O Solstício de Verão é o dia mais longo do ano devido a um fenómeno astronómico.
O Solstício de Verão ocorre no hemisfério Norte, enquanto no hemisfério Sul se celebra o Solstício de Inverno.
O facto deste dia ser tão longo fez dele um momento místico celebrado por um grande número de povos que considerava o Sol um Astro Rei com poderes divinos. Era o respeito por quem era fiel e comandava a vida.
Na Natureza em que tudo é harmonioso, em que tudo tem o seu sentido, não consta que a Humanidade a venere da mesma forma.
Na igualdade nasce a diferença sem que o solstício deixe de o ser ou crie tempestades para que tudo seja igual e que o diferente tenha castigos divinos ou entre em extinção.
Os egípcios festejavam a fertilidade e a abundância pois coincidia com o começo das cheias do Nilo.
Para os Gregos o solstício de verão era o primeiro dia do ano.
Eram organizados vários festivais como o Cronia, que celebrava o Deus da Agricultura. Durante este festival as regras sociais alteravam-se, eram temporariamente suspensas: os escravos participavam nas festividades, como os seus senhores, podendo até serem servidos por estes.
Se a troca de papéis sociais era possível no Solstício de Verão era porque a escravatura poderia um dia acabar, como acabou. A escravatura era uma relação social baseada apenas no poder dos mais ricos e não de nenhuma regra da Natureza.
No Solstício de Verão começava a contagem do tempo para os jogos Olímpicos.
Os chineses homenageavam a terra, a feminilidade e a força conhecida como yin.
É o primeiro dia do Verão e por isso se celebra a Vida, a Luz e o Fogo.
A partir dessa data na Europa, o Sol começa a baixar no horizonte e os dias começam a ficar mais curtos, a tradição das fogueiras surge para ajudar o Astro Rei a manter-se quente.
A Humanidade fascina-se com os fenómenos da Natureza.
No entanto, através dos tempos verifica-se que a relação Humanidade-Natureza é contraditória.
Ao mesmo tempo que a Humanidade necessita da Natureza também a destrói com os seus processos industriais. A mesma Natureza que oferece matérias-primas para as indústrias, criadas pelos humanos, é aquela que é agredida pelos processos industriais.
Hoje fala-se na defesa da Natureza pois já se começa a sentir os efeitos das diferentes poluições produzidas pelos Humanos, pelas diferentes espécies em extinção provocada pelo egoísmo, pelo sentimento do prazer em vez do sentimento da preservação do que é diferente de nós.
O que produzimos é fruto da transformação de produtos Naturais e que servem para a continuidade da nossa espécie em detrimento da extinção de outras.
Mas a consciência, privilégio dos humanos, começou a estudar a relação dos estes com a Natureza e percebeu que os recursos naturais não são eternos.
Como é possível ter tantos animais para matar para alimentar as pessoas, mesmo sabendo que há milhões delas que passam ou morrem de fome, como é possível continuar a indústria dos plásticos se já se sabe que os peixes estão a ser intoxicados com as toneladas de plásticos que são deitadas ao mar, como se pode continuar a poluir o ambiente se sabemos as doenças que são provocadas pela poluição?
Como pode a Humanidade encolher os ombros e pensar que o pior está para vir, mas que já não será na época das nossas vidas!?
A forma de Vida inventada pelos Humanos já deu provas que não preserva nem vidas humanas nem a Natureza que tudo nos dá, e por vezes tudo nos tira porque para isso houve mãozinha humana que se quer encher de poder, de dinheiro e de vidas fúteis…
Felizmente têm aparecido grupos de jovens empenhados em denunciar os abusos feitos à Natureza e com propostas de novos comportamentos.
Como tudo o que surge com ideias novas, pondo em causa o que as gerações anteriores têm feito, a primeira coisa a fazer é desvalorizar o que vem de novo.
Bem haja esta nova geração que se preocupa com o futuro da Humanidade e do Planeta.
O Planeta gira, comandado por um relógio planetário, acreditando que aqueles que o habitam o respeitam por motivos ambientais e não economicistas.
A nova geração teve a coragem de defender o respeito pelos animais domésticos e pelos animais selvagens.
Este Solstício de Verão traz-nos uma nova época de esperança na bondade Humana.
Não mais guerras, não mais fome, não mais refugiados, mas mais conhecimento, mais afecto, menos violência, mais movimentos de indignação.
Mais solstícios, mais equinócios fiéis como as marés, mais andorinhas a anunciar a Primavera, não mais degelos, menos cidades de cimento, não mais terras abandonadas, não mais lágrimas para que o Nilo não transborde, não mais jovens perdidos no que temos de melhor: a Vida e a Natureza.
As crianças sorriem com o arco-íris. As crianças sonham com um mundo em que a diferença é a coesão da igualdade.
A Humanidade não vale nada se se pensar o centro do mundo, ignorando que o que a
rodeia é também o centro do mundo. Neste caso a matemática falha porque um mais um não são dois, mas um.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.
António Gedeão ( Pedra Filosofal)
A ursa envolve com ambos os braços a árvore que lhe é mais alta
E puxa-a para baixo como se fora um amante
E as suas cerejas esmagadas fossem lábios num beijo de despedida
Depois larga-a para que se erga de novo em direcção aos céus.
[image: bravo_groupe.gif]Gostei . Obrigada Maria