TEMPOS DE COVID, TEMPOS ESTRANHOS, TEMPOS DE CIÊNCIA, TEMPOS DE CRENÇAS E DESCRENÇAS (1) – INTRODUÇÃO – por JÚLIO MARQUES MOTA

 

 

 

Uma pequena série de textos sobre vacinas e Covid 19 intitulada Tempos de Covid, Tempos estranhos, tempos de ciência, tempos de crenças e descrenças é o que agora vos venho apresentar. Alguns dos textos estavam preparados para editar desde há meses mas decidi guardá-los: o tema era quente e a minha ignorância sobre o tema era, e ainda é, muita, o que pode ser uma vantagem pelas dúvidas que se podem levantar.

Dois artigos recentes chamaram-me a atenção para a importância de um debate aberto sobre a problemática da vacinação, para a edição de uma série de textos sobre a vacinação contra a pandemia Covid 19: a publicação de uma entrevista de Francisco Jorge sobre a ausência de perigosidade das vacinas em crianças e um artigo do jornal americano The New Republic, onde se descreve o mundo corrupto da BIG PHARMA, e neste estão os produtores de vacinas como grandes intervenientes, com as suas múltiplas portas giratórias, a porem em perigo a própria Democracia pela pressão que fazem sobre os governos, pela captura levada a cabo dos eleitos do povo.

 

Terminaremos esta série com o artigo A Porta Giratória da Big Pharma está a colocar em perigo a Democracia, de Natalie Shure, publicado pelo Jornal The New Republic em 5 de outubro de 2021 e disponível aqui.

Veja-se igualmente uma curta intervenção do médico dinamarquês Peter C. Gøtzsche sobre o tema no vídeo aqui apresentado.

 

São passados quase dois anos de pandemia e o tema vacinação contra o Covid continua a ser um tema quente e as dúvidas que se foram criando não se dissiparam, tanto por culpa das autoridades oficiais, impondo a vacina de forma quase axiomática, como do extremismo dos negacionistas, recusando a vacina, de forma igualmente quase axiomática. Ninguém terá primado pela transparência, nem as autoridades nem os negacionistas. Ninguém mesmo, nestes dois campos, e muitas vezes por razões que nada tinham a ver com as vacinas. Mas há por aqui duas verdades insofismáveis: as vacinas eram uma urgência, daí o facto de serem utilizadas como vacinas licenciadas na urgência (vacinas aprovadas em fase experimental) e não como vacinas de venda autorizada e havia também uma comunidade científica internacional entregue de alma e coração à descoberta de soluções sérias para resgatar a humanidade da tragédia Covid 19.

Sobre a falta de transparência, um exemplo emblemático, as máscaras. As autoridades, três meses depois de se saber da pandemia não se tinham preparado em nada. Importava antes continuar a política de austeridade[2]. Surge a questão das máscaras e dos equipamentos de proteção individual. A Europa estava completamente desprotegida face à pandemia e as piruetas foram enormes e imensas. Um comportamento que não foi apenas da Dr.ª Graça Freitas, não, foi também de todos os ministros da saúde à escala europeia e pela simples razão de que não tinham nem máscaras nem equipamentos de proteção individual para o pessoal de saúde e nem sequer já sabiam como fabricar estes materiais. Pessoalmente eu nem queria acreditar no que ouvi dizer ao Professor Fernando Regateiro na televisão que à falta de equipamento, de proteção individual tinha comprado fatos macacos de pintor! Na mesma altura passava-se exatamente o mesmo em França. Este país, um ano e meio antes, tinha deixado deslocalizar uma unidade de produção de material de proteção sanitária. Em nome da rentabilidade financeira!

Um registo desta política de austeridade é-nos apresentado agora com a falta de meios humanos e técnicos nos hospitais portugueses. No caso de Setúbal, como exemplo, relata o Expresso:

“Mas esta quarta-feira um total de 87 diretores de serviço e unidades funcionais do hospital de Setúbal apresentaram a demissão, juntando-se a Nuno Fachada, diretor clínico do centro hospitalar que se demitiu na semana passada por falta de condições para trabalhar.

“O pedido de demissão do cargo de diretor clínico do Centro Hospitalar de Setúbal, e agora da restante direção clínica, diretores de serviço e departamentos, coordenadores de unidade e comissões e ainda chefes de equipa de urgência, num total no total de 87 assinaturas, é o último grito de alerta para a situação desesperante a que o Centro Hospitalar de Setúbal chegou, à rutura das urgências e em vários serviços primordiais do hospital”, disse Nuno Fachada.

