MPPM CONDENA REPRESSÃO ISRAELITA E SAÚDA A UNIDADE NA LUTA DO POVO PALESTINO

 

Funeral de palestinos mortos em ataque israelita na cidade de Nablus [Majdi Mohammed/AP Photo]

O MPPM — Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente — denuncia e condena a brutal escalada de violência do ocupante israelita sobre o povo palestino, na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, ao mesmo tempo que saúda as manifestações de unidade, expressas tanto na resistência popular na Palestina ocupada, como na aproximação das forças políticas recentemente reunidas na Argélia.

A repressão israelita nos territórios palestinos ocupados está a assumir proporções de enorme gravidade, a que urge pôr rapidamente cobro. São praticamente diários os assassinatos de palestinos pelas forças repressivas israelitas, bem como os actos de violência levados a cabo por colonos em toda a Cisjordânia.

O enviado especial da ONU para o Médio Oriente, Tor Wennesland, afirmou no recente debate especial sobre a Palestina no Conselho de Segurança, que 2022 está a ser o ano mais mortífero para os palestinos da Cisjordânia desde que a ONU começou a compilar dados em 2005. Só no mês passado, as forças de segurança israelitas mataram 32 palestinos, incluindo 6 crianças, e feriram 311. Desde o início do ano, mais de 125 palestinos foram assassinados pelos ocupantes.

O Chefe de Estado Maior das forças armadas israelitas confirmou em discurso recente que «tem estado a fazer guerra na Cisjordânia, ao longo dos últimos sete meses» e revelou que, apenas desde Março, já foram detidos mais de 1500 palestinos.

Há mais de três semanas que a cidade de Nablus e os seus 170 mil habitantes vivem sob o cerco do ocupante israelita, uma realidade com que se confrontam outras povoações na Cisjordânia e que a Faixa de Gaza conhece há 15 anos.

O MPPM condena a intolerável escalada de repressão e violência do ocupante israelita, exigindo o seu fim imediato. Exige que o governo português quebre o seu silêncio de sempre quando se trata de denunciar os crimes de Israel e reclama, das Nações Unidas, uma posição firme e inequívoca de condenação da violência israelita.

Ao mesmo tempo, o MPPM saúda a crescente unidade do povo palestino, expressa na cada vez maior resistência popular nas vilas e cidades sob ocupação. Essa unidade reflecte-se também na Cimeira de 14 forças políticas palestinas no passado dia 13 de Outubro, na Argélia, e na Declaração conjunta aí aprovada, cuja concretização representará um importante acontecimento.

A unidade do povo palestino em torno do combate pelos seus direitos inalienáveis é elemento decisivo para desbloquear a ausência, desde há vários anos, de qualquer processo político de resolução da questão palestina.

É urgente pôr fim à hipocrisia, às promessas nunca cumpridas, às conivências com Israel e a sua negação dos direitos do povo palestino, inscritos em inúmeras Resoluções da ONU. O povo da Palestina exige justiça. E os povos do mundo estão a manifestar uma crescente solidariedade com essa exigência.

O MPPM apela ao reforço, no nosso país, da solidariedade com a luta do povo palestino. Nesse sentido, apela à participação nas iniciativas que irá promover, durante o mês de Novembro, no âmbito das Jornadas de Solidariedade com a Palestina, em torno do Dia Mundial de Solidariedade com o Povo Palestino — 29 de Novembro — e cujo programa será divulgado dentro em breve.

1 de Novembro de 2022

A Direcção Nacional do MPPM

 

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