“A monarquia foi um dos grandes obstáculos para a democratização de Espanha” – entrevista a Santiago Alba Rico

Seleção e tradução de Francisco Tavares

 

Santiago Alba Rico: “A monarquia foi um dos grandes obstáculos para a democratização de Espanha”

 

 Entrevistado por Juan Losa

Publicado por  em 11/02/2021 (ver aqui)

 

O filósofo e ensaísta Santiago Alba Rico. – JAIRO VARGAS

 

O filósofo e ensaísta Alba Rico regressa com Espanha (ed. Lengua de Trapo), um livro que tenta delimitar esta nossa coisa elusiva e irreconciliável. Ele fá-lo com um ensaio “muito pessoal, por vezes autobiográfico, intencionalmente antiquado” sobre um país que não existe propriamente porque está empedernido na exclusão e no esquecimento.

Quando é que a Espanha se lixou? Compreendo que poderia ser estabelecida uma longa cronologia, cheia de datas desastrosas. Mas, existe um pecado original?

Existe, sim, e não há nada de novo a dizer sobre esta questão. Há uma data simbolicamente muito poderosa: 1492, a data da expulsão dos judeus, da vitória sobre os muçulmanos, do início da conquista da América e da gramática de Nebrija da língua castelhana, concebida como “a língua de um império”. Por outras palavras, 1492 é a data da fundação de um projeto de Unidade baseado na pureza etno-religiosa, na ideia imperial e no reino de Castela. Infelizmente, não é uma coisa do passado. Quando a “nação espanhola” foi construída no século XIX, foi construída com base nessas fundações pré-nacionais, dos quais se apoderou a direita reaccionária para disputar e impor uma certa “ideia de Espanha” às elites liberais.

E em que consiste essa ideia de Espanha?

Esta ideia de Espanha é fruto de duas guerras travadas ao mesmo tempo: uma guerra intercastiça (sobre a boa raça ou a boa casta) em que prevaleceu o catolicismo mais intolerante e uma guerra inter-germânica entre reinos cristãos em que venceu a Coroa de Castela e que, em qualquer caso, se prolonga até hoje na luta entre o nacionalismo espanhol e os nacionalismos periféricos. É grotesco e trágico ver hoje em dia o movimento de independência catalão mais etno-essencialista a reivindicar, como parte do seu ADN, a herança franco-carolíngia em oposição à herança visigótica espanhola, orgulho etno-essencialista, por seu lado, do nacionalismo espanhol. As vítimas destas duas guerras sempre foram o que José António e Ortega desdenhosamente chamaram os “berberes”, aquele povo passivo – intra-histórico, como diria Unamuno – incapaz de apreciar e respeitar o “senhorio” germânico. Entre estas vítimas “berberes” encontram-se, em primeiro lugar, os próprios castelhanos, historicamente maltratados por um império que hoje foi reduzido a Madrid.

Porque é tão difícil para a esquerda pronunciar, quanto mais ventilar, a palavra Espanha? É um problema da Espanha ou da esquerda?

Parece-me que é uma prática muito recente, em resposta à mancha da ditadura de Franco. Ao ler um livro de Victoria Fernández Díaz sobre o exílio republicano, fiquei impressionado com o facto de nas batalhas da guerra civil rebeldes e republicanos reconheciam-se porque os primeiros gritavam “arriba España” (para cima Espanha) enquanto os segundos gritavam “viva España” (viva Espanha). Aliás, se lermos os Episódios de Galdós talvez nos surpreenda descobrir quem se autointitulava “nacionais” no século XIX: os liberais contra o absolutismo de Fernando e os isabelinos contra o Carlismo. O regime de Franco consumou de tal forma a identificação entre a Espanha e as suas fundações pré-nacionais (o projeto dos Reis católicos que o próprio Franco definia orgulhosamente como “totalitário”) que a esquerda teve de procurar os seus referentes fora de Espanha ou nos “nacionalismos periféricos”, mais democráticos e mais “de esquerda” durante esses anos negros.

Deveríamos dizer “Estado espanhol”?