“Estamos em rutura nos serviços de urgência, nos blocos operatórios, na oncologia, na maternidade, anestesia, etc., etc., etc.”, acrescentou em conferência de imprensa realizada na delegação de Setúbal da Ordem dos Médicos.

Os 87 diretores de serviço e unidades apresentaram a demissão como um ato de solidariedade para com Nuno Fachada, que se demitiu na última quinta-feira. E, já em agosto, o diretor do serviço de obstetrícia, Pinto de Almeida, também se demitiu do cargo, justificando a decisão com a falta de profissionais”. Este é um exemplo que mostra à evidência quais têm sido as consequências da política neoliberal seguida desde há décadas em termos de saúde pública.

A falta de equipamento sanitário, do mais simples ao mais complexo para responder á crise sanitária, por ser apenas fabricado no Ásia, leva-nos também a considerar que o modelo neoliberal seguido na Europa quando à desindustrialização resultou no fiasco mostrado com a resposta à crise sanitária era uma atitude que nenhum ministro, nenhum primeiro ministro foi capaz de assumir. Em vez disso, lembremo-nos de António Costa que, questionado sobre a falta de material sanitário, respondia que andava sempre com o papel das encomendas no bolso! Em vez dessa verdade cristalina, os nossos governantes envolveram-se todos numa mentira, o que é habitual na União Europeia, a de que as máscaras eram inúteis! Recordo que a ministra da saúde de Macron chegou a ir à televisão querer mostrar que usar eficazmente a máscara era uma prática muito difícil, e que era melhor abandoná-la. Governar pela mentira nunca deu bom resultado.

Em contrapartida, pelo lado dos negacionistas lembremos a manifestação na baixa de Lisboa contra a utilização de máscaras e recorde-se a tristeza de uma repórter que não foi capaz de questionar o líder da manifestação com uma pergunta simples: é contra a máscara, diga-nos então o que é que propõe em defesa da população portuguesa. Possivelmente, a resposta seria: deixar circular o vírus, criar imunidade de grupo com as pessoas a morrer aos milhares por esse mundo fora. No fundo, esta pergunta simples não foi feita porque aos jornalistas de pouco mais de 800 euros por mês não cabe questionar, cabe apenas descrever e foi isso que a repórter se limitou a fazer. Aqui fica uma pergunta: para que serve uma imprensa assim? E podíamos continuar a levantar questões sobre a gestão da crise sanitária.

Meses depois a prova da importância das máscaras foi feita: não houve gripes em 2020 e 2021, porque houve confinamentos e sobretudo porque houve máscaras. O vírus da gripe circulou menos, logo houve menos infeções por contágio. O mesmo se terá passado com o vírus Covid 19 e as autoridades oficiais e os negacionistas estiveram ambos errados. Que os negacionistas estivessem errados é uma questão mas que as autoridades por outras questões, as razões escondidas, se situassem ao mesmo nível, é inaceitável..

Neste olhar retrospetivo basta referir ainda a dança das vacinas mas há uma pergunta que ninguém faz: porque é que as grandes questões da saúde pública e da investigação cientifica a estas ligadas[3] deixaram de ser um problema do Estado e por ele a resolver para passarem a ser sobretudo uma solução para satisfazer a ganância sem limites dos mercados financeiros e sempre ao sabor do seu ciclo de atividade? Nesta sequência, podemos também perguntar ainda como é concebível que a OMS exista a ser subsidiada por agentes privados[4] ou, de outra maneira e nisso sejamos claros, como é possível que a OMS esteja financeiramente dependente dos mercados financeiros?

 

Sobre a relação entre a OMS e os financiadores privados publicaremos dois artigos:

1. Antes da COVID, Bill Gates planeou a censura dos meios de comunicação social com a Big Pharma, CDC. os media, a China e a CIA, de Robert Kennedy Júnior, texto disponível na sua versão original, em inglês, aqui.

2.   Como Bill Gates premeditou a censura sobre os efeitos colaterais da Vacina Covid, de Dr. Joseph Mercola (texto já retirado da Internet).

