Covid-19: o “consenso” dos negócios? – 1. Jornal dos Anos da Praga, XVII: A pandemia Brexit. Por Victor Hill

Seleção e tradução de Júlio Marques Mota

1. Jornal dos Anos da Praga, XVII: A pandemia Brexit 

 Por Victor Hill

Publicado por    em 26/03/2021 (original aqui)

 

 

A comparação dos lançamentos da vacinação contra o coronavírus no Reino Unido e na UE diz-nos muito sobre a razão pela qual aconteceu o Brexit. Uma liderança europeia em falta está a comportar-se de forma irracional. E a dissociação do Reino Unido face à UE vai agora acelerar, escreve Victor Hill.

 

Fulminação

Tenho escrito nestas páginas sobre o Brexit – as suas implicações, modalidades, consequências políticas e económicas – desde 2015. E tenho vindo a escrever aqui o meu Diário dos Anos da Praga (Journal of the Plague Years) há quase 14 meses – de facto, desde que a SARS-CoV-2 mostrou a sua horrorosa cabeça na província de Wuhan. Mas no último mês, mais ou menos, as duas grandes questões do nosso tempo convergiram de uma forma que poucos poderiam ter previsto no ano passado.

A 10 de Março, o Presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, acusou o Reino Unido de bloquear a exportação da vacina de Oxford (AstraZeneca) para a Europa. Isto foi categoricamente desmentido. Na quarta-feira desta semana (24 de Março), a Comissão Europeia impôs restrições à exportação de vacinas e dos seus componentes críticos da UE para o Reino Unido e outros países. A exportação de vacinas só será permitida à luz do estado atual do programa de vacinação do país em questão – e com um nível adequado de reciprocidade.

Depois, na quinta-feira, a cimeira virtual dos líderes europeus recuou face a um bloqueio; mas foi dito à AstraZeneca que tinha de pôr em dia as suas entregas prometidas. Uma proibição direta teria sido injustificada em si mesma; mas, vindo como vem após uma campanha de três meses da classe política europeia para denegrir a vacina AstraZeneca, isto é, política. Expliquei recentemente porque é que, para a Grã-Bretanha, a experiência pós-Brexit é uma experiência de conviver com vizinhos rudes. Agora a rudeza transformou-se em pura hostilidade. Isto terá consequências económicas muito depois de a pandemia do coronavírus ser uma má memória.

O que é extraordinário a partir da perspetiva britânica é que os europeus têm minado repetidamente os seus próprios programas de vacinação pouco impressionantes para contrariar os britânicos. O Presidente Macron e a Chanceler Merkel têm tido ambos hesitações irresponsáveis na vacinação. Segundo uma sondagem recente, 61% dos franceses consideram a vacina de Oxford insegura, e mais de metade dos alemães pensam o mesmo.

Assim, não só o programa europeu de vacinação estagnou, como os europeus estão agora muito mais inclinados a recusar as vacinas do que os seus homólogos britânicos. Isto tem consequências. O medo em Whitehall é que, embora a Grã-Bretanha esteja cautelosamente otimista de que o fim do confinamento (restrições) esteja à vista, grande parte da Europa enfrenta a perspetiva de uma terceira vaga mortífera. Como disse Boris Johnson na terça-feira (23 de Março), devemos estar vigilantes para garantir que esta nova vaga não se venha a despenhar contra as nossas costas. Haverá mesmo menos banhistas britânicos nas praias de Benidorm e Torremolinos este Verão do que no passado.

Não há escassez de vacinas na Europa: os europeus armazenaram grandes quantidades da vacina de Oxford; mas recusam-se a administrá-las. Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC), a França e a Alemanha utilizaram apenas cerca de metade das doses que receberam da AstraZeneca. Sempre que há relatos, por exemplo, de coágulos de sangue na Noruega na sequência da administração da vacina de Oxford, todo o programa continental estremece até parar. (E quantos recetores da vacina Pfizer experimentaram coágulos de sangue?)

