FRATERNIZAR – Pandemia Covid-19 – NO FIM, OU AINDA NO COMEÇO DAS DORES? – por MÁRIO DE OLIVEIRA

 

Não será a anunciada vacina que vem pôr fim às dores que a pandemia covid-19 está a causar em todo o mundo, com surpreendente incidência nos países que integram a União Europeia, mais os Estados Unidos de Trump, o Brasil de BolsoNero e a Rússia de Putin. Poderá atenuá-las, não suprimi-las de vez.

Diz-me o Vento e confirmam-mo os Sinais dos tempos que, cerca de um ano depois do primeiro caso de coronavírus 19, não vamos já a caminho do fim, mas ainda no começo das dores. E não pensem que o Vento e os Sinais dos tempos são sádicos. Sádicos somos todas, todos nós, seres humanos e povos da Terra, que, apesar de tantas dores e tantas lágrimas já derramadas, ao longo dos séculos, teimamos em não descolar o pé do acelerador na desenfreada busca do Lucro, na exploração da Terra, nas guerras por mais e mais domínio do mundo, na refinada fabricação de armamento, no ódio entre facções religiosas, na contaminação das águas, no extermínio das fontes e na descriação de toda a variedade de fauna e de flora marinhas, nas profundezas dos oceanos. Em consequência também na destruição dos habitats naturais de múltiplos vírus, obrigados assim a procurar outros. E o coronavírus-19, por exemplo, veio a encontrá-lo nos nossos próprios corpos!!!

Enquanto o Poder – e não os Povos das nações – se mantiver ao comando do mundo; e o Lucro – não o Cuidado de uns pelos outros e de todas, todos nós pela Terra – for o que faz correr os Estados das nações, as suas grandes multinacionais e os seus grandes Bancos, é cada vez mais larga a porta e mais largo o caminho que, geração após geração, nos conduz à completa descriação do Humano. Num tipo de mundo onde viver é sinónimo de insuportáveis dores, e morrer, sinónimo de fim das dores.

Se nem a pandemia covid-19 nos faz arrepiar caminho, mudar os nossos estilos de vida, dar toda a primazia ao Ser sobre o Ter, transformar em Sabedoria ao serviço da vida de qualidade e em abundância, todos os saberes que acumulamos ao longo dos milénios e que continuam aí descaradamente ao serviço do Poder que, qual planetário vampiro, se alimenta de gente e de tudo o que respira, então só podemos estar garantidamente no início e não no fim das dores.

O Meu Livro, ‘Da Ciência à Sabedoria. Em Tempos de Pandemia Covid-19’, Seda publicações, está aí, desde out.º 2020, a apontar reiteradamente a todas, todos nós, a porta estreita e o caminho estreito que nos conduz à Vida de qualidade e em abundância. Mas, como eu próprio já previa, o Livro continua a esbarrar num pesado muro de silêncio, por parte dos pequenos e grandes media, que teimam em ignorá-lo, em lugar de o debaterem, em horário nobre, comigo, seu Autor e outras pessoas de boa vontade. Numa postura de humildade e de radical conversão de todas, todos nós, seres humanos e povos das nações.

Será, certamente, pedir o impossível aos profissionais que neles aceitam trabalhar, porque todos eles são propriedade do Poder, suas multinacionais, seus Bancos, seus Estados, suas religiões e igrejas. O sadomasoquismo institucional em acção que se compraz nas dores e nos gemidos dos povos, olhos postos nos seus privilégios de casta e no estúpido domínio do mundo. Sem jamais perceberem que são a demência estrutural organizada, em tudo iguais ao deus que cultuam, o Dinheiro, devorador das mentes de quantas, quantos o acumulam e fazem dos privilégios que ele lhes garante o seu alimento.

Não! Não é uma vacina que vem pôr fim às dores que, cada dia, sobem da Terra e dos Oceanos. Só mesmo a desistência dos estilos de vida porta larga e dos privilégios, e a adesão aos estilos de vida porta estreita, são o caminho que nos faz e aos Povos das nações progressivamente Humanos, porque teimosamente religados uns aos outros. É por aí que sempre vão o Vento e os Sinais dos tempos. Infelizmente a maioria dos seres humanos e dos povos insiste nos estilos de vida porta larga, sem perceberem que mudar de rumo é preciso, imperioso, urgente. É, pois, mais do que hora de todos os seres humanos e povos, escutarem, como eu escuto o Vento e orientarem-se pelos Sinais dos tempos,como eu me oriento. Com a simplicidade das pombas. E a prudência das serpentes.

www.jornalfraternizar.pt

 

TÍTULOS DOS TEMAS DAS OUTRAS PASTAS:

1 Poema de cada vez

TENHO PRESSA DE SAIR

António Variações

Destaque

James T. Keane

O RELATÓRIO MCCARRICK E O PAPA SÃO JOÃO PAULO II

Documentos + extensos

Giorgio Agamben

QUANDO A CASA ESTÁ A ARDER

Entrevistas

Com Vittorino Andreoli, psiquiatra

NOS DIAS DO MEDO, VAMOS CONSTRUIR A ERA DO ‘NÓS’

Outros TEXTOS de interesse

Elvira Eliza França

SONHAR, SUSPENDER O CÉU E CUIDAR DA TERRA NO SONHO DOS KRENAK

TEXTOS de A. Pedro Ribeiro

RIO UNE-SE AOS FASCISTAS

TEXTOS Frei Betto, Teólogo

DEUS É NEGRO

TEXTOS de L. Boff, Teólogo

A COVID-19 QUESTIONA O SENTIDO DA VIDA

 

Leave a Reply