
Há mais um elemento a fortalecer a ligação entre Veneza e a arte, graças à inauguração no passado dia 17 de dezembro da nova sede de Ermitage Italia, nas Procuratie Vecchie, na Praça de São Marcos. A sede constitui-se como um centro de estudos e investigação sobre a arte italiana e, mais em particular, sobre as relações culturais e artísticas entre a Itália e a Rússia.
Na mesma ocasião, inaugurou-se também, no conhecido Palazzo Fortuny, a mostra Futuruins, com mais de 250 obras de todas as épocas, das quais 80 vindas precisamente do museu Ermitage de São Petersburgo. Como o título evoca, todas as obras estão relacionadas com o tema das ruínas e da sua significação, visando estimular a reflexão sobre a construção do futuro através da consciência dos laços que nos unem ao passado.
Já fora do centro histórico, no Centro Culturale Candiani de Mestre, foi apresentada a exposição: Venezia e San Pietroburgo. Artisti, principi e mercanti (Veneza e São Petersburgo. Artistas, príncipes e mercantes). O percurso expositivo junta obras pertencentes aos museus venezianos e obras-primas da coleção russa, documentando a confluência das obras de arte venezianas no museu Ermitage de São Petersburgo e revelando as relações culturais que intercorrem entre os acervos das duas cidades. Nesta trajetória são especialmente marcantes as 20 obras dos maiores pintores venezianos dos séculos XVI a XVIII, como Tiziano, Tintoretto, Veronese, Canaletto, Tiepolo, Guardi e Bellotto.
Ambas as exposições poderão ser visitadas até 24 de março.
