Crise da Universidade: hoje, 28 de dezembro, dia do aniversário de Joaquim Feio – textos que ele certamente apreciaria se estivesse vivo — Texto 3. Economia e interdisciplinaridade: Um passo em frente, N passos atrás? (1/2),  por Ben Fine

Entre os intelectuais que mais se insurgiram contra a censura, encontramos Almeida Garrett, Alexandre Herculano e José Estêvão de Magalhães (protesto contra a lei das Rolhas de 1850).

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A luta pela recuperação dos antigos, da economia dos clássicos, por um saber que documenta e interpreta os tempos, que ilumina as múltiplas faces da verdade, é uma luta bem atual, uma luta contra os ventos dominantes no ensino universitário (e não só universitário) que, em Portugal, optou pela erudição apressada em vez da maturação paciente e transdisciplinar, subjugando-se o seu rumo ao imediatismo do mercado.

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Nota de editor: dada a extensão do texto, o mesmo será publicado em duas partes, hoje a primeira.

12 min de leitura

 

Texto 3. Economia e interdisciplinaridade: Um passo em frente, N passos atrás? (1/2)

 Por Ben Fine

Extracto de Economics Imperialism and Interdisciplinarity: The Watershed and After

Critical Reconstructions of Political Economy, Volume 2

Contribuidor: Dimitris Milonakis

Série: Studies in Critical Social Sciences, Volume: 267

, livro editado por

 

Este volume foi-me disponibilizado apenas para consulta por Ben Fine a quem pedi sugestões de textos para analisar a importância da Escola de Chicago no ensino de economia. Disse-me: consulte este texto e veja as muitas referencias que aí pode encontrar.

Penso ser um texto muito importante para o momento que atravessa o ensino de economia nas universidades portuguesas pelo que assumi como minha obrigação divulgar esta obra de Ben Fine. E para que o leitor tenha consciência da importância da obra decidi publicar por minha conta e risco este capítulo. A todos peço desculpa pela liberdade tomada.

Agradeço ainda ao Fernando Ribeiro pela revisão efetuada sobre o presente texto.

 

JM


 

Postscript como preâmbulo pessoal

O último artigo deste segundo volume sobre o imperialismo da economia foi publicado alguns anos depois de todos os outros, e mais de vinte anos depois do primeiro. Sem surpresa, aproveita-se a oportunidade para reunir e resumir o conteúdo analítico em evolução da minha abordagem ao imperialismo da economia. Todos os elementos-chave estão presentes:

– A lógica histórica do imperialismo da economia – historicamente, a economia estava confinada ao estudo dos mercados, mas logicamente estabeleceu um aparelho técnico, TA1, que era de aplicação universal.

– A implosão da concetualização para estabelecer tanto TA1 como a sua arquitetura técnica correspondente a TA1, que designamos por TA2, de equilíbrio geral e considerações de eficiência.

– A subsequente explosão do imperialismo da economia, tanto internamente na própria economia, como de forma desigual noutras disciplinas e temas, ao repor (bringing back in, de sigla bbi) as mesmas considerações que tiveram de ser excluídas para estabelecer a TA2.

– E a passagem do imperialismo da economia por três fases – a antiga, baseada em mercados que funcionam perfeitamente, a nova, como resposta não mercantil a mercados que funcionam imperfeitamente, e a mais recente, através da “suspensão” da TA2, com a correspondente flexibilidade para recorrer à vontade a todas as ciências sociais.

Mas a contribuição não é apenas uma retrospetiva. Procura também identificar a melhor forma de a economia heterodoxa, o pluralismo e a economia política responderem aos desafios colocados por uma economia dominante incessantemente hostil e institucionalmente poderosa, que cada vez mais esconde as suas insuficiências afirmando que é mais completa nos seus pressupostos e métodos, nomeadamente inspirando-se nas outras ciências sociais. O esforço coletivo e tolerante tem de ser associado à abertura do debate crítico. Embora a tarefa principal seja a reconstrução da economia como economia política – como a ciência económica lida com a economia – as fraquezas do mainstream serão expostas pelas suas incursões da Economia e da Interdisciplinaridade noutras disciplinas e tópicos, oferecendo oportunidades estratégicas para destacar alternativas não só para a interdisciplinaridade, mas também para e contra a intradisciplinaridade do mainstream.

