de terra com mais de três metros de altura no meio. Tal como um jardineiro, posso dizer que a lama, depois de seca, é algo pesado que realmente resiste a ser movido à mão. Deve ter sido de centenas o número de pessoas que durante muito tempo andaram a trabalhar na construção deste túmulo.

Quem quer que tenha sido esta pessoa, ela era suficientemente venerada para ser enterrada com uma incrível coleção de riqueza. E, talvez mais surpreendente, nada foi saqueado.

Aqui está o cinturão da espada, feito de uma estrutura intricada de ouro puro e de granada polida:

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Não é isto uma bela obra de arte?

Mais uma vez, ninguém voltou atrás e saqueou isso depois. Talvez tenham morto os trabalhadores que construíram o túmulo, mas certamente as pessoas ainda sabiam que um governante muito rico tinha sido enterrado naquela zona. E também ninguém assaltou o sítio. Para mim, é difícil não ver isso como um sinal do quanto o homem enterrado ali era respeitado pelos seus próximos.

Aqui está um grande plano da cabeça dos dragões do cinto da espada:

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Se o leitor já trabalhou com a pedra preciosa granada, sabe como é diabolicamente dura (um 7,5 numa escala de 10) e quanto trabalho deve ter sido necessário para polir mesmo um só desses pequenos painéis, sem falar em todos eles, e em formas tão cuidadosas.

Da mesma forma, esses ganchos para os ombros destinados a segurar uma peça de roupa (como uma capa ou túnica) também são magníficos:

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Mais uma vez, os detalhes e a qualidade da mão-de-obra são impressionantes. Mas o que mais me impressionou foi como é que estas obras de arte são tão … belas. E de uma época do início da história medieval referida como tendo sido a “idade das trevas” e popularmente descrita como um período de sombria sobrevivência.

Se assim fosse, alguém ainda tinha recursos para produzir trabalhos de extraordinária precisão e beleza. Isso é claro.

O resto dos artefactos é igualmente extraordinário – especialmente o capacete, os escudos e as moedas. Basta ver esta cobertura de bolsa:

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Vistos em conjunto, vejo uma cultura em que a veneração era importante. O líder enterrado de Sutton Hoo foi suficientemente venerado para que o seu túmulo não fosse depois saqueado, logo a seguir ou tempos depois. Os itens enterrados mostram uma reverência pela sua autoridade, bem como pela própria beleza em si-mesma.

Estes artefactos funerários não eram, de modo algum, itens triviais. Cada um poderia valer o suficiente para alimentar uma família por muitas gerações, num tempo em que os recursos eram escassos, obtidos apenas através do trabalho árduo de muitos.

E ainda assim eles foram deixados intocados. Quem entre os líderes de hoje seria suficientemente honrado como um líder para que o seu túmulo não viesse a ser depois saqueado para um ganho pessoal muito substancial? Onde é que se pode ver que a nossa cultura reverencie a beleza ao mesmo nível, estando disposta a colocar tanto esforço coletivo na sua criação?

O Ceptro de Taranto

Por todas as partes do Museu Britânico, há exposições similares em honra do feminino – as mulheres e as deusas do mundo. Muitas das exposições egípcias chamaram-me a atenção, assim como os artefactos gregos, mas uma peça destacou-se tanto que voltei lá três vezes, tão impressionado pela sua beleza e pela mensagem que dela tirei.

Veio de “A Tumba da Sacerdotisa de Taranto” e é datada de 350 – 340 aC. Como os reis não governaram Taranto durante esse período, acredita-se que tenha sido propriedade de uma sacerdotisa.

Primeiro, o seu ceptro é realmente extraordinário:

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O ceptro inteiro é talvez de 18 polegadas de comprimento e todo ele trabalhado em adornos extraordinários em ouro de grande pureza. Mas o que realmente me chamou a atenção é a malha de ouro que se vê a descer pela coluna (perdida para a história, talvez pensada como uma espinha). Esta malha consiste em fios de ouro extremamente finos, envoltos em fios de ouro ainda mais finos, e é tecido numa malha de pequenas formas de diamante com pequenos círculos nos seus cantos. Cada um desses círculos continha uma pequena joia ou um tesouro esmaltado de algum tipo (a maioria, novamente, perdida para a história).

