SINAIS DE FOGO – FREI CHICO – UM DOLOROSO CAMINHO PARA A LIBERDADE – por Soares Novais

 

 

Imagem: Memorial da Resistência de São Paulo

https://www.sindicatodosaposentados.org.br/sobre/190-nossa-historia.

 


1) Frei Chico é irmão de sangue e o mais próximo de Lula. José Ferreira da Silva foi alcunhado de Frei Chico pelos seus camaradas metalurgicos.  Aos 22 anos, “eu era meio gordinho e trabalhava de soldador. O soldador usa um avental de couro, capacete e máscara. Quando eu terminava um trabalho, de longe, você via só a carequinha, então o pessoal me apelidou de padre.” Frei Chico foi acusado de, entre 2003 e 2015, ter recebido 1,131 milhões de reais (250 mil euros) da Odebrecht. Tal valor, segundo a acusação da “Lava Jato”, fazia parte de um “pacote de vantagens indevidas oferecidas a Lula em troca de diversos benefícios obtidos pela Odebrecht junto do Governo federal”. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) rejeitou a denúncia de Sérgio Moro apresentada contra Lula e o seu irmão. A decisão manteve o que foi determinado em primeira instância pelo juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo. O criminalista Cristiano Zanin Martins, que defendeu Lula, classificou tal como uma “acusação imaginária.”  “A decisão do TRF-3 prestigia o devido processo legal e reforça a inocência de Lula e excepcionalidade dos processos contra o ex-presidente conduzidos a partir da 13ª Vara Federal de Curitiba”, afirmou, então, Zannin Martins.

(2) Lula, o Filho do Brasil” é um livro biográfico. Narra a trajetória de vida do presidente Lula. Escrito pela jornalista e escritora Denise Paraná foi editado pela Fundação Perseu Abramo, instituição ligada ao Partido dos Trabalhadores, e pela editora Xamã em 1996. A obra, que tem prefácio do professor e critico literário António Cândido (1918-2017) e está à venda em Portugal, resulta de entrevistas com Lula, familiares e amigos. Fábio Barreto (1957-2017), realizou, em 2010, um filme a partir do livro de Denise Paraná. A obra cinematográfica narra a trajetória de Lula até a morte de sua mãe Dona Lindu, quando o ex-presidente era um líder sindical de 35 anos preso pela ditadura.

(3) Ernesto Beckmann Geisel foi presidente do  Brasil entre 1974 e 1979, em plena ditadura militar. Filho de imigrantes luteranos estudou no Colégio Martinho Lutero e no Colégio Militar de Porto Alegre. Nas eleições presidenciais de 1985 apoiou Tancredo Neves, candidato da oposição ao regime dos militares. Mais tarde foi presidente da Norquisa, holding do sector petroquímico.

(4) O Estádio Municipal “Presidente Arthur da Costa e Silva” foi inaugurado em 1968. Mas o povo rebaptizou-o como “Vila Euclides”. E foi com esse nome que entrou para a história da luta pela democracia. Em 1978, após anos de “silenciados pela ditadura civil-militar”, os operários do ABC retomaram as greves como instrumento de luta. O estado de São Paulo viveria em 1979 a primeira greve geral. Os operários sairam das fábricas e ocuparam as ruas.  E o “Vila Euclides” foi palco de assembleias, com mais de 100 mil trabalhadores, que estiveram na origem da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Partido dos Trabalhadores (PT). Actualmente, o estádio chama-se “1° de Maio”.

(5) Doutora em Sociologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e Mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre (Brasil), vive em Sintra desde 2019. Participa no colectivo feminista A Coletiva e na Associação Precários Inflexíveis de Portugal..


Fontes consultadas: Jornal do Brasil, 08/11/2008, Memorial da Resistência de São Paulo, O  Globo, CNN Brasil e Wikipedia.

 

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