 

A economia é como é a economia [1]

O objetivo deste artigo é avaliar as perspetivas da economia política, especialmente no contexto da interdisciplinaridade. Um ponto de partida necessário para fazer tal avaliação é o estado atual da economia convencional. Abordo esta questão de forma oblíqua, em primeiro lugar, e a seguir, de forma anedótica. Recentemente, fui convidado para proferir uma conferência no Instituto de Investigação Histórica Alemã, em Londres, no âmbito de uma série de conferências para assinalar o 200º aniversário do nascimento de Karl Marx, a 5 de maio de 1818, e procurei abordar o tema da série, a influência contínua de Marx nas ciências sociais contemporâneas. As outras palestras da série incluíam política, sociologia, antropologia e história. Expliquei que a conferência sobre economia seria necessariamente muito curta, uma vez que Marx tinha sido predominantemente excluído da corrente dominante da economia atual, uma vez que esta domina totalmente a disciplina, com pouco espaço para alternativas, quanto mais para a tolerância das mesmas [2]. Isto é assim, quer se trate de Marx, de outros autores clássicos, da economia política ou de outros autores em sentido mais lato. Em consequência, ofereci-me para dar uma conferência explicando por que razão isto acontecia, se era ou não um sinal de saúde da ciência mainstream, e o que é que distingue a economia enquanto ciência social, sendo tão negligente em relação a Marx (e outros), temas a que voltarei mais adiante.

Em primeiro lugar, porém, permitam-me recordar uma conferência anterior que proferi há alguns anos no quadro de uma Iniciativa da Associação Portuguesa de Economia Política, na qual sugeri que a corrente dominante é inadequada para o seu objetivo, concentrando-me apenas numa das suas muitas dimensões em que isso acontece, ou seja, o seu próprio pesado conteúdo ético, que procura negar como estando presente tendo em conta o seu suposto conteúdo científico/positivo em oposição ao conteúdo normativo (Fine 2013). Ao preparar a minha conferência, fiz um teste simples à auto-confiança da disciplina, comparando-a com a sociologia. Na sequência da crise financeira global de 2007/8, a GCF, procurei na literatura académica os termos “crise da sociologia” e “crise da economia”.

A sociologia teve um fluxo constante (se não mesmo uma torrente) de contribuições, na ordem dos milhares, que persistiram ao longo do tempo e sugeriram um grau louvável de exame autocrítico. A economia, pelo contrário, mal chegou a uma centena, a maior parte das quais remonta a um debate dos anos 30 sobre Schumpeter. Especialmente no rescaldo da crise económica global, é de perguntar se esta falta de auto-análise crítica é uma marca do sucesso ou do fracasso do mainstream [3].

Isto é indicativo de uma de várias outras características da corrente dominante: 1) a sua absoluta confiança em si mesma; 2) a sua ausência ou má utilização (se não abuso) da história do pensamento económico; 3) a sua falta de compromisso com alternativas; 4) a sua pobreza de metodologia; 5) a sua falta de realismo; e 6) a negação e a falta de atenção relativamente a conteúdos e questões normativas [4]. Consequentemente, a ausência de Marx da corrente dominante não é uma exceção isolada, tal como o mesmo se aplica a todas as figuras importantes da história do pensamento económico e, salvo oportunismo, também à maioria das figuras importantes das ciências sociais. Significa isto que não existe interdisciplinaridade no que respeita à economia convencional e no seu interior? Eu não o sugeriria, o que não é de todo surpreendente, uma vez que há vinte anos, ou mais, que venho defendendo criticamente a noção de imperialismo da economia, a colonização da matéria de outras ciências sociais pela economia. Deixem-me explorar isto em pormenor para especificar a natureza da economia contemporânea dominante, a sua abordagem à interdisciplinaridade e o potencial para alternativas [5].