Aqui temos um grande plano:

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O fio de ouro utilizado é mais fino do que cabelo. Este ceptro fala de poder e de delicadeza em posição de igual importância, cada um a reforçar o outro. Somente o mais leve toque poderia segurar o cetro sem quebrar fios de ouro tão finos como esses. Isso fez-me pensar na mulher que o manejava com um toque tão delicado.

Novamente, esta pessoa terá sido venerada de tal modo que um objeto de tão intenso valor e beleza foi sepultado com ela, e não foi roubado num momento posterior por alguém que sabia o que o túmulo continha.

Poder, honra, veneração e beleza. Tudo atributos que aparecem repetidamente ao longo da história.

Todo o Museu Britânico está cheio até ao tecto destas expressões. Eu saí tão entusiasmado pelo contacto havido com essas melhores expressões da humanidade, mas ao mesmo tempo também igualmente entristecido porque não consigo localizar o seu equivalente no mundo de hoje.

Um elemento ausente de hoje? Reverência pelas deusas, pelo feminino. Não consigo pensar numa única homenagem ocidental ao feminino. Nenhum templo construído em homenagem às deusas e nenhuma valorização é feita quanto aos atributos femininos.

Isto é importante notar, não porque desejamos estar a criticar o masculino, mas porque qualquer coisa que esteja em desequilíbrio requer ser reequilibrada. De facto, revalorizar o feminino trará de novo honra e significado ao masculino.

O nosso mundo de hoje está totalmente agarrado ao dinheiro, ao poder, à guerra e à força. Nós veneramos o poder sobre ao invés do poder dentro de nós mesmos.

Então as perguntas que eu gostaria de deixar ao leitor são as seguintes:

  • Onde é que tem beleza na sua vida? Conscientemente manifesta isso?
  • O que é que venera?
  • Quão honorável se considera?
  • Incute um sentimento de lealdade naqueles que estão á sua volta? Quem é que roubaria o seu túmulo e com que rapidez depois de ter passado para o lado de lá?
  • Quem é que o leitor venera, e como? E também, porquê?
  • Qual a importância que tem para si estar rodeado de pessoas em quem pode confiar e em cujas opiniões confia?
  • Onde e como é que respeita, honra e encoraja o feminino em si próprio (seja o leitor homem ou mulher), nos outros e especialmente na natureza?

Finalmente, estará o leitor pronto para as grandes, muito grandes mudanças que estão para chegar?

 

O nosso império de dívida

O Museu Britânico é um testemunho do facto de que os impérios têm nascido e desaparecido desde há milhares de anos. Os elementos comuns de todo e qualquer império incluem a sua própria valorização de obras de extrema beleza e de artesanato de alta qualidade a par de uma hierarquia rígida. Todos estes elementos expressaram uma forte conexão com o divino, como quer que o tenham sentido, cada um com as suas próprias mitologias e religiões participantes a conferirem sentido a tudo isso … e a ajudarem a cimentar o (s) lugar (es) dos seus dirigentes de topo, é claro.

Cada império tinha uma mitologia pela qual se auto-organizava e as pessoas compravam-no através do seu sistema de crenças. Olhando para trás, os seus sistemas de crenças parecem armadilhas mentais tão óbvias que é fácil zombar e espantar-se como é que as pessoas poderiam ter vivido de olhos tão tapados.

Aqui está a questão sobre as sociedades hierarquizadas em todas as épocas … em cada uma delas, sempre houve os poucos que têm e os muitos que pouco ou nada têm. Como foram as massas populares mantidas em ordem? Porque é que a vasta maioria da humanidade em todos os impérios vive em relativa pobreza e miséria, nunca levantando um dedo em revolta, exceto sob circunstâncias muito excecionais e raras?

A conexão para o leitor é a seguinte; cada sociedade tem um conjunto de razões em funcionamento que explicam às pessoas dos níveis mais baixos o motivo porque estão situadas nesses níveis. Em algumas das antigas culturas, a explicação era que a autoridade era investida na linha de sangue real, dito de sangue azul. O leitor tem-no ou não? [Ou descobre que o seu sangue é vermelho como o de todos os outros?].