 

Os mercados da BIG PHARMA declararam que o tratamento da cloroquina- hidroxicloroquina era inútil ou perigoso. Lembremos aqui o famoso artigo publicado por uma das mais importantes revistas científicas em medicina, a Lancet, com dados falsos sobre este produto, uma vergonha e os testes da OMS sobre a cloroquina- hidroxicloroquina pararam aí, foram imediatamente suspensos. Todos nós merecíamos esclarecimentos sérios que não nos foram dados, antes pelo contrário, instalou-se a dúvida sobre a seriedade do comportamento das autoridades quando o assunto foi, a seguir à descoberta da fraude na revista científica Lancet, silenciado completamente.

E se nos virássemos para a Ivermectina diríamos a mesma coisa. Não basta dizer como se fez nos Estados Unidos que se trata de um produto antiparasitário utilizado em vacas e cavalos e arrumar assim a questão, bloqueando a utilização do produto. Um gráfico da Universidade John Hopkins[5] levanta e bem a questão, como sendo uma questão bem séria:

E a frase sibilina de Paul Craig Roberts: “Suponho que Fauci diz que a Ivermectina funciona apenas para pretos”.

Ainda sobre este produto diz-nos Paul Craig Roberts em Agosto de 2021:

“A Corrupção da Ciência. O Escândalo do Estudo da revista Lancet de Hidroxicloroquina. (HCQ) Quem é que esteve por detrás disto? A Intenção de Anthony Fauci de Bloquear a Hidroxicloroquina tem por detrás a BIG Pharma

Leia como a Big Pharma manipulou uma importante revista médica, a Lancet, para publicar provas falsas com o objetivo de impedir o uso de HCQ para prevenir e curar infeções por Covid.

A Big Pharma teve de bloquear estes tratamentos para que a autorização de utilização de emergência pudesse receber as mortíferas “vacinas”.

Porque estão as Grandes Farmacêuticas e as autoridades de saúde pública tão determinadas a injetar toxinas mortais em números massivos de pessoas?” Fim de citação.

https://www.globalresearch.ca/the-corruption-of-science-the-hydroxychloroquine-lancet-study-scandal-who-was-behind-it-anthony-faucis-intent-to-block-hcq-on-behalf-of-big-pharma/5715568

Veja-se também: https://www.globalresearch.ca/leaked-deadly-hcq-world-top-medical-journals-lancet-nejm-exploited-big-pharma/5715859 

Mas dois países parecem divergir da lógica ocidental quanto a vacinas, o que, por si só, era merecedor de um largo debate nacional e internacional sobre o tema, mas não, não se ouve falar nada. Estes países, conforme nos relata Paul Craig Roberts, são o Japão e a Índia.

  1. Sobre o Japão, a pandemia Covid e a Ivermectina:

O presidente da associação médica japonesa disse aos médicos no passado mês de Fevereiro que receitassem Ivermectina para a COVID:

TOKYO (LifeSiteNews) – O presidente da Associação Médica de Tóquio, Haruo Ozaki, proferiu uma conferência de imprensa a 9 de Fevereiro de 2021 anunciando que o produto antiparasitário Ivermectina parece ser eficaz para parar a COVID-19 e recomendou publicamente que todos os médicos no Japão comecem imediatamente a utilizar Ivermectina para tratar a COVID.

O Dr. Ozaki citou provas de nações africanas que utilizaram o Ivermectina durante a pandemia. Ele afirmou: “Em África, se compararmos países que distribuem Ivermectina uma vez por ano com países que não dão Ivermectina… eles não dão Ivermectina para prevenir a COVID mas para prevenir doenças parasitárias… se olharmos para os números da COVID em países que dão Ivermectina, o número de casos é 134,4/100.000 e o número de mortes é 2,2/100.000”.

  1. Sobre a India, a pandemia, Covid e a Ivermectina, informa-nos Paul Craig Roberts

A Província Indiana de Utter Pradesh está livre de Covid graças à utilização de Ivermectina como Preventivo & Cura

Nesta grande província indiana de 241 milhões de pessoas, apenas 5,8% foram vacinadas, mas a Covid desapareceu.

https://www.hindustantimes.com/cities/lucknow-news/33-districts-in-uttar-pradesh-are-now-covid-free-state-govt-101631267966925.html

O governo atribui a sua vitória contra o vírus à introdução de Ivermectina.

https://indianexpress.com/article/cities/lucknow/uttar-pradesh-government-says-ivermectin-helped-to-keep-deaths-low-7311786/

A acreditar nalguns cientistas de renome, o próprio ataque aos atingidos pelo Covid e na sua fase inicial como foi determinado pelas autoridades como norma padrão, a decisão de ficar em casa e esperar para ver, deixou igualmente muito a desejar e poder-se-á inscrever na mesma lógica de austeridade e da falta de recursos que a mesma gerou, falta de recursos esta que ainda hoje se mantém..