 

2. Imperialismo da economia

O termo imperialismo da economia data da década de 1930, mas só ganha realmente força após a Segunda Guerra Mundial. A partir daí, passou por três fases, que designei por “antiga”, “nova” e “mais recente”. A primeira fase reflete o imediato pós-guerra, a segunda corresponde, em parte, a uma reação à contra-revolução monetarista construída a partir da primeira fase (embora esta segunda fase tenha tido uma dinâmica e uma lógica próprias), sendo que a fase atual precede praticamente a crise financeira global, de sigla GCF, e depois intensificada por esta.

Em termos analíticos, as origens do imperialismo da economia residem naquilo a que chamei a sua lógica histórica, que exigirá um pouco de narrativa na história do pensamento económico para ser convenientemente clarificada. Com a revolução marginalista da década de 1870, especialmente através de Marshall e não de Jevons, Menger e Walras [6], recebemos os conceitos chave daquilo a que chamo o Aparelho Técnico, TA1, que se manteve persistente na economia dominante até aos dias de hoje. É o aparelho ligado às funções de utilidade e de produção e à sua aplicação à oferta e à procura através do mercado. Naquilo que viria a ser designado por microeconomia, a partir da década de 1930, e como parceiro subalterno da macroeconomia que se distinguiu e se tornou o ramo sénior devido aos problemas prementes do desemprego, a TA1 fixou-se a si própria em dois grandes problemas. O primeiro refere-se às propriedades das funções da oferta e da procura, uma vez que derivam da otimização dos indivíduos, e o segundo aborda aquilo a que chamo a arquitetura técnica, denotada por TA2, que deu origem ao problema da formação da economia agregada a partir dos indivíduos coordenados através do mercado, também conhecida como equilíbrio geral, e se existe e é única, estável e eficiente em termos de Pareto. Juntando estes dois problemas, TA1 e TA2, obtém-se o que se pode designar [7] por TA2.

O primeiro destes problemas foi resolvido no final da década de 1930 e o segundo na década de 1950, através do que é conhecido, respetivamente, como as condições de Hicks-Slutsky-Samuelson e por Arrow e Debreu para o equilíbrio geral. Preocupo-me menos com estas soluções do que com o processo e o contexto em que ocorreram. Chamo a este processo uma implosão – porque envolveu a criação de todas as hipóteses necessárias para se poderem obter resultados significativos, hipóteses como indivíduos fixos, preferências, dotações, tecnologias, motivação única, bens fixos, etc., e mesmo hipóteses técnicas dentro do seu próprio quadro, como a ausência de externalidades, rendimentos crescentes, concavidades e concorrência imperfeita.

Estas são as origens do desvio da corrente dominante em relação ao que entendemos por realismo, uma vez que, seja qual for o grau de utilização da informação empírica na econometria ou noutra área, esta (a corrente dominante) está teoricamente enraizada em pressupostos que estão mais conformes com a teoria do que com a realidade que se quer estudar [8]. Teoricamente, fazemos o que for necessário para obter o que queremos. De facto, isto estabelece um método padrão no seio da disciplina; criamos as hipóteses (e as exclusões) de que precisamos para os nossos objetivos e a realidade terá de se lhes ajustar, dando origem a todo o tipo de problemas, mesmo nos seus próprios termos, em resultado do que é conhecido como problemas de agregação, a teoria do segundo melhor (second best), a crítica de Cambridge à teoria do capital, etc. Este facto é revelador de um mito que a corrente dominante alimenta de si própria, o de que está acima de tudo empenhada no rigor matemático. Pode ser assim na obtenção dos próprios resultados matemáticos, se for apenas em virtude do raciocínio matemático. Mas esse rigor derivado da matemática está longe de ser mantido quando se observam as implicações do raciocínio matemático, que afirma que a maioria das hipóteses e resultados padrão são inverosímeis (como a existência, unicidade, eficiência e estabilidade do equilíbrio geral, por exemplo).

