SINAIS DE FOGO – A SALETTE DO AMORIM – por Soares Novais

 

Foto: Página Global

 

O ex-deputado Amorim publicou na sua página no Facebook o seguinte: “Em 1975 a extrema-esquerda destruiu a embaixada espanhola em Lisboa (*). Hoje espero que os mesmos e os seus descendentes diretos tenham um pouco mais de maneiras…”

A investida do ex-deputado Amorim surgiu na sequência de um apelo da porta-voz do Bloco para a concentração que exigiu a libertação dos dirigentes políticos da Catalunha – condenados ao cárcere pelos juízes de Castela. A frase amoriana, publicada no dia 15,  motivou uma mão cheia de comentários. Mesmo que alguns contenham linguagem imprópria aqui ficam:                                                                      «                                                                                                                                                                                                           

  • Luis Cadete Esta malta, não consegue manifestar-se à porta dos hospitais que fecham alas por falta de médicos, ou obras anunciadas, que não passam de puro embuste, mas para opinar sobre as decisões de um estado soberano estrangeiro, aí é vê-los a pulular..Luis Cadete vai ser agora a seguir. Só não se vão manifestar “amanhã” porque o Costa vai dizer que estão ressabiados, o que de facto estão mesmo. Mas não tarda temos a expulsão de 4 anos de cativeiro. 🤣 🤣 🤣
  • Paulo Neves Luis Cadete muito bem!!
  • Miguel Pereira A nossa esquerda nunca desilude, sempre do lado certo da coisa 🙈🙈🙈🙈
  • Antonio Marreiros Esta esquerda acéfala e hipócrita que destruiu a embaixada de Espanha e o país teve que pagar os prejuízos, por covardia não foi capaz de assumir esses actos de vandalismo praticados no espaço de um país estrangeiro. «
  • Salette Santos Alguém arranja um cesto de roupa para a gaja se entreter a passar a ferro???…E que isto de não se saber gerir o tempo livre é uma chatice ..
  • .Antonio Marreiros Salette SantosNão querendo estalar o verniz, recomendo à pequena um pirilau para brincar😄😄
  • Salette Santos Antonio Marreiros … tem mais cara de ter virado para o outro lado!
  • António Marreiros  Salette SantosSendo assim uma ferramenta das Caldas a pilhas😄😄

 

Tais dichotes “porno” dos leitores do ex-deputado Amorim, que se guindou a essa condição por via dos dotes revelados como blogguer no Blasfémias e comentador da tevê, contaram com o seu silêncio cúmplice. E revelam, claro, a classe de quem os escreveu e de quem lhes deu guarida.

Não admira: o ex-deputado Amorim, que começou no CDS, passou pelo partidinho nado-morto de Manuel Monteiro até se acoitar no PSD e Passos fazer dele deputado em 2011, há muito que se distingue pelas boçalidades que diz. Como esta, publicada em Julho de 2018 na sua página no Facebook:

“Em 2011, imitámos a bancarrota grega de 2010. Agora são os gregos que nos seguem na tragédia assassina dos incêndios descontrolados – muitas dezenas de mortos, autoridades a agirem sem tom nem som, populações abandonadas, enfim. Portugal não é a Grécia, dizia-se, e foi verdade durante alguns anos. Agora é mais difícil não reconhecer.”

O ex-deputado Amorim acabou por eliminar tão brilhante conclusão do seu mural, mas tão desavergonhado post evidencia o seu elevado baixo nível. Tal qual o dos seus leitores-comentadores. Amorim conta com eles para consagrar o agora seu amado Dom Sebastião –  isto é, o organismo gelatinoso e perigoso que o mar de Espinho deu à costa.

A tempo: A afirmação do “prof” Amorim apenas dá a conhecer a parte da história que lhe interessa. Atente-se no que disse o então embaixador da Espanha franquista, António Poch y Gutierrez,  ao insuspeito ABC, em Novembro de 2015: “…Os que dirigiam aquilo eram espanhóis das FRAP [Frente Revolucionária Antifascista e Patriótica, à qual pertenciam três dos cinco condenados à morte pelo Conselho de Guerra de Burgos de 28 de Agosto, os outros eram da ETA] e, além de portugueses, havia também chilenos, cubanos, brasileiros, tupamaros, italianos… um bom sortido da IV Internacional.”

Por seu turno, Diniz de Almeida em “Ascensão, Apogeu e Queda do MFA”, II volume, afirma: «Em fins de Setembro de 1975, a CIA, desencadeia um golpe magistralmente planeado e quase rigorosamente executado. Cinco agentes da CIA, latino-americanos serão os executantes detonadores do assalto à Embaixada de Espanha em Lisboa. O assassínio previsto de cinco presos pelo garrote, facultaria o ambiente emocional para o efeito e a inconsciência habitual dos grupos esquerdistas completada pelo intencional voluntariado dos outros reaccionários camuflados de pseudo-esquerdistas, completarão o elenco necessário para o golpe que previa o assassinato do próprio embaixador de Espanha. Acidentalmente, ou talvez não, Edward Astwick Proctor, Conselheiro da Embaixada Americana, desconhecedor deste maquiavélico plano da CIA que incluía o assassínio daquele diplomata de quem é amigo pessoal, telefonar-lhe-á para não estar presente nesse dia na Embaixada, traduzindo, de qualquer forma, suspeitas que evitarão tão ingnominioso acto – que seria imputado, como é hábito nestas ocasiões, à Esquerda em geral. Prudente, o Embaixador acatar-lhe-ia a sugestão, o que muito provavelmente lhe terá salvo a vida. A UDP cairá nesta armadilha e emprestar-lhe-á a sua cor política.»

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Nome completo: João Manuel Pacheco Machado

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