DIOGO MARTINS – MEIOS DE COMUNICAÇÃO, MEMÓRIA E PRECONCEITO

 

O Bruno Carvalho recorda-nos o elementar sobre a propriedade dos meios de comunicação e como a história recente de Portugal apresenta o contrafactual perfeito para argumentar contra os que agitam o fantasma do controlo estatal sobre a informação.

“Também se debate muito sobre o modelo de financiamento e há quem fale do financiamento público ou até da nacionalização como solução. O objectivo máximo de um jornal não deve ser dar lucro. Deve ser prestar um serviço de qualidade à sociedade produzindo informação. Quase sempre, o preconceito ideológico leva a que se deseje uma solução temporária para salvar o órgão de comunicação social para logo o devolver à iniciativa privada. Como se a independência e o pluralismo estivessem em perigo nas mãos do Estado e não nas mãos dos privados. Entre 1975 e 1991, a maioria da comunicação social esteve na esfera estatal e houve governos de diferentes partidos, jornais e rádios com diferentes linhas editoriais e jornalistas que produziram alguns dos melhores trabalhos da nossa história. A nossa realidade tem espaço para um modelo misto de meios estatais, cooperativos e privados.”

Por vezes, para combatermos a propaganda rasteira, basta apenas termos a memória à cabeceira.


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