A Grã-Bretanha tem a maior base de dados sobre os resultados da vacinação de Oxford. A AstraZeneca relatou 15 casos de trombose venosa profunda e 22 casos de embolia pulmonar entre 17 milhões de vacinados. Isto é inferior ao que seria de esperar que ocorresse naturalmente numa população semelhante. A professora Sarah Gilbert de Oxford e outros estão confiantes de que a vacina é simultaneamente segura e eficaz. A EMA [Agência Europeia dos Medicamentos] também o está. Mas se o establishment científico europeu está a ouvir, não está a comunicar de forma eficaz.

 

Retrospetiva

Na semana em que se recordou o primeiro aniversário do primeiro confinamento formal do Reino Unido (23 de Março), tem havido muita discussão sobre como as coisas poderiam ter sido melhor tratadas. É agora um argumento da esquerda que o Sr. Johnson terá andado aos ziguezagues e que terá bloqueado todas as interações sociais demasiado tarde, com consequências desastrosas. O Professor Neil Fergusson do Imperial College até produziu outro modelo que postula que 21.000 mortes poderiam ter sido evitadas se o encerramento tivesse sido imposto uma semana antes, em sintonia com a estimada Dinamarca. (Cinco milhões de pessoas; 15 milhões de porcos em grande parte engaiolados. E agora zero infelizes martas [NT 1]).

No entanto, os estatísticos das Universidades de Edimburgo e Lugano finalmente conseguiram analisar o modelo original do Professor Fergusson, o qual fez que a classe política entrasse em pânico e seguisse a ciência. Descobriram que esse modelo continha vários pressupostos altamente questionáveis (e isto é o caso de todos os modelos, porque todos partem de hipóteses para estabelecerem as suas estimativas). Um epidemiologista de Cambridge, o Dr. Raghib Ali, argumenta que atrasar o confinamento na Primavera salvou realmente vidas porque o mês de março era um melhor momento para apanhar Covid do que Dezembro [NT 2]. O Dakota do Norte confinou rapidamente; o Dakota do Sul não. E houve pouca diferença estatística na mortalidade de Covid.

O que é agora claro é que as burocracias – das quais a UE é um caso de estudo – favorecem a aversão extrema ao risco; enquanto que as sociedades dinâmicas e pró-mercado (o Reino Unido num dia bom, e os EUA) encorajam a tomada de riscos fundamentados tanto no sector público como no privado. Isto tem tido um resultado altamente paradoxal. Boris Johnson na Inglaterra e Donald Trump na América entraram em confinamento aos pontapés e gritos; os franceses contentaram-se com o facto de precisarem apenas de um pedaço de papel para fazerem jogging.

Mas quando veio o ultimato da vacinação, os papeis trocaram-se. Os que assumiram riscos sondaram logo de início as grandes empresas farmacêuticas, investiram muito dinheiro em candidatos promissores, e fizeram encomendas antecipadas firmes para os elixires ainda não comprovados. Em contraste, os burocratas (a Comissão da UE) estavam apenas preocupados em cobrir as suas costas, em regatear os preços das doses, e recusaram-se a fazer encomendas firmes até que os seus reticentes peritos em saúde dessem o seu imprimatur. A Grã-Bretanha já vacinou quase 29 milhões de pessoas; a França, um país de população equivalente, vacinou 6,6 milhões.

O Presidente Biden assinou no mês passado uma lei que bloqueia a exportação de componentes de vacinas dos EUA. Significativamente, na sexta-feira passada (19 de Março) o Sr. Biden atingiu o seu objetivo de vacinar 100 milhões de americanos nos seus primeiros 100 dias – seis semanas antes do previsto. Até quinta-feira (25 de Março) 133 milhões de americanos tinham sido vacinados e o Presidente estabeleceu um objetivo de administrar 200 milhões de doses até ao seu 100º dia de mandato. No entanto, a FDA ainda não aprovou a vacina AstraZeneca e queixou-se esta semana que a empresa tinha apresentado dados incompletos e desatualizados.