Noutras sociedades, dizia-se que os governantes estavam mais próximos dos deuses, se é que não descendiam diretamente deles. Ir contra os governantes significava que se estava a atacar ou a desrespeitar os próprios deuses aos quais as pessoas oravam e dos quais dependiam totalmente.

Embora as mitologias em vigor “explicando” a hierarquia fossem diferentes, os seus resultados não eram. Essas mitologias resultaram sempre em uns poucos no topo da hierarquia e numa pirâmide de população em crescendo e de direito estabelecido que os sustentava.

Os gestores intermediários na história, aqueles que tinham uma vantagem relativa no sistema de resultados, eram os guardiões necessários dos sistemas em cada cultura e em cada sistema. Eles tinham mais a perder do que a ganhar com a revolta e assim permaneceram fiéis ao sistema durante toda a vida.

As pessoas que se situavam no patamar mais baixo, apesar de terem uma vasta vantagem numérica, tinham a crença limitadora de que não tinham poder. Por isso as revoltas quase nunca aconteceram. Os sistemas hierárquicos persistiram até que o império seguisse o seu curso, quase sempre a entrarem falência porque faltavam recursos para se manter e para suportar a sua crescente complexidade.

As lições da história são absolutas; nada dura. Tudo muda, especialmente para quem está no comando.

Então, quais são as nossas explicações hoje que nos mantêm todos em ordem? O que impede que nos revoltemos? O que é que nos faz diariamente baixar as nossas cabeças e de modo coletivo, em sinal de fidelidade, também?

A resposta é o Dinheiro.

O que chamamos de “dinheiro” hoje foi uma invenção genial que apareceu mais ou menos na mesma altura na história, quando os humanos estavam a trabalhar noutras desafiadoras invenções que alterariam as nossas vidas como a invenção do relógio e da impressão escrita.

Ninguém é tão desesperadamente escravizado quanto aqueles que falsamente acreditam que são livres.” – Goethe

Uma pessoa endividada é uma pessoa controlada. Mas elas acham que foi por sua própria decisão. Daí a citação de Goethe acima. Uma nação endividada é uma nação controlada. A armadilha da dívida é especialmente insidiosa e depende da ilusão do livre-arbítrio combinada com o peso total da “lei”.

Ao ligar uma dada taxa de juro a um empréstimo, a produção futura de uma pessoa seria sua se o leitor é o detentor dessa nota de crédito. Que golpe de puro e demoníaco génio! Defina esta taxa suficientemente alta e a prazo suficiente longo e o leitor pode obter todo o seu dinheiro de retorno mais outro tanto desse montante ou mesmo mais, em que cada parte recebida foi realmente o produto futuro produzido (ou seja, o tempo) do tomador do empréstimo, o mutuário.

Engendre uma nota promissória emitida a descoberto (out of thin air) e em seguida, o credor consegue abocanhar o verdadeiro rendimento produtivo dessa pessoa, independentemente do resultado. Se eles conseguiram ou falharam no esforço, mesmo assim você ainda ganhou. Se eles te pagaram de volta, a vitória foi óbvia. Se eles falharam, muitas vezes você tinha uma garantia na retaguarda para proteger o seu “investimento”. De qualquer modo, você ganhou.

E mesmo que não fosse esse o caso? Bem, você perdeu a quantidade de esforço que você levou para redigir a nota de crédito. Por outras palavras, nada realmente.

Eu ainda não encontrei isto em nenhum museu, embora a introdução de dinheiro baseado em dívida tenha sido, sem dúvida, a invenção mais transformadora dos últimos mil anos. Transformou milhões de escravos humanos mantidos sob controle por ameaça de poder e coerção física (se não morte) em milhares de milhões de seres humanos perfeitamente dispostos a entregar o seu trabalho às diminutas elites de topo que pouco ou mesmo nenhum trabalho faziam.

