FRATERNIZAR – Vacinar as pessoas a todo o gás – E DA TERRA, QUEM CUIDA?! – por MÁRIO DE OLIVEIRA

 

Vacinar as pessoas está a ser a grande prioridade no nosso país e no mundo. Até com recurso a militares fardados de camuflado. Como se de uma nova guerra colonial se tratasse. Ainda nos não curamos dos traumas que os 13 anos de Guerra Colonial deixaram nas populações que tiveram de a suportar, e já estão a injectar-nos novos traumas, o das agulhas a ser espetadas num dos braços de quem aceita ser vacinado. Aquelas agulhas têm tudo de balas que se não matam na hora – tem havido casos não divulgados em que sim, se não na hora, nas horas que se lhe seguem – nem por isso deixam de introduzir em quem as recebe um corpo de todo estranho que, num futuro, mais próximo do que somos levados a pensar, poderá causar distúrbios sobre distúrbios, por agora, desconhecidos de todo. Porque as grandes multinacionais farmacêuticas não são amigas dos seres humanos, nem dos povos das nações, nem da Terra, organismo vivo como nós, e o único habitat que a nossa espécie conhece em todos estes milénios. Delas nunca podemos esperar nada de bom. Muito menos que sejamos pessoas e povos saudáveis do nascer ao morrer. Elas querem-nos doentes, porque só assim os seus chorudos lucros vão em galopante crescendo. E, com eles, o seu poder sobre os Estados das nações, já seus reféns.

Por outro lado, começa já a criar-se uma nova discriminação entre as muitas discriminações que já temos de suportar. Só cegos que não queiram ver é que não vêem que está aí em crescendo a discriminação, até ao nível legal, entre pessoas vacinadas e pessoas não vacinadas. Esta discriminação é ainda maior em relação às pessoas não vacinadas por opção, como é o meu caso .A propaganda oficial dos Estados diz que a vacina contra a covid-19 é opcional. Mas como explicar então que as milhares de pessoas que em cada país da UE e demais Estados do mundo optam por se não vacinar, fiquem fora do absurdo ‘passaporte verde’? Se para alguém poder entrar num Centro de saúde, por exemplo, basta o teste do termómetro apontado à nossa testa, porque não seguir o mesmo critério para se entrar num avião? A prepotência dos Estados raia a paranoia. A confirmar o que sempre tenho dito que dos Estados, como das grandes multinacionais farmacêuticas e todas as outras, nunca podemos esperar nada de bom. Sempre havemos de estar à defesa e em permanente estado de alerta. Também os Estados nos querem doentes e intoxicados de medicamentos. Sabem bem que Povos saudáveis são povos autónomos que vivem muito melhor uns com os outros sem eles, do que com eles.

Mas nem só de vacinas anti-covid-19 se faz o dia a dia dos seres humanos e dos povos das nações. Muito antes delas, está aí a Terra, até agora o nosso habitat, bem como o habitat de bilhões de outros seres vivos que, no seu conjunto, constituem o ecossistema de que necessitamos para nascermos, crescermos e vivermos saudáveis. Até que a chamada Morte, nossa irmã gémea, naturalmente aconteça quando somos suficientemente maduros para nos fazer passar à plenitude da Vida, que, de tão plena e tão outra, só os olhos cordiais a podem ver, como vêem o Essencial..

Acontece – é hoje gritantemente público e notório – que a Terra, nosso habitat natural, está gravemente doente. E para esta sua doença, as grandes multinacionais farmacêuticas não querem nem conseguem criar uma vacina. O que elas e todas as outras multinacionais do mundo fazem é esventrá-la e fazê-la adoecer de dia para dia. Impunemente. Sem que Tribunal algum do mundo lhes vá à mão, a não ser para as beijar. O problema é que a doença da Terra é mil vezes pior do que a covid-19. Os Estados das nações, mai-las hierarquias das religiões e das igrejas, são inimigos da vida e da autonomia dos povos, por mais que se mascarem de benfeitores. Seremos politicamente ingénuos, se ainda esperamos deles e delas soluções para os graves problemas da Terra. Todos eles, como todas elas são peritos em grandes encenações, como a Cimeira Social da UE, no final da semana passada no Porto. Muita parra, uva nenhuma. Nem para os seres humanos e povos, nem para a Terra. De modo que, com ou sem vacinas, esta Cimeira Social da UE mais não foi do que um passo mais para o abismo, já aí. E com ele, o fim da vida humana e da Terra. Que de habitat da vida de bilhões de espécies, passará a planetária vala comum.

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