Eugene O’Neill compôs esta “peça de antigas penas, escrita a lágrimas e sangue” entre 1939 e 1941, mas a autobiográfica Longa Jornada Para a Noite só seria publicada e representada postumamente, em 1956, a pedido do autor. É como se ele fizesse suas as palavras de Jamie, um dos quatro membros da família Tyrone: “Não consigo esquecer o passado. Esse é que é o inferno.” O crítico Harold Bloom notou que “nenhum dramaturgo americano igualou O’Neill na descrição das tormentosas realidades que afligem a vida familiar no mundo ocidental”. Para companheiros de estrada desta Longa Jornada, o Ensemble convocou um conjunto de nomes indissociáveis da nossa identidade artística. Da tradutora Luísa Costa Gomes ao encenador Ricardo Pais, da atriz Emília Silvestre aos atores João Reis e Pedro Almendra. Um ensemble capaz de conferir espessura a estas criaturas a um tempo vulneráveis e implacáveis, sarcásticas e melancólicas, gagas e eloquentes. “Gaguejar é a eloquência nativa da nossa gente, o povo do nevoeiro.”
tradução
Luísa Costa Gomes
cenografia
Pedro Tudela
música
Ricardo Pinto
desenho de som e sonoplastia
Joel Azevedo
desenho de luz
Filipe Pinheiro
figurinos
Bernardo Monteiro
assistência de encenação
David Salvado
interpretação
Emília Silvestre
Joana Africano
João Reis
Pedro Almendra
Simão do Vale Africano
coprodução Ensemble – Sociedade de Actores, Teatro Nacional São João
dur. aprox. 3:00 com intervalo
M/14 anos
Espetáculo legendado em inglês.
Conversa com o Rui | 23 Abr


