DIOGO MARTINS – INFLAÇÃO, BCE, TAXAS DE JURO, DEBATE NO PENSAMENTO ECONÓMICO, IDEOLOGIA – artigos com o VICENTE FERREIRA, no MONDE DIPLOMATIQUE e nos CADERNOS DO OBSERVATÓRIO SOBRE CRISES E ALTERNATIVAS do CENTRO DE ESTUDOS SOCIAIS da UNIVERSIDADE DE COIMBRA

O mais recente anúncio de nova subida da taxa de juro diretora do Banco Central Europeu veio reacender o debate sobre a reação das autoridades europeias e do governo português à inflação.

Queria, por isso, passando a autopromoção, deixar aqui, uma vez mais, elementos que podem ajudar quem tiver interesse em discutir com propriedade estes assuntos a ter um acervo de argumentos úteis para este debate.

Em conjunto com o Vicente Ferreira, escrevi dois documentos que podem ajudar a formular um juízo crítico sobre esta decisão do BCE.

Um deles é um relatório, publicado como caderno do Observatório Sobre Crises e Alternativas do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Nesse relatório, colocamos em contexto no debate internacional, procuramos as fundações do pensamento económico em que as suas premissas assentam e avaliamos criticamente a reação dos bancos centrais. Ao contrário do que a esfera mediática portuguesa quer fazer crer, a política monetária recessiva com efeitos sociais e económicos potencialmente devastadores é muito pouco consensual na profissão, mesmo entre aqueles que costumam habitar os seus consensos. O estudo tem acesso livre e pode ser consultado aqui:

http://www.ces.uc.pt/…/Inflacao_pos_pandemia_Caderno…

A outra fonte é o artigo que publicámos na edição deste mês do Le Monde Diplomatique – ed. portuguesa. Ainda o podem encontrar nas bancas, ou consultar a versão online (mediante pagamento de assinatura) no site do jornal:

https://pt.mondediplo.com/…/esta-inflacao-nao-e…

Um debate crítico informado sobre estes temas é vital à democracia portuguesa. E, infelizmente, a maioria da comunicação social portuguesa tem prestado um contributo sofrível para esse desiderato. O Financial Times ou o Project Syndicate são hoje veículos de maior pluralidade de opinião do que qualquer jornal ou televisão portuguesa.

Sendo impossível contrariar a corrente impiedosa de media cada vez mais enviesados e ao serviço de um poder económico militante, é pelo menos possível ir pondo areia na engrenagem. É nessa tarefa libertadora que estas leituras podem ajudar.

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