UMA CARTA DO PORTO – Por José Fernando Magalhães (553)

 

VIVA A IGNORÂNCIA

ENSINO, APRENDIZAGEM E EDUCAÇÃO

 

IMAGEM INTERNET

No meio de um mundo confuso e contraditório, onde o ensino oficial, pré-escolar, básico e secundário, parece mergulhado na mediocridade, surge uma chamada urgente para repensar este sistema. Uma sociedade composta por pessoas patetas e medíocres, que não colocam em causa as normas e princípios fundamentais implementadas nas últimas décadas, faz com que governos poderosos permaneçam no poder, e um povo iludido pela ignorância, se considere feliz.

Infelizmente, esta é a nossa realidade. Aceitamos como destino a perpetuação deste cenário lastimável. Mas será mesmo essa a nossa sina?

Aprendizagem é o acto ou efeito de adquirir conhecimento. É a oportunidade de enriquecermos a nossa mente, expandir horizontes e desenvolver capacidades intelectuais. Já a educação é a acção de educar, aperfeiçoando as habilidades intelectuais de outra pessoa. Ambas são pilares fundamentais para o crescimento pessoal e social.

Deparamo-nos com uma sociedade que parece preferir a mediocridade, escolhendo ser governadas por sujeitos que optam por ignorar a importância da aprendizagem e da educação, impedindo, dessa forma, o desenvolvimento intelectual; indivíduos que não procurando a finura de espírito, não passam de néscios, bobos, parvos, medíocres, e pobres do ponto de vista cultural. São também miseráveis, agindo de maneira canalha, violenta, desonesta e vil, não transmitindo, por via das suas leis e directrizes, as bases do conhecimento, como as ciências do cálculo e a da nossa língua, incentivando dessa forma o empobrecimento da linguagem e impedindo a capacidade de entendimento e interpretação. Nem tão pouco ensinam valores, como a honestidade, a ética e a empatia.

Quanto menos o povo souber, pensar e questionar, mais fácil se torna dominá-lo!

Diante deste panorama caótico, obsceno, pergunto:

– É possível romper com esse ciclo? É possível quebrar as grilhetas que nos mantêm reféns da ignorância e da mediania?

As respostas estão em cada um de nós. Somos responsáveis pela nossa própria educação e aprendizagem e pela das futuras gerações. Temos de rejeitar a mentalidade vulgar que permeia a sociedade, e escolher constantemente maneiras de aprimorar as nossas capacidades intelectuais.

Precisamos de questionar as normas fixadas, desafiar as ideias preestabelecidas e abrir o nosso pensamento para novas perspectivas. Está na hora de deixar de lado a pobreza intelectual.

A nossa sina não está traçada, está nas nossas mãos. Cabe-nos seleccionar o caminho a seguir: o caminho da ignorância e da mediocridade ou o caminho do conhecimento e da superação.

A escolha é nossa!

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1 Comment

  1. Sim. Tem toda a razão naquilo que escreve, mas não é só de agora. Antes do Liberalismo poucos estudavam. Depois, não havia dinheiro para escolas. Na República, fizeram-se finalmente escolas. Com Salazar, vieram mais escolas, mas o ensino continuou a ser repetitivo e de memória. Na República as raparigas aprendiam na mesma sala que os rapazes, mas Salazar acabou com isso. Ao cabo e ao resto, o que foi a Educação antes do 25 de abril? Parece que nunca esteve melhor do que depois do 25 de abril

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