NO IRÃO, VALE A PENA CONTINUAR A LUTAR por Clara Castilho

No Irão, após a morte sob custódia policial da jovem curda Mahsa Amini, de 22 anos, que havia sido detida justamente pela polícia da moralidade por supostamente usar o véu islâmico de forma inadequada, a 16 de setembro, algo mudou.

Entretanto,  mais de dois meses de protestos encheram as ruas e mais de 200 pessoas morreram. E grandes mobilizações estavam previstas para a semana que entra.

Este último sábado, o procurador-geral do país anunciou a abolição da polícia da moralidade.

 Este anúncio, considerado um gesto de resposta às contestações, segue-se à decisão de rever a lei de 1983 que tornava obrigatório o uso do véu, imposto quatro anos depois da revolução islâmica de 1979.

Esta polícia tinha sido criada pelo presidente ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad, para “retomar a cultura e a decência do hijab”.

Em julho, o seu sucessor, Ebrahim Raïssi, apelou à mobilisação de “todas as instituições para reforçar a lei do véu”, declarando que “os inimigos do Irão e do Islão queriam minar os valores culturias e religiosos da sociedade”.

No entanto, foi frisado que esta polícia não tinha uma ligação com a justiça e que esta iria continuar o seu trabalho de vigilância sobre as atividades da sociedade.

Será de uma operação de diversão?

Vejamos o que se segue.

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