FRATERNIZAR – Nem com as vacinas a pandemia abranda – E SE A TERRA JÁ NOS NÃO QUER MAIS A DANÇAR COM ELA?! – por MÁRIO DE OLIVEIRA

 

Enquanto a Terra continuar a dançar em volta do Sol, no seu admirável movimento de trasladação, um ano sucederá a outro ano. Impreterivelmente. O que não é tão impreterível assim, é que nós, seres humanos e povos, prossigamos a dançar com a Terra. Ela pode muito bem deixar de nos querer a dançar com ela, de tão mal que a temos tratado e continuamos a tratar. E preferir prosseguir sem nós a sua dança em volta do Sol. Em tempos de pandemia, como os que vivemos há praticamente um ano, e ainda sem convincentes sinais de abrandamento, a questão é deveras pertinente. Por mais que nos custe, e aos cientistas, termos de o admitir. Mas manda a Sabedoria que coloquemos e mantenhamos na ordem do dia a questão, E se a Terra já nos não quer mais a dançar com ela? Esta é, sem dúvida, a mais decisiva de todas as questões.

Nem os próprios cientistas se mostram à altura do momento por que estamos a passar. Teimam em ser cientistas ao serviço do Poder dos poderes, o Poder financeiro, quando sempre deveriam ser cientistas exclusivamente ao serviço da Vida. E não só da vida humana. Antes de mais, da vida da Terra onde a vida humana acontece. Chega a parecer que nem os cientistas deste terceiro milénio têm consciência de que a Terra é Organismo vivo e como tal tem de ser tratada por nós. Sob pena de deitarmos tudo a perder.

Eu sei que depois de dois mil anos de cristianismo e de Bíblia judeo-cristã, que nunca deveriam ter existido, bem se pode dizer que todos os cientistas deste início de terceiro milénio são cristãos, por isso, não humanos. Ainda que muitos deles se confessem ateus ou agnósticos. Mas ateus ou agnósticos cristãos. Por isso com suas mentes formatadas pela Bíblia, o Manual do Poder monárquico absoluto e infalível, adorador de um mítico deus omnipotente, omnisciente, omnipresente, o pai de todo o Poder nas suas diversas vertentes. Consequentemente, são levados a tratar a Terra, com os seus mares, rios e florestas, como uma coutada das minorias do Dinheiro. E, sem quaisquer escrúpulos, pelo contrário, até com orgulho e vaidade, colocam todo o seu conhecimento científico ao serviço dos mandantes do mundo que não olham a meios para obterem os seus fins.

Todos os indicadores nos gritam neste início de 2021 que a Terra, mais ainda do que a Humanidade que a habita, está gravemente doente. Antes de os seres humanos serem infectados pelo coronavírus-19, foi a Terra, organismo vivo, a primeira a conhecê-lo e a sofrê-lo. E não vemos os cientistas preocupados com ela e com a sua saúde. Apenas com os seres humanos. Já há vacinas aí, mas nenhuma se destina a proteger-defender a Terra. São todas destinadas aos seres humanos, antes de mais, os residentes nos continentes e países mais ricos. E ao agirmos assim, nem vemos quão insensatos somos.

Apetece-me, por isso, gritar com todas as minhas forças aos cientistas, às universidades e aos governos das nações (as igrejas cristãs já não contam para nada, são um cancro maligno a erradicar quanto antes!), É a Terra, organismo vivo, estúpidos! É a Terra! De que adianta, pois, cuidarmos da saúde dos seres humanos e dos povos, especialmente, dos países mais ricos, se não cuidamos da Terra que nos deu e dá à luz, nos serve de berço, de casa comum e ainda nos garante a alimentação de que tanto necessitamos? Sim, de que adianta acumularmos fortuna sobre fortuna, se perdemos a Terra e com ela o ar que respiramos, a água que bebemos, os alimentos que comemos? Ou somos tão infantis que, nestes loucos tempos dos robôs e das plataformas digitais, também pensamos que o que bebemos e comemos nos vem dos supermercados, não da Terra?!

E, a concluir, permitam-me que lhes continue a dizer que o meu Livro, ‘Da Ciência à Sabedoria. Em tempos de Covid-19’, Seda Publicações, continua aí à espera de ser escutado por todas as famílias e também pelos cientistas. Na sua nudez, simplicidade e densidade, é todo ele um Livro premonitório. Ainda ninguém sabia que vinha aí o coronavírus-19 e já o Livro se lhe refere, uma e outra vez, sem obviamente lhe dizer o nome. Vai ainda mais fundo o Livro e diz-nos em concreto como havemos de ser-viver com a Terra e uns com os outros, se queremos continuar a dançar com ela à volta do Sol. Não fossem todas as tvs do país propriedade do Poder financeiro, inimigo da Vida, como efectivamente são, e este meu Livro bem poderia ter sido classificado como ‘O Livro do ano 2020-2021’. Em vez disso, foi, é, simplesmente ignorado Quem sai a perder com essa postura, por parte das tvs e dos seus profissionais, é a Terra, organismo vivo, e somos todas, todos nós.

 

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