Brasil: Entre a Democracia e o fascismo, não pode haver neutralidade – MANIFESTO INTERNACIONAL CONTRA O FASCISMO NO BRASIL

Dezenas de deputados de diferentes grupos políticos do Parlamento Europeu (PE), assinaram o Manifesto Internacional contra o Fascismo no Brasil, declarando o mais profundo repúdio pelo candidato Jair Bolsonaro.

Nós, mulheres e homens de várias partes do mundo comprometidos com a democracia e os direitos humanos, expressamos o mais profundo repúdio ao candidato de extrema-direita, Jair Bolsonaro, que disputa a segunda volta da eleição presidencial no Brasil no próximo 28 de Outubro”, lê-se no manifesto subscrito, entre outros, pelos eurodeputados comunistas João Ferreira, João Pimenta Lopes e por Marisa Matias, do Bloco de Esquerda. Os eurodeputados sublinham que as posições que Bolsonaro tem sustentado ao longo de sua vida pública e nesta campanha eleitoral são decalcadas de valores xenófobos, racistas, misóginos e homofóbicos. O candidato de extrema-direita defende abertamente os métodos violentos utilizados pelas ditaduras militares, inclusive torturas e assassinatos. Tais posições atentam contra uma sociedade livre, tolerante e socialmente justa. […] Conclamamos as brasileiras e brasileiros a reflectir sobre a gravidade deste momento histórico. Entre a democracia e o fascismo não pode haver neutralidade.

Contra ele [Jair Bolsonaro], quem assina este apelo manifesta a sua solidariedade com a democracia e com os direitos sociais do povo brasileiro. Temos consciência de que vivemos tempos de ameaças sinistras e riscos de regressões civilizacionais. É por isso mesmo que valorizamos o campo da liberdade e da igualdade e apelamos à derrota de Bolsonaro.

Segundo os parlamentares europeus, a decisão que o povo brasileiro assumir na segunda volta das eleições presidenciais, constituirá uma escolha clara entre a liberdade e o pluralismo e o obscurantismo autoritário, com impactos duradouros não só para o Brasil mas para toda a América Latina e Caraíbas e o resto do mundo.

Subscritores portugueses

Entre os muitos portugueses que subscreveram este manifesto, estão Eduardo Lourenço, Freitas do Amaral, Francisco Louçã, Pinto Balsemão, Pepetela, Ricardo Araújo Pereira, Pacheco Pereira, Manuel Alegre.,. São apenas alguns dos nomes de uma lista de escritores, músicos, políticos, académicos, que assinam o manifesto, assinado também por personalidades ligadas a movimentos sociais e mesmo a forças partidárias, BE, PCP, PS e PSD:  Ana Catarina Mendes, Ana Gomes, António Filipe, Carlos Coelho, Francisco Assis, Isabel Moreira, Marisa Matias, Teresa Leal Coelho, João Cravinho, Maria do Rosário Gama, Vasco Lourenço, André Freire, Fernando Rosas, Manuel Carvalho da Silva…

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