
*Nasceu no Luxemburgo (1886) mas fez toda a sua vida política em França, onde morreu em 1963. Democrata-cristão, Robert Schuman exerceu as funções de primeiro-ministro de França entre Novembro de 1947 e Setembro de 1948. Em Julho de 1940 esteve entre os 568 parlamentares franceses que atribuiram «plenos poderes» ao Marechal Pétain). Schuman foi preso pela Gestapo e posto secretamente na prisão de Metz, sendo mais tarde transferido para Neustadt, no Rheinland-Pfalz, em 13 de Abril de 1941. Conseguiu fugir e alcançar a zona livre em Agosto de 1942, passando pela abadia de Ligugé. Presidiu ao Conselho do Mouvement républicain populaire (MRP) (1947) e foi Ministro de Relações Exteriores (1948-1952). Schuman protagonizou os grandes tratados do final da Segunda Guerra Mundial (Conselho da Europa, Pacto do Atlântico Norte, CECA, etc.). A Declaração Schuman de 9 de Maio de 1950, colocou a produção franco-alemã de carvão e de aço sob uma Alta Autoridade comum, aberta à participação de outros países da Europa. Essa proposta levou à criação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, que foi origem da atual União Europeia. Um processo de beatificação de Robert Schuman foi aberto pela Igreja Católica em 9 de Junho de 1990, nele foram ouvidas 200 testemunhas, o processo conta 50 mil páginas e pesa cerca de meia tonelada. Actualmente encontra-se na Congregação para as Causas dos Santos na Santa Sé para exame. Foi entretanto declarado Servo de Deus, o primeiro passo para a eventual beatificação. Em 19 de junho de 2021, foi declarado Venerável.
(1) – XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura




