Sim, temos de convir – sobretudo para quem nele votou, evidentemente, salvo raras, raríssimas excepções.
O Marcelo (cada vez mais Rebelo e mais de Sousa – um paraíso e sossego podre de amigos meus de Direita nunca absolutamente definida, apenas assomada) o Marcelo excede-se em opiniões, palpites e conclusões que ultrapassam largamente as suas atribuições de presidente da república.
O Marcelo ultrapassa-se. O Marcelo desvaira. Galopantemente verborreico e incapaz de permanecer calado, caga diariamente postas sobre coisas que lhe não dizem respeito, nem são, nem nunca foram da sua competência. Sobre médicos, sobre professores, sobre ministros e o que mais adiante se verá.
E o que mais adiante se veriu (tempo de verbo por mim inventado para Marcelo, com exclusividade) já ele no-lo demonstrou ontem.
Perante as câmaras, perante uma invasão monstruosa de percevejos amarelos no Parque Eduardo VII, perante padralhadas de alto coturno e braguilha alta e perante a irrequieta cabecita de um Moedas, doido por ficar também na imagem, inconsolável por não ser ele próprio a proferir os lugares comuns e sem qualquer sentido do outro – esteve igual a si próprio, talvez até razoavelmente próximo do saudoso e antigo presidente, ainda mais popularmente merecido do que este, por supuesto.
Esperemos que se contenha. Que não diga “ámen” adiantadamente, quando o Papa acabar o standard habitual da sua oração e sobretudo que não se ponha a comentar as palavras, gestos ou tendências do profissional máximo destas coisas e chefe máximo do pessoal mínimo.
Há aqui uma “chamada de atenção” a não esquecer nas decisões colectivas futuras: o Poder da “rainha/rei de Inglaterra” não é de desprezar, porque nos “cozinhados políticos” esconditos do Zé Pagode, esses PODERES são reais e não ficção: a escolha da medieval JMJ mostra-nos isso bem tal como o “ninho de neoliberais” das Universidades Católicas que o Chile de Pinochet não deixa desmentir.
Enquanto se permitir que o “nosso” burguês ande à “perna solta” fazendo cozinhados “republicanos” debaixo do pano estamos, como é costume dizer-se, “feitos ao bife”. E aí, vir carpir fora de tempo, “é sopa depois do jantar”.
Há aqui uma “chamada de atenção” a não esquecer nas decisões colectivas futuras: o Poder da “rainha/rei de Inglaterra” não é de desprezar, porque nos “cozinhados políticos” esconditos do Zé Pagode, esses PODERES são reais e não ficção: a escolha da medieval JMJ mostra-nos isso bem tal como o “ninho de neoliberais” das Universidades Católicas que o Chile de Pinochet não deixa desmentir.
Enquanto se permitir que o “nosso” burguês ande à “perna solta” fazendo cozinhados “republicanos” debaixo do pano estamos, como é costume dizer-se, “feitos ao bife”. E aí, vir carpir fora de tempo, “é sopa depois do jantar”.