Crise Financeira no Horizonte. Parte I – Rebentam as primeiras bombas que sinalizam a vinda da próxima crise: 5. Um outro olhar sobre o disfuncionamento dos mercados financeiros – 5.4. Opções de compra longas vs. opções de venda longas – o que significa ‘estar longo’ na negociação sobre opções. Por Jim Probasco

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Seleção e tradução de Júlio Marques Mota

Parte I – Rebentam as primeiras bombas que sinalizam a vinda da próxima crise

 

5. Um outro olhar sobre o disfuncionamento dos mercados financeiros

5.4. Opções de compra longas vs. opções de venda longas – o que significa ‘estar longo’ na negociação sobre opções

 

 Por Jim Probasco

Publicado por  em 10/02/2021 (ver aqui)

 

No comércio de opções, uma posição longa significa comprar uma opção de compra longa ou uma opção de venda longa. A opção de compra longa reflete um sentimento optimista de que o preço de uma ação irá subir. quaArts studio/Getty Images

 

– No comércio de opções, estar longo significa possuir um de dois tipos de opções: uma opção de compra longa e uma opção de venda longa.

– Uma opção de compra longa dá-lhe o direito de comprar ações a um preço pré-definido no futuro. Uma opção de venda longa permite-lhe vendê-la a um preço predefinido.

– As posições longas cobrem o risco: Se a ação não evoluir como se espera, a opção expira a um custo reduzido para si.

 

 

Uma posição longa em termos de  investimento significa basicamente comprar ou possuir uma ação. Geralmente, fá-lo porque se espera que ele aumente de valor no futuro – por conseguinte, está a mantê-la a longo prazo.

Mas uma posição longa também tem um significado especializado, tendo a ver com opções e com a negociação em opções. Refere-se à compra de um tipo específico de opção, com base na sua crença quanto ao destino esperado para a evolução do preço de uma ação (ou outro ativo).

Vamos examinar como funciona uma posição longa em opções, ou “estar em posição longa”, como dizem os operadores financeiros.

 

O que é uma posição longa em opções?

No mundo da negociação em opções, tomar uma posição longa, ou estar em posição longa, significa que se está a comprar uma opção. Uma opção é um contrato que lhe dá o direito de comprar ou vender ações por um preço pré-definido (ou “preço de exercício”) em ou antes de uma data futura, normalmente dentro dos nove meses seguintes. É uma oportunidade para poder fazer esta transação, mas não a obrigação de a fazer- portanto, uma opção, a de fazer ou não fazer a transação.

Facto rápido: Quando se compra uma opção, a única coisa que se paga adiantado é o prémio, ou comissão, pelo direito de fazer a própria opção.

Existem dois tipos de opções longas, uma compra longa e uma venda longa.

Uma opção de compra longa dá-lhe o direito de comprar mas não a obrigação de comprar, ações de um determinado título por um preço pré-definido numa data posterior.

Uma opção de venda longa faz o contrário: Dá-lhe o direito de vender mas não a obrigação de vender ações desse título no futuro por um preço pré-definido.

 

Como funciona uma opção de compra longa

Se acredita que uma determinada ação vai subir de preço nos próximos dias, semanas, ou meses, pode adquirir uma opção de compra longa para comprar essa ação pelo preço de hoje em algum momento no futuro e ter lucro vendendo-a no mercado de ações ao preço então mais elevado.

Exemplo: Acredita que as ações da ABC, vendendo hoje por 100 dólares por ação, vão valer mais dentro de alguns meses. Faz um contrato de opção de compra longo por 100 acções, fixado para expirar em três meses, a um preço de exercício (preço pré-definido) de $100 por ação, e um prémio (comissão) de $3 por ação, o custo a pagar para ter essa opção, chamada prémio da opção.

A cotação da ação ABC evolui segundo as nossas expectativas e em dois meses as ações valem 150 dólares cada uma. Exerce a sua opção, compra 100 ações a $100 cada, vende-as por $150 cada, e faz um lucro considerável de $4.700.