Tornou-se moda sugerir que os países com mulheres à frente do governo se saíram melhor durante a pandemia do que os países governados pelos homens. (Eu próprio levantei essa ideia no Verão passado.) A Sra. Ardern, a Sra. Merkel (aka Mutti) e outras foram aclamadas como gestoras de crises modelo. Mas na fase de vacinação da pandemia essa asserção é mais difícil de defender. A Nova Zelândia ainda nem sequer iniciou o seu programa de vacinação e permanecerá, num futuro previsível, uma nação fortaleza, segura atrás das suas fronteiras firmemente fechadas. A aversão ao risco tem um preço quando se estende à eliminação do risco.

 

Disputas

A UE ameaça redirecionar os fornecimentos de vacinas da fábrica Halix BV em Leiden, Países Baixos, com destino ao Reino Unido e outros países, para destinos apenas da UE. Vale a pena notar que em Dezembro do ano passado, o antigo czar britânico da vacina, Kate Bingham, enviou uma equipa de trabalho para essa fábrica para ajudar a aumentar a produção através da instalação de novos bio-reactores – pelo que a Grã-Bretanha tem um interesse direto nestas instalações.

A posição europeia foi expressa com mais força pelo eurodeputado belga Phillippe Lamberts no programa The Today Programme da BBC Radio 4, na quarta-feira. A verdadeira disputa, disse ele, não é entre a UE e o Reino Unido mas entre a UE e a AstraZeneca – porque esta renegou as suas obrigações contratuais. Num arrebatamento extraordinário, acusou a AstraZeneca de ter um historial de desonestidade. Afirmou que a AstraZeneca tinha manipulado os seus dados de teste… Portanto, tudo aponta para uma empresa em que não se pode confiar. Confirmou depois o esclarecimento de Justin Webb de que a empresa tinha sido deliberadamente desonesta. A EMA já autorizou três vacinas contra o coronavírus – as produzidas pela Pfizer-BioNTech, Moderna e AstraZeneca. Todas as três tinham encontrado estrangulamentos de produção, o que é natural. As duas primeiras empresas, contudo, de acordo com o Sr. Lamberts, tinham-se envolvido de forma construtiva com a UE. Mas com a AstraZeneca não tinha sido simples, uma vez que tinha satisfeito outros clientes dentro do prazo (ou seja, o governo britânico) [i].

Trata-se de alegações que poderiam ser testadas num tribunal, mas que a UE tem hesitado em perseguir por meios judiciais. De acordo com o website Politico, a UE renunciou ao seu direito de processar a empresa no caso de atrasos na entrega. Tudo depende da natureza do contrato que a UE assinou com a AstraZeneca em Agosto do ano passado – mais de três meses depois de o governo britânico ter assinado um acordo e colocado dinheiro em cima da mesa para financiar o desenvolvimento. A posição britânica é que o contrato com o governo britânico foi um compromisso firme, enquanto que o acordo com a UE foi numa base de melhores esforços.

Qualquer que seja a realidade legal, a principal queixa da UE é que a AstraZeneca deu à Grã-Bretanha prioridade sobre a Europa no cumprimento da sua ordem de 400 milhões de doses (embora o seu CEO, Pascal Soriot, seja um francês). O que Bruxelas quer é que o governo britânico liberte a AstraZeneca dos seus compromissos de fornecer o Reino Unido para que possa enviar mais produto para a UE. O governo Johnson não vê qualquer razão para que o faça. Assim, apesar do que diz o Sr. Lamberts, a disputa é entre o Reino Unido e a UE.

Bruxelas também quer que os EUA libertem 30 milhões de doses de AstraZeneca para exportação uma vez que o regulador dos EUA, a FDA, ainda não aprovou a vacina e estas doses continuam por utilizar. Pode ainda haver uma grande disputa entre Bruxelas e Washington.

