A Arte Gráfica de Carlos Loures, por Manuel Simões

 

A ARTE GRÁFICA DE CARLOS LOURES

por Manuel Simões

 

No princípio dos anos 60, aí por 62/64, um grupo de amigos trocou entre si postais dos CTT, ilustrados por cada um na parte reservada normalmente à correspondência, reservando para esta o espaço destinado ao remetente. O centro irradiador foi sem dúvida Leiria e o seu ideador Augusto Mota, professor, poeta e pintor, o qual me envia agora três ilustrações a gouache de autoria de Carlos Loures, executadas na sua conhecida fase de transição do surrealismo.

Poucos amigos saberão que Carlos Loures era um gráfico excelente. Talvez não fosse difícil detectá-lo a partir das capas da fase artesanal da Nova Realidade, desde Cantares, 1.ª edição absoluta dos textos das canções do Zeca Afonso (1966), até, pelo menos, ao volume Poesia Amordaçada. Cânticos a Pablo, de José Ferreira Monte (1970). Recordo, sobretudo, as belas capas das antologias Hiroxima (1967) e Vietname (1970); ou O Canto e as Armas, de Manuel Alegre (1967), feita a partir de uma fotografia cedida pelo  excelente fotógrafo Eduardo Gageiro.

Augusto Mota, destinatário destes três “postais” pintados por Carlos Loures, fez-me agora conhecer estes preciosos exemplares que aqui se divulgam como memória afectuosa e inesquecível.

Carlos Loures

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