Isto no que diz respeito ao processo pelo qual estes resultados foram obtidos, com implicações correspondentes para o conteúdo da teoria económica que se tornaria estandardizada, natural para os economistas, embora totalmente contranatura em relação ao realismo. O contexto, no período entre as duas Grandes Guerras em que essa microeconomia dita TA2  emergiu e começou a florescer, foi um contexto em que o fez a par da macroeconomia cada vez mais importante e mais significativa e daquilo a que hoje chamamos a velha ou, mais recentemente, a original economia institucional, tanto para a distinguir da nova como para indicar que ela continua a ser relevante. Esta última abrangia, e abrange cada vez mais, um vasto leque daquilo a que se chamou mais genericamente economia aplicada, refletindo campos indutivos e práticos com métodos mistos adequados ao assunto em questão (economia pública, economia do trabalho, ciclos económicos, mudança técnica, etc.). Esta tradição era muito forte à época nos Estados Unidos e, juntamente com a história económica, constituía uma componente essencial do ensino e da investigação, ocupando-se de desenvolvimentos inevitavelmente contemporâneos para aqueles que se interessavam por eles, nomeadamente a ascensão das grandes empresas, os movimentos sindicais, a evolução técnica, o consumismo e os ciclos económicos de curto e longo prazo. Estas tradições sobreviveram no período pós-guerra, mas foram objeto de erosão e mesmo de marginalização enquanto tal, se não imediatamente, gradualmente.

Quando comecei a estudar economia, no final da década de 1960, estas matérias ainda eram uma parte essencial do currículo, mas já tinham começado a ser objeto de uma captura acelerada à luz da, e como matéria-prima, colonização interna da disciplina pela microeconomia e os seus métodos mais limitados (ver adiante). Além disso, a chamada revolução formalista dos anos 1950, que iniciou a forte matematização da disciplina [9], adotando os métodos da recém-criada microeconomia, consolidou fortemente a divisão entre a economia e as outras ciências sociais (com a sua gama mais ampla de métodos e conceptualizações, incluindo a da economia).

Assim, com os dois problemas microeconómicos de base definidos e resolvidos nos seus próprios termos, a microeconomia e o seu núcleo TA2 foram estabelecidos no coração de pelo menos um campo importante dentro da disciplina. Posso agora especificar a lógica histórica do imperialismo da economia, pois, historicamente, a TA2 foi derivada da abordagem do problema das consequências para a oferta e a procura no contexto de um sistema de mercado totalmente idealizado e isolado.

Quais são as implicações (derivadas formalmente) para as curvas da oferta e da procura resultantes de uma parte do comportamento económico individual no contexto de um mercado não integrado? Mas, notável e logicamente, os conceitos centrais que foram utilizados (interesse individual próprio, entradas e saídas, eficiência, equilíbrio e otimização) dependiam puramente de conceitos universais, gerais, sociais, ahistóricos (use os termos que quiser) sem qualquer relação com o mercado enquanto tal – especificamente funções de utilidade e produção e as formulações matemáticas (com otimização) a elas associadas. Isto deu lugar a uma tensão extremada de um confinamento histórico ao mercado, por um lado, refletindo as origens da TA2 e, por outro lado, uma lógica de conceptualizações e de aplicações potenciais universais, não confinadas ao mercado. Por conseguinte, havia potencial para avançar no sentido de um maior âmbito de aplicação da TA2, para aplicar a oferta e a procura, por assim dizer, para além do mercado, de acordo com o que fosse do agrado dos economistas e na medida em que fosse aceite por colegas economistas ou mesmo por aqueles que são de outras disciplinas [10]. Contra as origens históricas da TA2, a lógica foi a de utilizar os seus métodos e instrumentos para alargar a sua aplicação. A implosão para o estabelecimento da TA2, e as suas implicações subsequentes, estava a ser invertida, lenta e seguramente no início, mas, como se verá, de uma forma cada vez mais explosiva, à medida que ganhava ímpeto.