O texto vai longo mas não posso deixar de citar quatro excertos de um texto assinado por um conjunto de especialistas intitulado Multifaceted highly targeted sequential multidrug treatment of early ambulatory high-risk SARS-CoV-2 infection (COVID-19) e também disponível no sítio da OMS :

“a) Suplementos alimentares (Nutracêuticos) a serem utilizados

Tem havido um considerável interesse e estudo do uso de micronutrientes e suplementos para a profilaxia e tratamento COVID-19 em combinação com produtos anti-infeciosos, como proposto pela primeira vez por Zelenko e colegas (Derwand et al., 2020). Em geral, estes agentes não são curativos, mas ajudam nos regimes de tratamento para aumentar a resposta terapêutica. O objetivo da utilização de suplementos é reabastecer aqueles com deficiências associadas à mortalidade por COVID-19, e ajudar a reduzir a replicação viral e os danos nos tecidos. A deficiência de zinco é comum entre os adultos. Só o zinco é um potente inibidor da replicação viral. O zinco em combinação com hidroxicloroquina (HCQ) é potencialmente sinérgico na redução da replicação viral, uma vez que o HCQ é um ionóforo de zinco que facilita a entrada intracelular e inibe a replicação viral intracelular. Esta terapia não tóxica prontamente disponível poderia ser aplicada aos primeiros sinais da COVID-19. O sulfato de zinco 220 mg (50 mg de zinco elementar) pode ser tomado oralmente por dia.

A deficiência de vitamina D tem sido associada ao aumento da mortalidade por COVID-19 e é geralmente associada à idade, obesidade, diabetes, tons de pele mais escuros, e falta de exercício físico. Com uma boa fundamentação, um pequeno ensaio aleatório de suplementação com vitamina D3 encontrou redução da mortalidade em pacientes com COVID-19. A dose sugerida é de 5000 UI de vitamina D3 por dia.

A vitamina C tem sido utilizada numa variedade de infeções virais e pode ser útil em combinação com outros suplementos da COVID-19 (Carr and Rowe, 2020). Estão planeados ou em curso na altura da presente redação ensaios aleatórios múltiplos de vitamina C administrada por via intravenosa ou oral. Uma dose razoável seria vitamina C 3000 mg por dia..

A quercetina é um polifenol que tem um mecanismo teórico de ação que poderia reduzir a atividade de entrada SARS-CoV-2 através do recetor ACE2, inibir protéases virais através do transporte de zinco, e atenuar as respostas inflamatórias mediadas pela interleucina-6. Os mecanismos de ação afetam favoravelmente a replicação viral e a resposta imunitária, pelo que é concebível que este agente tomado em combinação com outros discutidos possa desempenhar um papel de assistência na redução da amplificação viral precoce e dos danos dos tecidos. A dose sugerida de quercetina é de 500 mg duas vezes ao dia.

b). Hidroxicloroquina

A hidroxicloroquina (HCQ) é um medicamento antimalárico/anti-inflamatório que prejudica a transferência endossómica de viriões dentro das células humanas. O medicamento HCQ é também um ionóforo de zinco que transmite o zinco intracelularmente para bloquear a RNA polimerase RNA dependente do SARS-CoV-2, que é a enzima central da replicação do vírus. Uma síntese continuamente atualizada dos estudos de HCQ apoia o seguinte tratamento contra Covid : 1) 63% dos estudos de HCQ administrado tardiamente no internamento hospitalar demonstraram benefício, 2) 100% dos estudos de tratamento precoce demonstraram benefício com uma redução composta de 64% de risco relativo na progressão da doença, hospitalização e morte. Os pequenos ensaios aleatórios até à data são inconclusivos pelas seguintes razões: 1) nenhum controlo placebo, 2) não cego, 3) parâmetros primários alterados, 4) parâmetros de avaliação enviesados e não cegos atribuídos pelo médico (tais como a necessidade de oxigénio), 5) dimensão de amostras marcadamente truncadas e interrupção por via administrativa dos ensaios, 6) pré-tratamento com outros antivirais.