Falar de Estado espanhol é tecnicamente correto mas politicamente inútil. O Estado espanhol não pode defender-se. Alguém se imagina a gritar “viva o Estado espanhol”? Esse é um rótulo de denúncia e rejeição que desativa qualquer intervenção política de ambição afirmativa e maioritária e que, como diz Alvarez Junco, paradoxalmente naturaliza o nacionalismo espanhol, degradando os nacionalismos rivais ao objeto de estudo exótico e irregular. Se queremos mudar Espanha, temos de começar por reconhecer a sua existência. Precisamos de defender algo e não apenas denunciá-lo; defender algo que não deixe de fora aqueles que se dizem “espanhóis”.

A esquerda perdeu a batalha dos símbolos?

A esquerda agarrou-se a símbolos que ninguém quer enquanto a direita tira partido dessa deserção para ideologizar uma bandeira que não podemos querer. Não estou certo de que isso seja uma vitória para a direita, que cada vez mais parece brandir uma insígnia excludente e sectária. A esquerda renunciou à bandeira vermelha e amarela; a direita radical está a matá-la. Este conflito que multiplica e sectariza as bandeiras é apenas mais um sinal de que a Espanha é uma “nação tardia”, diz José Luis Villacañas, uma nação ainda a ser feita, acrescentaria eu. A Alemanha é também uma nação tardia e foi devastada pelo nazismo, e no entanto a sua bandeira não é utilizada de forma partidária. Lembremo-nos da recente cena de Angela Merkel arrancando com raiva a bandeira alemã de um colega de partido que a queria utilizar para fins eleitorais. Esse gesto – de Merkel – é impensável em Espanha. E isso significa basicamente uma coisa: que após a derrota nazi a Alemanha se tornou muito mais democrática do que a Espanha após a morte de Franco. Não é uma vitória da direita, mas antes uma grande derrota coletiva.

Santiago Alba Rico – Jairo Vargas

 

Menciona Benito Pérez Galdós nos agradecimentos. Ele é um dos fios condutores do livro. O seu legado não foi suficientemente reivindicado. Porquê? A esquerda pecou por ser snob em termos literários?

Durante anos, a esquerda espanhola (com excepção de Almudena Grandes e Rafael Chirbes) não leu Galdós e, ainda mais, desprezou-o. Eu próprio sou um principiante ou, se quiserem, um convertido um pouco fanático. No meu livro, tento explicar porquê. É difícil de acreditar, se tivermos em conta as posições políticas de Galdós (liberal, socialista, anticlerical e republicano), cujas obras foram silenciadas pelo franquismo, mas a verdade é que o “anti-espanholismo” da esquerda da minha geração tomou a forma de um certo provincianismo snob e uma certa auto-humilhação cosmopolita (algo, aliás, muito “espanhol”) e recusou-se a aceitar a possibilidade de que Galdós, como espanhol que era e independentemente do seu alinhamento ideológico, fosse um grande escritor. Eu reivindico-o porque ele me faz apreciá-lo tanto como Dickens e mais do que Balzac. Outra Espanha possível, política e literária, respira na Espanha que ele povoou com personagens novelescos.

Existe uma certa forma de ser espanhol? Fale-me desta “filiação nacional espanhola” de que fala no livro e sobre a factura (ou melhor: a fractura) que ela significou.

Franco quis tornar realidade o que Ortega pedia: a criação de um “novo espanhol”. Por isso se propôs explicitamente matar e expulsar milhões de espanhóis (esse projeto de purificação ressoa como um eco enfraquecido no Whatsapp do general que quer consertar a Espanha hoje, matando 26 milhões de espanhóis). Ele atingiu parcialmente o seu objetivo. Após a sua vitória militar, através de leis, planos educativos, propaganda e repressão, gerou algo como um modelo de “orto-hispanidade”, um molde de “ortodoxia espanhola”, sobre o qual deitou toda a tradição imperial-católica, apagando não só o imaginário da Segunda República, mas também todo o património liberal do complexo e sísmico século XIX. A Europa e o capitalismo – dói um pouco dizê-lo desta forma – puseram um fim a essa “ortodoxia”, na qual, felizmente, as novas gerações se reconhecem pouco, mas que agora regressa, em tempos de crise, pela mão de uma direita radicalizada pela perda de poder. O neoliberalismo económico de Vox coloca o capacete dos Tercios [1] e reivindica a história imperial de Espanha e a ditadura de Franco para restabelecer as condições de polarização em que sabe ser o vencedor. A “ortodoxia espanhola” regressa para radicalizar o “inimigo” político e gerar novamente o fantasma de uma Anti-Espanha inexistente. A esquerda não deve entrar nesta provocação.