Aqui está o cálculo

$15.000 da venda de 100 ações a  $150 na bolsa de valores

– 10.000 dólares de custo para comprar essas ações ao preço de exercício

– Custo de 300 dólares do prémio do contrato original de 100 ações

= $4,700 de lucro

 

Como funciona uma opção de venda longa

Se acreditamos que as ações de uma empresa irão cair, compraria um contrato de opção de venda longa, dando-lhe o direito de vender ações desse título no futuro pelo preço que estão hoje (hoje estão a cotação mais elevada).

Exemplo: Acredita-se que a cotação da ação ABC vai diminuir dentro de alguns meses. Adquirirá um contrato de opção de venda longa de 100 ações, com vencimento em três meses, com um preço de exercício de 100 dólares por ação, e um prémio de 3 dólares por ação.

O título ABC evolui segundo as nossas expectativas e em dois meses as ações são vendidas por $50. Compra 100 ações a $50 cada, exerce a sua opção, e vende-as por $100 cada, e tem feito um lucro considerável de $4.700.

Aqui está o cálculo

$10.000 da venda de 100 ações ao preço de exercício de $100 cada

– $5.000 é o custo para comprar essas ações ao preço mais baixo do mercado

– Custo de 300 dólares do prémio do contrato original

= Lucro bruto -custos da opção= lucro líquido=5000-300= $4,700 de lucro

 

Exercendo a sua opção de compra longa ou de venda longa

Quer compre uma opção de compra longa ou uma opção de venda longa, não pode ganhar dinheiro a menos que exerça a sua opção. Exercer a sua opção significa comprar ou vender antes da data de expiração estabelecida no contrato de opção.

Naturalmente, exerceria a opção se as coisas corressem como esperava – as ações movem-se da forma que pensava, pelo que pode comprá-la (com uma opção de compra ) ou vendê-la (com uma opção de venda ) a um preço que é melhor do que a taxa de mercado atual.

Porque deixaria a opção expirar sem a exercer? Simples: O preço da ação vai contra a sua previsão, movendo-se numa direção oposta à do preço de exercício. Se isso acontecer, a opção torna-se inútil. Deixa-a expirar, e perde o prémio que pagou.

A boa notícia é que é tudo o que se perde.

 

Porquê tomar uma posição longa em opções?

A posição longa permite-lhe arriscar-se com menos risco. Tanto as opções de compra longas como as opções de venda longas limitam a sua perda ao prémio pago, o custo do contrato de opções. Não tem de comprar as ações (numa opção de compra) ou de vender as ações (numa opção de venda), a menos que espere obter lucros com isso – pelo facto do valor das ações evoluir no sentido que se antecipou e antes de o contrato terminar.

Em contrapartida, ao investir regularmente, está comprometido com uma compra efetiva. E isso pode fazer com que perca muito dinheiro se as ações não se moverem na direção que esperava.

Para além de serem menos arriscadas, as opções longas incluem também um potencial de lucro ilimitado para o lado positivo no caso de uma opção de compra longa ou para o lado negativo com uma opção de venda longa. Desde que a ação esteja acima ou abaixo do preço de exercício da sua opção – para a opção de compra ou de venda, respetivamente – você está em posição de ganhar.

Ambos os tipos de opções são considerados longos, no sentido em que ambos compram posições, e ambos permitem ganhar dinheiro a quem compra a posição se a cotação da ação subjacente evoluir no sentido esperado. Contudo, a opção de compra longa é o sentimento mais otimista, porque se aposta que o preço das ações vai subir.

A opção de venda a longo prazo é uma visão mais em baixa porque se está a antecipar uma queda no preço das ações e se tem a esperança de lucrar com isso.