 

Recrudescimento

Em Inglaterra e no País de Gales, o número excessivo de mortes tem caído abaixo da sua média mensal de cinco anos. Em contraste, a curva da morte na maioria dos países europeus está a aumentar. 19 Estados da UE estão a reportar um aumento dos testes positivos; 15 estão a reportar um aumento das admissões hospitalares. A Alemanha, outrora considerada um caso atípico na crise Covid, de tal modo baixa era a sua taxa de mortalidade, está agora quase a atingir em mortes por Covid cerca de 1.000 por milhão. A República Checa tem a distinção lamentável de ter a taxa de mortalidade Covid mais elevada do mundo, 2.373 por milhão, bem à frente da Bélgica (1.962 por milhão). Mesmo a Polónia, quase incólume até há pouco tempo, encontra-se agora numa grave crise sanitária. O Presidente Macron recusou-se a impor outro confinamento em Janeiro, apesar da rápida disseminação das variantes britânica, sul-africana e brasileira – mas optou por um recolher obrigatório. Agora, Paris ficou sem camas nas UCI’s e novos pacientes estão a ser transportados para as outras regiões.

É agora claro que a indústria turística europeia – que representa mais de 12% do PIB em Espanha – vai levar outra grande martelada este Verão. A Itália está novamente em situação de confinamento. Grandes partes de França, incluindo Paris, entraram em severo confinamento esta semana. E a Alemanha declarou um confinamento na Páscoa – embora a Chanceler, agora quase pata coxa, tenha sido forçada a cancelá-lo. Segundo consta, pensa-se que os alemães estão a considerar comprar a vacina Sputnik-V da Rússia, tal como os húngaros.

 

Esclerose

O princípio da precaução (se não se pode ter a certeza do resultado, não o faça) milita contra o bom velho empirismo anglo-saxónico (ver o que funciona por tentativa-e-erro – também conhecido por pragmatismo). Mas esse princípio está incrustado no Tratado de Amesterdão (1999). O acervo europeu, no qual se baseia a vida económica europeia, é inflexível – mesmo quando obtuso (Perguntem-no ao povo da Irlanda do Norte). Notei também que, anedoticamente, os defensores de permanecer/aderir de novo à EU neste país tendem a ser mais avessos ao risco no que respeita à vacina de Oxford do que os defensores do Brexit, refletindo a sua atitude perante o risco.

Nos últimos 25 anos, o nível de vida nos EUA acelerou, afastando-se dos níveis de vida na Europa. A Europa é um retardatário em termos de IA e computação quântica. Nenhuma das 20 maiores empresas tecnológicas do mundo em termos de quota de mercado é europeia. Até a agricultura europeia está a ficar para trás em resultado da proibição europeia de todas as culturas de produtos geneticamente modificados. A Alemanha encerrou as suas centrais nucleares e (como observei na semana passada) está 25 por cento dependente do carvão emissor de carbono.

Mas, mesmo para aqueles que, como eu, têm uma afinidade instintiva com a cultura europeia, algo mais preocupante surgiu no primeiro trimestre de 2021. A elite europeia, que era suposto ser anti-populista (populismo ou nativismo é certamente o monopólio de anti-integracionistas irritantes como o Sr. Farage e Madame Le Pen) tem manipulado a opinião pública de formas perversas que fariam corar até Jair Bolsonaro ou Rodrigo Duterte. Isto foi para evitar culpas por um desempenho vergonhoso. A Senhora von der Leyen ameaçou mesmo infringir os direitos de patente de vacinas ao abrigo do famoso Artigo 122 (reformulado mais recentemente no Tratado de Lisboa, 2009). Isto é um desafio ao próprio capitalismo – porque é que as empresas farmacêuticas se dariam ao trabalho de investir em I&D dispendiosa?

