

O mundo está a ser devastado, moral, política e socialmente, por uma longa série de crises de todo o tipo, que o empurram para um nó górdio, à espera de um qualquer Alexandre que o venha cortar para pôr águas em seu leito.
E, neste momento, para além de um bicho minúsculo que nos está a deixar arrasados, vemos vários focos passíveis de nos arrastar para conflitos violentos, além de um outro que, pela sua enorme importância, até simbólica, está a atingir dimensões que, como li já num sítio qualquer, se aproximam muito do ‘paroxismo’.
De acordo com o Grande Dicionário da Língua Portuguesa, paroxismo será a exacerbação súbita dos sintomas de uma doença e que a ver pelos últimos quatro anos, parece estar agora a atingir o seu auge.
Refiro trump, o empresário falido e mau carregador de um taco de golf, que pretende, com manobras que nem ao diabo lembrariam, continuar a todo o custo, a ser presidente dos states.
Uma atitude previsível por tudo o que tem vindo a não fazer, acentuando em toda a sua actuação como tal, a ‘debilidade’ de um sistema democrático não totalmente representativo, com sistemas diferentes, de acordo com o tamanho da circunscrição e dos tipos de eleição em causa.
Aliás, numa entrevista publicada já em 6 de Junho passado, o filósofo e linguista Noam Chomsky afirmava ‘trump é o presidente mais criminoso que algum dia habitou o planeta Terra. O principal plano de trump é destruir as probabilidades de que exista uma vida organizada. Sabe perfeitamente o que está a fazer, mas não lhe importa’.
Mas o fulano do taco de golf, que agora acelera as execuções dos condenados ainda vivos nas prisões dos states, como se as quiser ostentar como medalhas quando largar o poleiro, também ameaça a saúde de todos nós, com a política que seguiu desde que ali acedeu.
Tudo porque ‘As ameaças à saúde humana estão a multiplicar-se e intensificar-se, devido às alterações climáticas e, a menos que mudemos de rumo, os nossos sistemas de saúde correm o risco de ficar sobrecarregados no futuro’ garante Ian Hamilton, director executivo do relatório Lancet Countdown.
De acordo com o relatório, o calor extremo, a poluição do ar e a agricultura intensa, abrem ‘as piores perspectivas para a saúde pública que a nossa geração já viu’, devido aos fortes aumentos na exposição humana a incêndios florestais, com 128 países a ver um aumento na população ferida, morta ou desalojada por incêndios desde o início de 2000.
Convém não esquecer que o patético carregador de um taco de golf, abandonou os acordos sobre o clima em 2017, ano em que também efectivou a saída da Unesco, tal como, no anterior anunciou a saída do Tratado Transpacífico de Comércio Livre.
E, cereja em cima do bolo, a Bloomberg, anunciou que a água vai ser negociada como recurso nos contractos de futuros na Bolsa de Nova Iorque, tal como acontece com o ouro ou o petróleo, mas sem poder ser fisicamente transaccionada.
Assim e no meu modesto entender, o que vai estar em jogo é a posse dos mananciais e fontes, tendo em conta as alterações climáticas que o tal carregador de um taco de golf, também ‘não quer’ parar.
Aliás, ‘A Bloomberg indica que os contractos se destinam a servir tanto como cobertura para os maiores consumidores de água face ao aumento exponencial de preços, como ser uma bitola de escassez para os investidores a nível mundial’.
Imaginem os potenciais negócios baseados nos ‘futuros’, quando ‘Dois mil milhões de pessoas já vivem hoje em países com problemas de acesso à água e quase dois terços do mundo, poderá sofrer quebras no abastecimento, dentro de quatro anos’.
Mais um terrível ‘paroxismo’ bolsista universal provocado pela sede, para daqui a alguns, mas poucos anos? Trata-se de um direito humano cotado nas bolsas! Para onde nos estarão a arrastar os donos das finanças? Também lá irão meter todos os outros?
António M. Oliveira
Não respeito as normas que o Acordo Ortográfico me quer impor