A hidroxicloroquina foi aprovada pela U.S. Food and Drug Administration em 1955 e tem sido utilizada por centenas de milhões de pessoas em todo o mundo desde então, é vendida ao balcão em muitos países e tem um perfil de segurança bem caracterizado. (…) Nas pessoas com deficiência de glucose-6-fosfato desidrogenase, o HCQ não deve ser utilizado. No cenário de doença grave aguda COVID-19, as arritmias sintomáticas podem desenvolver-se na ausência de HCQ e são atribuídas à tempestade de citocinas e a doença crítica. As comissões de segurança dos dados e de monitorização não declararam preocupações de segurança nos ensaios clínicos de HCQ publicados até à data.

c). Ivermectina

A Ivermectina (IVM) é um agente antiparasitário de largo espectro que demonstrou ter atividade antiviral contra uma série de vírus, incluindo recentemente, SARS-CoV-2. Este medicamento é bem tolerado, tem um elevado índice terapêutico e um perfil de segurança comprovado com mais de 3,7 mil milhões de tratamentos, e tem sido utilizado sozinho ou combinado com doxiciclina ou azitromicina nos primeiros estudos clínicos de doentes com COVID-19. Existem vários estudos aleatórios e prospetivos e todos demonstraram eficácia em resultados clínicos à data deste relatório.. Assim, é razoável em doentes onde o HCQ não pode ser utilizado e o favipiravir não está disponível, que a IVM (200-600 mcg/kg [6-36 mg] dose oral única dada diariamente ou de dois em dois dias para 2-3 administrações) possa ser a base do SMDT destinado a reduzir a replicação viral no início da COVID-19. No entanto, subsistem incertezas neste momento relativamente à dosagem e ao calendário ótimos. No estudo ICON, a utilização de IVM no hospital foi associada a uma redução de risco relativo de 48% na mortalidade por COVID-19. Atualmente, existem 36 ensaios clínicos aleatórios de ivermectina sozinhos ou em combinação para doentes ambulatórios e hospitalizados registados no clinicaltrials.gov.

d) Conclusão

O surto de SARS-CoV-2 é uma pandemia que ocorre uma vez de cem em cem anos e que não foi enfrentada através do rápido estabelecimento de infraestruturas necessários para  apoiar a realização de grandes ensaios aleatórios em doentes ambulatórios no contexto da comunidade. A fase inicial de replicação viral semelhante à gripe proporciona uma janela terapêutica de tremenda oportunidade para potencialmente reduzir o risco de sequelas mais graves em doentes de alto risco. O tempo precioso é desperdiçado com uma abordagem de “esperar para ver” em que não há tratamento antiviral à medida que a condição se agrava, possivelmente resultando em hospitalização desnecessária, morbilidade, e morte. Uma vez infetado, o único meio de prevenir uma hospitalização num paciente de alto risco é aplicar o tratamento antes da chegada dos sintomas que provocam chamadas paramédicas ou visitas às urgências. Dado o atual fracasso do apoio governamental a ensaios clínicos aleatórios que avaliam a terapêutica amplamente disponível, genérica e barata, e a falta de diretrizes instrutivas de tratamento ambulatório (EUA, Canadá, Reino Unido, UE Ocidental, Austrália, alguns países sul-americanos), os clínicos devem agir de acordo com o julgamento clínico e na tomada de decisões partilhadas com pacientes plenamente informados. O tratamento precoce da infeção SARS-CoV-2 (COVID-19) (SMDT-sigla em inglês) desenvolvido empiricamente com base na fisiopatologia e evidências de dados randomizados e a história natural tratada do COVID-19 demonstrou segurança e eficácia.” Fim de citação –Original aqui.

Curiosamente, tem sido também esta linha, a da não utilização destes produtos, que tem ajudado a alimentar, com razão ou sem ela, os céticos quanto às politicas nacionais contra a crise sanitária e a vacinação, O certo é que do aqui se fala só se ouviu silêncio pela parte das autoridades governamentais, qualquer que seja o país escolhido, e é pena, Se estes cientistas têm razão, não se entende então o esperar para ver, se não têm razão não se percebe então que as autoridades deixem alimentar as opiniões negativas contra a sua prática na resposta à crise Covid. Uma falha de comunicação, dir-me-ão. É pouco, penso eu, como resposta.