As opções de venda longas e a venda a descoberto (short selling)

Uma opção de venda longa é algo semelhante em estratégia à venda a descoberto, também conhecida como shorting. É quando se vende ações que se pediram emprestadas, com o objetivo de as comprar mais tarde por menos dinheiro, e embolsando a diferença como lucro. Ambas são apostas de que o preço das ações de uma ação irá diminuir.

A principal diferença é que, com uma opção longa de venda não é necessário pedir emprestado antecipadamente as ações para as vender e esperar que elas caiam de valor para as comprar e entregar a quem as emprestou. Apenas se reserva o direito, mas não a obrigação, de o fazer antes do fim do contrato de opções. Se a queda não acontecer, basta deixar a opção expirar.

Uma opção de venda longa também pode servir como cobertura, ou seguro, contra um mau resultado com uma opção de compra longa ou uma compra direta de ações. Sim, está a apostar contra si próprio, de certa forma, mas pelo menos pode beneficiar um pouco se a ação cair em vez de subir, mitigando a sua perda global.

 

As apostas financeiras

Com as opções, estar em posição longa refere-se a uma posição em que se compra o direito de:

  • uma opção de compra longa, o que significa que se espera que o ativo subjacente aumente de preço, o que aumenta o valor da opção. Esta opção está em alta tanto sobre o ativo subjacente como sobre a própria opção.
  • uma opção de venda longa, o que significa que se espera que o ativo subjacente diminua na sua cotação o que aumenta o valor da opção de venda. Uma opção de venda longa diz-se de tendência à baixa sobre a ação subjacente, mas alta sobre o resultado da opção pois quando mais baixo o valor do subjacente mais elevado é o ganho da compra da opção de venda.

As posições de opção longas requerem menos investimento, ou menos dinheiro, do que os investimentos diretos a prazo. Em vez de gastar milhares numa ação, gasta-se apenas algumas centenas na opção, dando-lhe mais alavancagem por menos dinheiro.

Das duas opções, as opções de compra longas são as mais comuns – ou pelo menos, o que é mais comummente pensado como uma posição de opções longas. E, tal como a compra direta de ações, elas são essencialmente otimistas. As opções de venda longas, apostas pessimistas de que uma ação irá cair, são mais frequentemente usadas como seguro contra um mau resultado numa opção de compra longa, ou com um mau resultado na compra efetiva de uma ação.

Mas, de certa forma, ambas as opções longas podem ser consideradas otimistas, no sentido de que são ambas de compra, no sentido de que dão ao seu detentor uma oportunidade de ganhar dinheiro com os movimentos das ações subjacentes a corresponderem ao que que se esperava com a respetiva compra da opção, ou seja, à alta na opção de compra longa e à baixa na opção de venda longa.

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O autor: Jim Probasco é um redator e editor independente há mais de 30 anos. Escreveu centenas de artigos sobre finanças pessoais e conteúdos relacionados com negócios, escreveu livros e materiais didáticos nos campos da educação musical e estilo de vida sénior, serviu como chefe de redação para uma série de especiais do Serviço Público de Radiodifusão (PBS), e criou comédia de rádio de forma curta. Como editor chefe do The Activity Director’s Companion, escreveu e editou numerosos artigos utilizados por profissionais de atividade com idosos numa variedade de ambientes de estilo de vida e serviu como apresentador convidado e conferencista na Conferência do Departamento de Envelhecimento e Vida Independente do Kentucky, bem como nas Conferências Profissionais de Atividade Residente no Meio-Oeste.

Fez parte da direção de várias organizações sem fins lucrativos na região de Dayton, Ohio, incluindo a Kettering Arts Commission, Dayton Philharmonic Education Advisory Committee, e a University of Dayton Arts Series. Foi presidente de uma fundação educacional que serve professores e estudantes no distrito escolar da cidade de Kettering (Ohio).

É mestre de gestão em educação pela Universidade Estatal de Wright e licenciado em educação musical pela Universidade de Ohio.

(consultado em Investopedia aqui e em Linkedin aqui)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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