De onde vêm estes “arrebatamentos de virilidade” tão nossos? Essa predisposição para sacudir o xadrez político e dizer o que é e o que não é a Espanha, quem pertence e quem não pertence.

Desde o início, deve dizer-se que um dos efeitos mais encorajadores da erosão da “ortodoxia espanhola” tem sido, nas últimas décadas, o processo de desvirilização que transformou a Espanha (que doou à língua universal o termo “macho” e “machismo”) num dos países menos machistas do mundo, demonstrando ao mesmo tempo que existem outras formas de ser espanhol, tal como existem outras formas de ser homem. Não podemos baixar a guarda. Estamos a viver um episódio de neo-machismo desenfreado, não por acaso associado à ressurreição da “orto-hispanidade”, que infelizmente se enquadra na “fundação” de que falava há pouco. E acontece que no próprio gesto dessa fundação está incluída esta operação de triagem ou purificação que decide quem é espanhol e quem não é.

Ao longo dos séculos, a lista daqueles que foram excluídos de Espanha é longa: os judeus, os mouros, os luteranos, os ciganos, os homossexuais, os liberais, os anarquistas, os comunistas, os maçons e, naturalmente, os catalães e bascos, que, ao mesmo tempo, foram impedidos de ser qualquer outra coisa. Assim, a Espanha tinha um império muito grande e uma nação muito pequena. Infelizmente, esta vocação taxonómica purificadora infetou as suas próprias vítimas. Como disse Gerald Brenan, se há uma atitude “espanhola”, é esta de acreditar que a solução para todos os problemas é sempre excluir alguém ou ver-se livre de alguém. Esta atitude, segundo ele, incluía anarquistas e comunistas. Receio que ele não estivesse enganado. Ainda hoje vemos como, enquanto a direita continua a fazer a sua lista de não-Espanhóis, as esquerdas dedicam a maior parte da sua atividade a decidir quem é e quem não é de esquerda e as feministas a decidir quem é e quem não é feminista.

Como escrever sobre algo que está vivo, ou que está inacabado, ou que nem sequer existe? Como delimitar a Espanha?

Tentativamente. Com erros e equívocos. Não sou historiador e a minha abordagem ao assunto, como é evidente desde a primeira linha, é muito pessoal e, por vezes, autobiográfica. Tentei evitar duas tentações: a do essencialismo fatalista que condena a Espanha a repetir-se após os reis católicos e a da utopia Adâmica que afirma que é possível começar do zero por meio de um consenso de elites. Esta utopia está instalada, a propósito, no centro do regime de 78, que tentou fazer as pessoas acreditarem que à força de repetir a palavra “democracia” se apagaria o passado e os seus tentáculos. A Espanha não é, ou não é apenas uma democracia; é também uma filiação nacional ou plurinacional complexa e, enquanto não resolver isto, não será uma democracia plena. O nacionalismo espanhol costuma dizer “a Espanha é uma democracia” para esconder uma filiação espanhola unilateral, agressiva e antidemocrática.

O consenso de 78 foi sobre democratização, sim, mas também sobre a preservação de parte do passado na memória institucional do país. Não é, portanto, uma questão de determinismo histórico – e muito menos de determinismo étnico – ou de poder demiúrgico. A Espanha tem uma história muito pesada que ressuscita em cada nova crise, mas vale a pena acreditar que poderia deixar de ser “espanhola”, pelo menos por algum tempo, sem necessidade de mudar o seu nome. Na última década assistimos a alternâncias quase ciclotímicas de um humor para outro: por vezes parecia que podíamos tornar-nos outros espanhóis, e por vezes a história regressava com uma força sinistra. O meu livro regista estas oscilações rapidíssimas e, escrito já em plena pandemia, termina com uma nota menos esperançosa.

