A PORTUGUESA – Hino Nacional

Quando em 1890 o governo britânico apresentou ao de Portugal o humilhante Ultimato, houve uma espontânea e vibrante reacção popular que a propaganda republicana habilmente explorou. A “nossa velha aliada”, à época a super-potência mundial, impôs-nos – ou abandonávamos os territórios entre Angola e Moçambique, que o famoso Mapa cor-de-rosa colocava sob soberania portuguesa, ou seria a guerra. Sabia-se que a esquadra inglesa podia, pelo alcance da sua potente artilharia, destruir Lisboa e o Porto sem sofrer baixas. Não tínhamos poder bélico para resistir. A pronta submissão da família real e do Governo à exigência britânica enfureceu os portugueses- Um clamor de indignação percorreu o País.

No calor da genuína revolta dos portugueses, em 1890, Alfredo Keil e Henrique Lopes de Mendonça compuseram, respectivamente, a música e a letra de A Portuguesa. No ano seguinte, no levantamento de 31 de Janeiro de 1891, no Porto, A Portuguesa foi cantada pelos insurrectos republicanos. Após a Proclamação da República foi adoptado como hino nacional. Vamos escutar uma sumptuosa versão de A Portuguesa, gravada quando da comemoração do Centenário da República, Interpretada pela soprano lírica Elisabete Matos, acompanhada pelos coros e orquestra do Teatro Nacional de São Carlos, sob a regência do Maestro José Paulo Santos-

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