Se do lado das autoridades encontramos muitos silêncios ou incongruências, do outro lado, do lado dos negacionistas, vemos estes com publicações e publicações conspiracionistas como se os maus da fita, os responsáveis pela crise sanitária Covid 19 sejam os homens como Laurence D. Fink de Blackrock, Roy Dalio de Bridgestone, Mortimer J. Buckley de Vanguard e, como não poderia deixar nisto de complots, Bill Gates, criador de Microsoft e Klaus Schwab do Fórum Económico Mundial. Parece que o mundo se tornaria num Éden, o paraíso na Terra, se estes homens desaparecessem! Esquecem‑se que também estes homens são o que o sistema lhes permitiu ser. Se saírem de cena outros seguramente ocuparão o seu espaço. Dito de outra forma, o que deve ser primeiro que tudo visado é a estrutura dos mercados a que estamos subordinados.

Não os vemos pugnar, os negacionistas em geral, por uma Nova Ordem Internacional e por uma outra OMS livre das amarras dos mercados financeiros; não, também não os vemos a defender os trabalhadores essenciais em tempos de pandemia, não os vemos a defender políticas sociais contra a precariedade existente e agravada pela pandemia, vemo-los em manifestações como se viu com o respeitável Fernando Nobre no insulto a Ferro Rodrigues, vimo-los assim, o que é uma vergonha.

Antes de continuar devo afirmar que já tomei as duas doses de AstraZeneca e tomarei as doses que os serviços de saúde nos recomendarem como necessárias. Não deixo porém de dizer que o faço com algum constrangimento dado que nos faltam explicações das autoridades tanto para a necessidade da terceira dose como para a vacinação dos jovens com menos de 15 anos.

Vencer a resistência dos negacionistas pode ser uma necessidade, e acredito plenamente que o seja, saibamos então consegui-lo por uma política de transparência e de informação séria. mas nunca pela força da força, e sim pela força dos argumentos científicos, como muito bem assinala Robert Kennedy Júnior na carta enviada ao Presidente Joe Biden e que republicaremos na série.

Disse acima que um dos motivos para a edição desta série sobre a vacinação foram as declarações do ilustre especialista, Francisco Jorge, sobre a vacinação das crianças, e a segurança das vacinas.

Diz-nos este especialista, em entrevista à agência Lusa na sede da Cruz Vermelha Portuguesa, instituição a que preside, no Palácio da Rocha do Conde D’Óbidos, em Lisboa:

“Se as coortes estudadas por epidemiologistas perceberem que as crianças são fontes de transmissão do vírus, da infeção, e que precisam de ser protegidas, e se tivermos a certeza da segurança da vacina, não vejo porque não”,

“Em Portugal, as crianças são vacinadas desde a nascença até à entrada no ensino secundário, observa o médico”

E então questiona:

“Se há reforço para as outras vacinas, e se há vacinação de crianças com menos de 5 anos para outras doenças, porque é que não há de haver também para estas?”.

Francisco George fala com entusiasmo da atual pandemia pelas medidas tomadas para a combater, mas sobretudo da vacina e diz-nos: “É extraordinária. Ao contrário de outras, é uma vacina inteligente” e “é absolutamente seguro ser vacinado”.

Repare-se no primeiro parágrafo. Há aqui 3 ses, se as crianças são fontes de transmissão, se precisam de ser protegidas, se tivermos a certeza da segurança da vacina, ou seja, se não houver efeitos indesejáveis, não há problema na vacinação das crianças. Posta a questão desta maneira, ninguém dirá o contrário, mas a questão levanta-se exatamente aqui, na verificação em conjunto destas três condições, o que está muito longe de estar demonstrado ser verdade.

Sobre a vacinação das crianças publicaremos o artigo do Dr. Mercola intitulado A utilização da imunidade de grupo como desculpa para vacina genética em crianças, disponível na sua versão em inglês aqui

Quanto ao último parágrafo, Francisco Jorge confunde-nos como se se tratasse de vacinas com o mesmo tipo de efeitos indesejáveis que as vacinas tradicionais, o que não é verdade. Mais ainda, por magia, os seus 3 ses do primeiro parágrafo desaparecem pura e simplesmente quando afirma: “é absolutamente seguro ser vacinado”.