 

Santiago Alba Rico – Jairo Vargas

Dá a impressão, lendo por exemplo a história de Espanha no século XIX, de que estamos sempre à beira de o conseguir, mas afinal não estamos. Refiro-me à modernização do país, à ruptura com a Igreja, ao fim de certos privilégios, ao latifúndio…  Falta-nos “moral de vitória”, como diria Sánchez?

De facto. O século XIX, que de certa forma ainda é o nosso, é um século em que se misturam guerras, pronunciamentos e revoluções. De facto, guerras e pronunciamentos são também ou incluem tentativas revolucionárias, e isto desde a guerra de independência em 1808 até ao último pronunciamento republicano de 1886, liderado pelo General Villacampa. Se há um período na história e um país no mundo em que há uma revolução permanente, é o século XIX em Espanha. Mas obviamente uma revolução permanente é uma revolução incompleta ou fracassada; uma revolução que nunca alcança os seus objetivos. Penso que quase todos os historiadores concordam em enfatizar a responsabilidade das nossas elites liberais, cuja incapacidade de realizar “reformas a partir de baixo” entregou o povo ao Carlismo e ao anarquismo e levou ao dilema fatal da Restauração: “ou revolução a partir de cima ou revolução a partir de baixo”, de acordo com a conhecida expressão de Maura. A revolução de cima seria finalmente levada a cabo por Primo de Rivera e Franco; a revolução de baixo, anarquista, socialista e comunista, estava condenada ao fracasso.

Continuamos sem nos reconhecermos ao espelho. A Espanha lida muito mal com o seu passado recente. Refiro-me, por exemplo, ao mantra de “não abrir feridas”, que se repete sempre que olhamos para trás. De onde é que isto vem?

Abrir feridas, de quem são as feridas? Fica-se com a impressão de que o PSOE utilizou este mantra, de acordo com a direita, para que a direito não se sentisse ferida e aceitasse partilhar o poder. Não se pedia à esquerda que esquecesse os seus mortos nas valas; ao esquecer esses mortos, pedia-se à direita mais radical que esquecesse, por favor, a sua vitória. Para que a direita a esquecesse, foi necessário limitar a democracia com uma política de memória errada e perigosa. Porque, como vimos, parte da direita nunca esquece, e bastou que o turnismo de 78 entre os dois grandes partidos se desmoronasse e que uma coligação moderada de esquerda chegasse ao poder para que o “senhorio” joséantoniano e o “direito de conquista” germânico levantassem novamente a sua voz. Não é por acaso que as duas questões não resolvidas da democracia espanhola – a questão territorial e a memória histórica – são as duas fontes das quais, ao contrário de outros países europeus, se alimenta o nosso “populismo de direita” radical.

Que quota-parte de responsabilidade tem a monarquia precisamente na única coisa que é suposto fazer, nomeadamente, unir os seus súbditos, para fomentar um certo enraizamento patriótico?

Como Márquez Villanueva diz com razão, essa combinação de Igreja etno-essencialista e Estado imperial foi apelidada de monarquia em Espanha. Quer fossem Áustrias ou Bourbons, e apesar das suas pequenas diferenças administrativas, a monarquia espanhola sempre foi muito patrimonialista e muito ideológica e, portanto, “não republicanizável”. Sempre foi, e continua a ser, um dos grandes obstáculos à democratização de Espanha. A origem da descarada corrupção de Juan Carlos é inseparável do discurso de Felipe VI em 3 de Outubro de 2017: ou seja, da concepção da Espanha como propriedade inalienável: a ideia do pai de que pode roubar impunemente aos espanhóis é inseparável da irritação do filho pela possibilidade dos catalães “roubarem” parte das “suas” terras. Mas a monarquia está agarrada às entranhas do sistema; no século XIX foi mantida pelos liberais e hoje, como vemos, o PSOE continua essa tradição.

