FRATERNIZAR – Em tempos de Coronavírus-19, ARMAI-VOS, OU AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS AMO? – por MÁRIO DE OLIVEIRA

 

 

É cada vez mais manifesto que o coronavírus-19 veio para ficar. Quaisquer que sejam as vacinas freneticamente aprovadas e anunciadas para 2021. Importa também não nos deixarmos distrair com certas teorias da conspiração. Visam ilibar as Religiões, as Igrejas, os Estados do mundo e os respectivos Povos, cúmplices delas, deles. Bem como este tipo de mundo a que deram origem e continuam aí apostados em defender como o único possível. Temo-nos como Povos civilizados, só porque criamos grandes cidades, estamos munidos da mais refinada tecnologia, possuímos o mais sofisticado armamento e cultuamos um único deus, historicamente materializado no Dinheiro! Quão insensatos somos!

Acontece que as grandes cidades são hoje outras tantas Sodomas e Gomorras bíblicas, dentro das quais proliferam os mais depravados vícios e a mais sádica das corrupções. O anonimato é total e os milhões que nelas residem são condenados a viver confinados como outras tantas galinhas em aviários e como outros tantos peixes em reservatórios de aquacultura. Alimentados de vírus, geradores de doenças desconhecidas que desfiguram quantas, quantos nelas vivem. Sem saberem mais o que são afectos, abraços, relações de proximidade. Nem o que são árvores purificadoras do ar cheio de vírus que os intoxicam, adoecem e matam. O mais recente dos quais dá pelo nome de coronavírus-19.

Aqui nos trouxeram as religiões e as igrejas, bem como os Estados que elas geraram e não se cansam de reiteradamente apoiar e abençoar. Por mais seculares e laicos, agnósticos e ateus que se digam os seus chefes. Sabem bem, uns e outros, que sem a aliança entre a Cruz e a Espada, e sem os ritos religiosos nos templos e nos grandes santuários e sem os ritos laicos nas grandes praças públicas, há muito que teriam sido abandonados como sucata pelos respectivos povos, suas vítimas.

Somos terceiro milénio e é este tipo de mundo cada vez mais mortífero que encontramos ao nascer. Altamente competitivo. Cada um por si. Povoado de seres humanos com tudo de robôs. Nos antípodas do mundo inspirado pelo Sopro-Ruah de Jesus histórico e do seu Deus que nunca ninguém viu, e que no espantoso dizer do Evangelho de João, o mais antropológico-teológico dos 4 Evangelhos em 5 Volumes – impossível não associar de imediato estas palavras ao título do meu Livro 50 – o único mandamento ou Lei que nos dá é, ‘Amai-vos uns aos outros como eu vos amo’. Sem menção explícita a Deus!

Como vos tenho dito e não me cansarei de o lembrar, é por estas águas outras que navega também o meu mais recente Livro, ‘Da Ciência à Sabedoria’. Um Livro premonitório que ninguém deveria deixar de ler-escutar-debater-praticar. E só espero que quem me lê-escuta me leve a sério, o acolha, o mastigue e o pratique. Nele vem reiteradamente aflorada a necessidade de ganhar corpo neste tipo de mundo do Poder e do Dinheiro – o único deus que as religiões, as igrejas e os Estados das nações conhecem – uma minoria a que chamo ‘Geração terceiro milénio’, animada pelo mesmo Sopro-Ruah de Jesus histórico, hoje, Jesus terceiro milénio.

Só uma minoria assim é capaz de dar origem e corpo a um novo tipo de mundo, nos antípodas deste que encontramos ao nascer e cuja principal Lei ou mandamento é ‘Armai-vos/matai-vos uns aos outros’, e substituí-lo pelo único mandamento de Jesus terceiro milénio, Amai-vos uns aos outros como eu vos amo. No acto de escrever, tudo é demasiado simples, pois basta deixar cair o ‘r’ de ‘armai-vos’ e logo nos vemos no mundo do ‘Amai-vos uns aos outros como eu vos amo’, de Jesus histórico e do seu Deus que nunca ninguém viu, nos habita e potencia de dentro para fora. Mas não se trata de uma questão de escrita. Sim de práticas económicas e políticas alternativas, geradoras de vida de qualidade e abundância para todos os povos sem excepção. Ou protagonizamos neste milénio esta radical mudança global, ou não há vacinas que nos valham! Será deitar remendos de pano novo em tecido velho.

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