Sobre a necessidade de uma política pública de transparência para com a população publicaremos o artigo de Paul Robert Kennedy Júnior, Uma carta de Robert Kennedy Júnior ao Presidente Joe Biden, disponível na sua versão original, em inglês, aqui.

Os textos que iremos publicar dizem-nos isso mesmo a partir das morgues nos Estados Unidos.

Sobre a necessidade de transparência e de verdade para com a população publicaremos o artigo de Robert Kennedy, Duas coisas de que os principais meios de comunicação social não falaram acerca da aprovação pela FDA da vacina Pfizer, disponível na sua versão original, em inglês, aqui

O que queremos com esta pequena série de textos é chamar a atenção para a exigência de transparência a partir das autoridades públicas quanto a esta matéria, transparência pela qual todos nós nos devemos bater, como nos devemos bater igualmente por uma outra política de saúde e de séria dignificação dos seus profissionais, para que os estados e a saúde pública deixem de estar capturados pela BIG Pharma e às ordens desta, devemos batermo-nos também por uma outra OMS, para que esta não seja prisioneira dos financiamentos privados como até agora parece estar.

Boa leitura…


[1] Agradeço a João Machado e Miguel Valente a leitura atenta que fizeram a este texto e as múltiplas sugestões pertinentes que me foram feitas. Se erros persistem, são pois da minha inteira responsabilidade.

[2] Isto era verdade, ontem, antes da crise sanitária aparecer, continua a ser verdade, hoje, quase dois anos depois de vivermos em pandemia. Primeiro que tudo, mesmo que o não digam, está a força dos Tratados Europeus, estão as regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento, está a regra do défice, é o que somos levados a concluir.

Imagine que num dia muito quente de verão e em plena pandemia deu uma queda, que chama o 112, que dá entrada nas urgências de um Hospital Distrital pelas 10 horas da manhã, que depois de fazer um TAC fica em observação numa sala apinhada de gente durante mais de 10 horas sentado, quietinho, e que às 22 horas ainda ninguém lhe terá perguntado se tem sede, se tem fome, que conclusão é que tira sobre a qualidade do serviço Nacional de Saúde? Tirei só uma: pela austeridade imposta, não há espaço para os doentes, muitos, nem pessoal para os tratar. Os corredores do Hospital, de um lado e do outro, estavam cheios de macas ocupadas com doentes, também eles à espera durante horas e horas de serem atendidos e o pessoal de serviço, muito escasso, parecia andar de patins, em velocidade. Naquele Hospital, naquele dia, nada parecia real, era o Inferno para toda a gente.

[3] Uma realidade bem sublinhada por Michael Roberts em CONDICIONAMENTO SOCIAL, publicado pelo blog A Viagem dos Argonautas e disponível aqui :

“Depois há a grande indústria farmacêutica, dita Big Pharma. A BIG Pharma faz pouca pesquisa e desenvolvimento de novos antibióticos e antivirais. Das 18 maiores empresas farmacêuticas dos EUA, 15 abandonaram totalmente o campo. Medicamentos para o coração, tranquilizantes viciantes e tratamentos para a impotência masculina são líderes de lucros, não as defesas contra infeções hospitalares, doenças emergentes e para as doenças infeciosas tropicais, tradicionais assassinos tropicais. Uma vacina universal contra a gripe – isto é, uma vacina que visa as partes imutáveis das proteínas de superfície do vírus – tem sido uma possibilidade durante décadas, mas nunca considerada lucrativa o suficiente para ser uma prioridade.”

[4] No orçamento de 2018-2019 de 6.271.857 milhares de dólares, 4.327.452 milhares de dólares são de contribuições voluntárias, ou seja cerca de 70%.

[5] De igual modo o prestigiado jornal BMJ em março de 2021 respondia à questão Why COVID-19 is not so spread in Africa: How does Ivermectin affect it? da seguinte forma: “Conclusões: A morbilidade e mortalidade nos países endémicos da oncocercose são menores do que nos países não endémicos. O tratamento da oncocercose com ivermectina, dirigido pela comunidade, é a explicação mais razoável para a diminuição da taxa de morbilidade e mortalidade em África. Em áreas onde a ivermectina é distribuída e utilizada por toda a população, esta leva a uma redução significativa da mortalidade (ver original aqui)

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