As ruas vão, mais uma vez, ser um mar de luz nas principais ruas e lojas mais amplas da maioria das vilas e cidades, começam já a ver-se mãos ajoujadas de sacos e embrulhos com fitas coloridas, mas ainda veremos montes de compradores e compradoras encarreirados atrás de apelos luminosos e bem desenhados, aliás os consumistas e principais protagonistas de uma festa a que quase ninguém fica indiferente.
Vão saltar-se confinamentos em quantidade, contarem-se moedas, rebentarem-se poupanças, agir como se vivesse em abundância, pois a vida diária está toda focada numa palavra, Natal.
E são milhões os que se gastam no feérico, temporário e rápido embalo das luzes, nos estoiros com que muitos teimam em atroar céus e lares em funçanatas de barulho, numa espécie de luta invejosa para ver quem será o mais desmedido, na verdade e apenas, para ver quem consegue contaminar mais o já tão frágil ambiente.
Mas haverá também os desempregados, os sem-trabalho dos muitos lugares encerrados, os despejados das casas adquiridas à custa de muita renúncia, os fugidos das suas terras por conflitos que não entendem, os infectados por um bicho manhoso à solta, pelos desmandos da sobreexploração deste planeta, misturando homens e animais e, nem sempre a ocupar o respectivo e também devido lugar.
E o filósofo José António Marina, afirma em artigo recente ‘Toda a gente se volta para a ciência como fonte de conhecimento, que responde assinalando as certezas, mas também as zonas de ignorância. Gostaria que essa confiança se demonstrasse no tratamento da alteração do clima, mas não está a acontecer’.
Na verdade, esta pandemia só vem demonstrar como estamos mergulhados numa espécie de paradoxo onde, afirma no artigo ‘Saber e poder’ o sociólogo Daniel Innerarity, ‘Os políticos podem menos do que parece e os cientistas sabem menos do que cremos’.
E todos os dias se ouve, vê e lê, sobre desmandos, contradições, números de espantar, vacinas que serão ou não, sobre liberdades, mas também sobre libertinos, decisões tomadas nos tampos das secretárias, mas longe e afastadas do terreno, das ruas, dos ambientes, sempre entre outras notícias da bola e quejandas, onde sempre se vêem ‘especialistas’ a perorar com jeitos de cientista.
Talvez seja possível uma mudança de paradigma, disse Joseph Stiglitz, Prémio Nobel de Economia, ‘No mundo pós-pandemia, a ciência não servirá a economia, será ao contrário e isso irá fortalecer as democracias, mas os sistemas autoritários também a quererão usar para as minar’.
E talvez até tenha razão, terá com certeza, mas devemos lembrar Gramsci, ‘O velho mundo agoniza, o novo tarda nascer e, nesse claro escuro, irrompem os monstros’ e ele sabia bem do que dizia!
Por isso, ‘Todos no chão, já está aí o Natal!’, pois aqueles monstros nunca nos deixaram! Continuam, já se notam bem e não só por aqui!
Palavras próprias e adequadas a um assalto, mesmo virtual, especialmente nesta época, mas a exigir-nos alertas e reflexão, tendo em atenção este tempo, em que ‘Somos da infância como somos de um país’, deixou escrito Saint-Exupéry.
E somos, por ainda se gostar e não vivermos sem estes assaltos, sem nunca pensar em quem os comanda!
António M. Oliveira
Não respeito as normas que o Acordo Ortográfico me quer impor
Amigo, obrigada pela tua carta, grata pela tua reflexão…Se me permitires, porei, no meu mural …Posso?
Sou mulher de Natal mas este ano, não quero ter Natal…Para mim, Natal é o calor das pessoas e o cheiro da canela…Não posso, não tenho…Será o contributo para o não contributo…O meu abraço para vós!!!
Olá, querida Amiga!
Podes sempre pôr este quaisquer outros que eventualmente te interessem.
É um elogio para mim e nunca recuso isso aos meus Amigos.
Abreijos para vocês
A.O.
Amigo, obrigada pela tua carta, grata pela tua reflexão…Se me permitires, porei, no meu mural …Posso?
Sou mulher de Natal mas este ano, não quero ter Natal…Para mim, Natal é o calor das pessoas e o cheiro da canela…Não posso, não tenho…Será o contributo para o não contributo…O meu abraço para vós!!!
Olá, querida Amiga!
Podes sempre pôr este quaisquer outros que eventualmente te interessem.
É um elogio para mim e nunca recuso isso aos meus Amigos.
Abreijos para vocês
A.O.