 

(continua)

 


Notas

[1] Revisto de Fine (2019). Com base numa intervenção plenária na conferência da criação da Associação Portuguesa de Economia Política, realizada em Lisboa, ISCTE, 25-27 de janeiro de 2018. Obrigado aos editores de periódicos e aos revisores-consultores, pelos úteis comentários, e a Scott M. Culp pela edição.

[2] Como exemplos sobre isto e referência a outros, veja Javdani e Chang (2019) e Aigner (2021).

[3] Para uma explicação sobre a “superioridade” (se não mesmo arrogância) dos economistas, ver Fourcade et al (2015).

[4] Discutido extensamente em Fine (2013).

[5] O essencial do que se segue pode ser lido em Milonakis e Fine (2009) e Fine e Milonakis (2009), mas para alguns materiais mais recentes e reflexões em torno de outros temas, ver as minhas outras contribuições posteriores (Fine 2010, 2011, 2016a- c, 2017a e b e 2018, Fine e Dimakou 2016, e Fine e Milonakis 2011), onde podem ser encontradas extensas referências e discussões assim como uma vasta literatura sobre o tema.

[6] Principles de Marshall foi o principal livro de microeconomia até ao final da década de 1930, estabelecendo e aplicando o aparato técnico central da disciplina. O equilíbrio geral, apesar da preocupação de Walras, só atraiu a atenção a partir de meados da década de 1930 (Marshall 1959 [1890]).

[7] A ideia de aparato técnico/arquitetura técnica deriva de Al- Jazaeri (2009).

[8]Tornado explícito por Friedman (1953) ao rejeitar a necessidade de realismo em hipóteses, embora o chamado F-twist tenha sido rejeitado, enquanto tal, por Samuelson (1963).

[9] Para a discussão da matematização da economia, veja-se Milonakis (2017).

[10] Foi assim que Robbins (1935 [1932]) passou a ser interpretado na definição de economia de forma ahistórica e associal como a alocação de recursos escassos para fins alternativos.

 


Ben Fine [1948-], é um economista inglês. Estudou matemática na Universidade de Oxford. Fine formou-se aos 20 anos e depois foi recrutado por Sir James Mirrlees, concluindo um diploma de economia. Doutorou-se em economia na London School of Economics, sob a supervisão de Amartya Sen, em 1974. Mudou-se para o recém-criado departamento de economia em Birkbeck, Universidade de Londres, depois trabalhando a tempo parcial como economista industrial no Greater London Council antes da sua abolição. Foi membro do Comité de Investigação em Ciências Sociais da Food Standards Agency do Reino Unido, que se reuniu até 2016. Atualmente, Ben Fine é professor emérito de economia no departamento de Economia da SOAS, Universidade de Londres. Faz parte do grupo de supervisão dos Economistas do Conselho Económico dos Cidadãos da Royal Society of Arts, Commerce and Manufacturing (RSA).

Fine trabalhou inicialmente na teoria da escolha social, que mais tarde informou vários estudos sobre a escolha do consumidor e os padrões de consumo. Desenvolveu a estrutura ‘sistemas de produção’ para entender as maneiras pelas quais os bens são produzidos e consumidos, trabalhando com E. Leopold. Ultimamente, voltou-se para a compreensão da economia do trabalho e das desigualdades no sector extractivo da África do Sul, com base em alguns trabalhos anteriores sobre a indústria britânica do carvão, que estava em declínio.

É autor de uma série de obras na ampla tradição da economia marxista, e fez contribuições sobre o imperialismo económico e críticas ao conceito de capital social. Talvez o seu livro mais significativo até à data seja o Capital de Marx (6ª ed. 2016, primeira edição. 1975), com Alfredo Saad-Filho. O seu trabalho é citado mais de 39.000 vezes (Google Scholar, 2018) e os seus livros foram traduzidos para treze idiomas. Assessorou a UNCTAD, a UNDESA, o PNUD, a UNRISD e a Oxfam e atuou como consultor especialista na Comissão do mercado de trabalho Sul-africano de 1995-1996 do Presidente Nelson Mandela.

(mais informação ver aqui)

 

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