Antes dessa invenção transformadora, o dinheiro sempre foi uma coisa muito concreta – você tinha uma dada quantidade de prata ou ouro ou não tinha. Depois, o dinheiro tornou-se abstrato. Você podia emprestar a alguém algo que você nunca teve, escrito num pedaço de papel, e a crença investida nessa ideia era suficiente para escravizar o devedor até que que essa dívida fosse paga. O ” dinheiro” do credor pode nunca ter existido ou pode nunca ter sido manipulado por ele, o que é verdade para a maioria das pessoas hoje em dia. O dinheiro existe como dígitos numa declaração ou no ecrã de computador. Do credor, mas totalmente intangível. Uma força poderosa, nunca vista ou manipulada. Por outras palavras, uma ideia partilhada. Uma mitologia imbuída de tremendo poder por uma cultura que serviu para reforçar o atual sistema de hierarquia.

Há um vasto império agora abrangendo o mundo, mas o mistério de tudo isto é que não está situado em nenhum país. É um império de dívida. Os que emitem a dívida estão a colher a produção de nações inteiras, não diferente no efeito final do que os romanos recolhiam ao imporem a prática do dízimo dos países existentes no século I depois de Cristo.

Nós agora vivemos num mundo de, pelos e para os banqueiros e outras elites financeiras. Onde antes era a linhagem real, ou conexão direta com o deus do sol Rá que garantia o lugar de alguém no topo, hoje é a sua proximidade com os templos do dinheiro que o garante.

Mas o que é que acontece quando a tarte económica deixa de se expandir, mas em que os guardiões do sistema parecem incapazes de travar os seus próprios desejos de ficarem ainda com mais, mais e mais do mesmo bolo?

É a situação em que nos encontramos hoje. O oxigénio económico está a ser sugado das classes média e baixa, [a favor das elites], e as pressões sociais e políticas estão a aumentar.

Enquanto isso, mais e mais direitos (moeda e dívidas) estão a ser empilhadas sobre essa tarte económica estagnada, [sobre a produção criada ou a criar], aumentando assim a pressão sobre um sistema que está já a ranger por todo o lado.  Algum dia tudo isto irá rebentar espetacularmente e acabará muito mal. A história diz-nos que isso termina em muita anarquia social e possivelmente numa outra guerra mundial.

Na Part 2: What History Tells Us Will Come Next fazemos uma análise detalhada sobre como na sua última fase os impérios colapsam à medida que as elites exauram os recursos das populações. Vemos sinais claros disso hoje em dia.

À medida que progredimos a partir daqui, a disparidade entre os que têm e os que nada têm ir-se-á somente intensificando, com a dívida (e o nosso sistema monetário baseado em dívida) a ser utilizada como arma principal para controlar um público cada vez mais desprovido de tudo.

Está o leitor preparado?

 

Texto original em https://www.peakprosperity.com/blog/113979/end-our-empire-approaches

 

2 comments

  1. Pingback: Da crise atual à próxima crise, sinais de alarme –Meire Jimenez – Moda & Música & Afinidades

  2. Carlos A.P,M.Leça da Veiga

    Por fim, finalmente, vejo alguém a mostrar – nada mais evidente – que o império do Ocidente está a desabar. A totalidade dos comentadores – talvez haja excepções – tem o descaramento de falar na retoma e numa continuidade que – imaginam eles – a tecnologia saberá manter. À custa destas balelas – nada mais que justaposições – só está a impedir-se a boa administração da retirada, logo, de fugir-se ao caos. Face às previsões, cujo pessimismo parece indiscutível, algo deverá ser feito – recusar a justaposição em favor do devir; recusar o mecânico em favor do autodinâmico – para que nem tudo, indevidamente, vá figurar num outro qualquer Museu Britânico. Basta ouvir tudo quanto sai da boca dos “novos mandarins” – daqueles que comandam este Ocidente – para perceber que, mais uma vez , está a discutir-se o sexo dos anjos. Todas as civilizações – ensinado por Clemente Zamora – tiveram a sua antiguidade, a sua idade média, a sua idade moderna e a sua idade contemporânea e com esta última – tantos os erros acumulados – deram o seu suspiro terminal. Tudo tem movimento evolutivo – passado, presente e provável futuro – e, assim, a transitoriedade é a regra, porém, ao invés do seu curso mais desejável, aquele ininterrupto – um evoluir autodinâmico – quem manda em todos nós, tanta a alienação, só sabe contrariá-lo. CLV

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