Quando dizemos que Franco deixou as coisas atadas e bem atadas, estamos enganados; a Espanha foi parcialmente desamarrada em 1959, com o Plano de Estabilização. Se não tivesse sido parcialmente desatada, Juan Carlos não teria podido jogar as suas cartas. Jogou-as tão bem que, ele, sim, deixou a dinastia atada e bem atada. Em troca de fazer concessões democráticas – e, a este respeito, aqueles que elogiam o seu papel na Transição não estão a mentir – impôs um limite à democratização -, e nisso aqueles que o denunciam não estão enganados. Assim estamos hoje, com uma instituição monárquica muito deteriorada, mas que é apoiada por quase todas os partidos e questionada apenas por metade da população. Não estamos próximos da Terceira República, como pensam alguns arbitristas, os que defendem projetos quiméricos. E a pressa destes arbitristas desde as tribunas públicas, com discursos algo demagógicos que se alimentam do passado, talvez abrande, em vez de acelerar, a queda da monarquia. Já o disse antes: ou chegamos à Terceira República em condições diferentes, de uma forma serena, democrática e natural, ou repetiremos a história novamente. A Terceira República não deve ser outra vez “espanhola”.

Parece que o desporto tem feito mais para unir os espanhóis do que a classe política ou a monarquia. Mesmo assim, por vezes é difícil assistir a um jogo do Barça num bar em Madrid (sei que algo semelhante acontece ao contrário…) Até que ponto construímos uma carga ideológica e trincheiras também no futebol?

No livro – permito-me revelar esta parte – conto a história da minha experiência num bar numa pequena vila de Castela no dia em que o Bayern de Munique humilhou o Barça com um 8-2. O Real Madrid não estava a jogar, mas muitos dos espectadores usavam camisas brancas e celebravam com alegria cada novo golo alemão. No final, exultante de alegria, um dos fãs do Madrid saltou e gritou: “Viva o Bayern! Viva a Espanha!” Penso que este episódio diz tudo sobre a forma como o futebol, para além das rivalidades nativas, é atravessado pelas tensões políticas do país e também recorda a pior história de Espanha. Um madridista pode gritar “Viva o Bayern”, mas apenas um madridista muito ideologizado, muito ofendido pelo independentismo catalão, pode associar a sua preferência pelo rival do seu rival – algo inteiramente saudável e aceitável – à questão nacional. Uma experiência semelhante, invertida, poderia ser vivida num bar em Girona, por exemplo, com os espectadores do Barça, durante um jogo em que a equipa humilhada fosse o Real Madrid.

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[1] N.T. Capacete típico dos antigos cavaleiros no século XVI, assim como da infantaria e dos peões (vd. wikipedia, aqui).

 

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O entrevistador: Juan Losa, jornalista afável com uma trajectória difusa. Começou como crucigramista num extinto jornal catalão e desde então não deixou de trabalhar onde quer que pudesse como editor de informação local, desportiva e internacional.

 

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O entrevistado: Santiago Alba Rico [1960- ] é ensaísta, escritor e filósofo. Licenciado em Filosofia pela Universidade Complutense de Madrid. De formação trotskista e de esquerda, publicou vários livros de ensaio sobre disciplinas como filosofia, antropologia e política, além de colaborar como redator em várias revistas e meios de comunicação, como Gara, Archipiélago: Cuadernos de crítica de la cultura, LDNM, Público, El País ou Rebelión. De entre os seus livros mais recentes, Islamofobia: nosotros, los otros, el miedo (Icaria, 2015), Podemos seguir siendo de izquierdas? (Sant Cugat del Vallès: Pol·len, 2015), Penúltimos días (Catarata, 2016), Ser o no ser (un cuerpo) (Seix Barral, 2017, Nadie está seguro com un libro en las manos (Catarata, 2018), Última hora: Los cuentos de Carne Cruda (Arrebato, 2019), España (Lengua de trapo, 2021).

 

 

 

 

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