Desde 01 de Janeiro, a maioria dos britânicos (incluindo a maioria dos escoceses) compreende agora que a Europa é uma região estranha. As coisas lá são feitas de forma diferente. Não que tenhamos qualquer problema com os povos da Europa, apenas temos com a sua liderança. A Comissão é agora dirigida por uma política alemã falhada que faz com que o ex-presidente da Comissão Jean-Claude Juncker, em comparação, pareça um estadista.

Os britânicos à espera da sua primeira ou segunda vacina não devem preocupar-se muito. Pode haver um embargo às exportações da vacina Pfizer-BioNTech fabricada na Bélgica – embora esta utilize matérias-primas fabricadas em Yorkshire (A Croda International (LON:CRDA) fornece moléculas gordas críticas (nanopartículas lipídicas) fabricadas em Staithes). Esta é uma das razões pelas quais os europeus recuaram na quinta-feira.

Os fornecimentos para consumo interno da vacina de Oxford ainda estão prontamente disponíveis. E os fornecimentos da vacina Novavax chegarão em breve da América. A vacina da Moderna será produzida na Suíça. A vacina de Valneva entrará em produção em Darlington. O Serum Institute of India (SII), que fabrica a vacina Oxford sob licença, deveria fornecer 10 milhões das 100 milhões de doses encomendadas pelo governo britânico. Mas a moratória temporária de exportação do governo indiano irá afetar os países em desenvolvimento, que deverão receber mais remessas ao abrigo do programa Covax do que o Reino Unido. E o Centro de Fabrico e Inovação de Vacinas perto de Oxford entrará em funcionamento até ao final deste ano. Este terá a capacidade de produzir dezenas de milhões de vacinas por ano.

Ironicamente, a UE pode ser mais duramente atingida por quaisquer restrições à exportação de vacinas do que nós. E o Reino Unido está melhor posicionado do que a UE para lidar com a longa cauda das infeções Covid que se seguirão, mesmo que uma terceira vaga possa ser evitada. E mais bem preparado para a próxima pandemia – que muito provavelmente será provocada por outro agente zoonótico patogénico.

A verdadeira questão é que a confiança mútua – e o respeito – entre o Reino Unido e a UE pode não ser facilmente reconquistado. E os fluxos comerciais não irão recuperar com um parceiro que é consistentemente hostil – e cada vez mais irracional – porque está ideologicamente determinado a que a Grã-Bretanha não será autorizada a fazer do Brexit uma operação de sucesso.

Isto não é necessariamente um desastre na era do retardar das trocas internacionais – a desglobalização- a redução progressiva das linhas de abastecimento desesperadamente muito extensas. Entre as previsões mais surpreendentes que irei oferecer em breve é a de que a Inglaterra será autosuficiente em vinho espumante antes de meados do século. Grandes notícias para Kent e Sussex – más notícias para Champagne.

Mas terão sido eles que o provocaram (com um vento por detrás devido às alterações climáticas).

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Nota

[i] Veja-se BBC: https://twitter.com/BBCr4today/status/1374667294132031489

 

Notas do tradutor

[1] N.T. Referência ao abate em novembro de 2020 de toda a população de martas na Dinamarca, produtoras das peles de vison.

[2] N.T. Segundo noticiou o The Telegraph em 21/03/2021, o Dr. Raghib Ali defende que os países que confinaram cedo retardaram parte da primeira onda de Covid para o Inverno, resultando numa mortalidade global mais elevada. O relativo atraso no confinamento levou a que mais pessoas se tenham infetado na Primavera, significando que estavam protegidas por anti-corpos de inverno. Afirma que na ausência de uma vacina, o confinamento adia as infeções em vez de as evitar, sugerindo que os meses de Março e Abril eram um momento melhor para ser contagiado pelo vírus.

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O autor: Victor Hill é economista financeiro, consultor, formador e escritor, com vasta experiência em banca comercial e de investimento e gestão de fundos. A sua carreira inclui passagens pelo JP Morgan, Argyll Investment Management e Banco Mundial IFC.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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