FRATERNIZAR – ‘Do mítico Cristo-da-fé ao Jesus histórico’ – O QUE HÁ DE MAIS RELEVANTE NESTA VERSÃO – por MÁRIO DE OLIVEIRA

O meu Livro 50 foi todo reformulado por mim, a começar pelo título, o que faz dele um Livro com um novo registo. Esqueçam, por isso, a versão anterior e acolham, como meninas, meninos adultos, esta versão definitiva, muito mais completa e reveladora. E também muito melhor planificada. À versão anterior, falta um fio condutor que desse progressivamente a conhecer Jesus histórico, tal e qual ele é, ‘o filho de Maria’, não ‘o filho de David’, como sempre pretendeu o Cristianismo, nas suas múltiplas versões. E também o seu Projecto Político alternativo a todos os projectos do Poder, nos três poderes – o religioso, o político e económico-financeiro.

Este novo Livro vem revelar-nos, de forma histórica e cientificamente bem fundamentada (ver a extensa bibliografia no final), que tudo o que a igreja cristã católica romana imperial e demais igrejas que dela nasceram nos têm dado a conhecer, nestes dois milénios de Cristianismo, é pura fraude, porventura, a maior fraude da história da Humanidade. Uma fraude que todas as universidades e sucessivas gerações de académicos, cientistas, artistas, historiadores, teólogos, exegetas, clérigos e pastores, consciente ou inconscientemente, se têm limitado a absorver, adoptar e ensinar-divulgar. Sem nunca perceberem que isso que fazem é a mais aberrante das fraudes, a mãe-o-pai de todas as demais fraudes.

Esta fraude começa logo com a inclusão dos 4 Evangelhos canónicos em 5 volumes, escritos na clandestinidade e em género encriptado, no chamado Novo Testamento da Bíblia judeo-cristã, quando – sabemo-lo, hoje, por este Livro – Jesus histórico, na sua arriscadíssima missão, entre meados do ano 28 e abril do ano 30, rompe definitivamente com o Judaísmo davídico e com a Bíblia hebraica, mandada escrever pela Casa real de David-Salomão e posteriormente concluída pela chamada fina-flor dos sacerdotes judeus, auto-apresentados como pessoas sagradas acima de toda a suspeita, quando, efectivamente, são os mais perversos entre os nascidos de mulher.

Com a Bíblia e o deus todo-poderoso nela referido, pretendia a dinastia de David-Salomão impor-se definitivamente à sua própria tribo e às demais tribos de Israel. E conseguiu. Só não conseguiu foi convencer dessa sua falácia os sucessivos impérios que, com o passar do tempo, se formaram, o mais arrasador dos quais foi sem dúvida o império romano que, no ano 70, de Jerusalém, de quem lá vivia e do seu templo, não deixa pedra sobre pedra. De tal modo que o templo nunca mais foi reerguido e o sacerdócio e respectivos clérigos ou funcionários foram definitivamente extintos. Resta apenas a Bíblia constituída por um conjunto de Livros – a Torá, os Salmos e os Profetas – mas melhor fora para o Povo judeu e demais povos da Terra que nada restasse, para além dele próprio e demais povos em pé de igualdade e religados uns aos outros numa planetária Comensalidade. Sem Poder. Sem Religião. Sem Templo.

Nesta versão definitiva, o Livro vem exigir-nos que rompamos de vez com o mítico Cristo-da-fé, suas igrejas, seus clérigos, seus ritos e passemos, de coração aberto, ao Jesus histórico e ao seu Projecto político que urge conhecer e praticar de forma actualizada para este milénio. Como depressa perceberemos, os 4 Evangelhos em 5 Volumes apresentam-se neste Livro pela ordem cronológica do seu aparecimento. E cada um dos seus capítulos vem encimado com um título, qual deles o mais surpreendente e eventualmente chocante, logo seguido de um grande número de ‘dados para desencriptar o capítulo’ com que cada um deles se tece. Cinco Volumes para serem lidos-escutados-praticados longe dos templos e dos altares, pois são o que há de melhor na chamada literatura mundial. Tal como este meu Livro é para ser lido-escutado nas casas, nas bibliotecas, longe dos templos e das suas liturgias de mau gosto.

Outra grande surpresa que nos espera é ficarmos a saber que o chamado Livro Actos dos Apóstolos nunca existiu como tal. Por isso, o que existe e está em todas as Bíblias católicas e protestantes corresponde a uma perversa jogada do Cristianismo e sua igreja católica que é, simultaneamente, um crime sem perdão. O que faz ela? Toma o Volume II do Evangelho de Lucas e transforma-o num Livro autónomo. Atribuiu-lhe depois o nome que continua aí a figurar em todas as bíblias, ‘Actos dos Apóstolos’. E faz ainda pior. O Volume originalmente escrito para denunciar o crime consumado por Pedro, o chefe dos Doze, por Tiago, irmão de Jesus histórico, mas a quem ele tem por ‘louco’, e por Saulo/Paulo de Tarso, o perseguidor-mor de Jesus histórico, acaba convertido num Livro autónomo, destinado a promover os traidores e negadores de Jesus histórico, entre os quais está incluída – espantem-se – a própria mãe de Jesus, Maria, de seu nome. Uma realidade sempre escondida, mas aqui revelada logo no 1.º capítulo do Volume II do Evangelho de Lucas, com que termina este meu Livro.

Felizes seremos, por isso, se fizermos deste Livro o nosso Livro de todas as horas. E se o acolhermos, mastigarmos, difundirmos e praticarmos, de forma actualizada, até sermos, no nosso hoje e aqui, outras, outros Jesus terceiro milénio.

 

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