O maior problema para qualquer tirano ou ditador, é o andar lento e compassado do relógio, pois é a única coisa que eles não conseguem comandar, independentemente do número de polícias, ‘sacerdotes’ e homens de mão que tenham à disposição, que lhes bebam as palavras ou lhes ‘adivinhem’ os propósitos, por a marcha do tempo ter um ritmo que eles não conseguem alterar, porque depende de um outro ‘tirano’ bem distante do seu mundo, e que eles nunca chegarão a entender, o cosmos!
Falta e faltam-lhes, sempre aquela dimensão cultural, espiritual e humana que define as ‘pessoas de bem’, (aqui bem longe dos descontrolos propagandeados pela extrema direita), porque dá a cada um, a noção de integração e pertença a uma sociedade plural –da cor de pele ao espírito– noção que eles também não entendem nem aceitam.
Esta Carta que estou a escrever na tarde de sábado (17), foi motivada pelo facto de ‘terem suicidado’ Alexéi Navalni que, de acordo com as palavras de Ramon Aymerich, redactor chefe do ‘La Vanguardia’, nem por ser largamente anunciada, deixa de ser assustadora, pois no ‘No mundo de Putin, sempre acabam por se confirmar os piores pressentimentos. A história parece seguir a lógica brutal que retrocede a tempos passados, em que o poder era implacável com quem errava ou se lhe opunha. O destino seguiu agora o mesmo padrão, na vida e morte de Navalni, o mais popular e, por isso o mais perigoso, dos opositores de Putin’.
Penso, no entanto, que os protestos não sairão dos salões do poder do mundo ocidental, a seguir também a opinião do escritor e cronista britânico John Carlin, ‘Putin será recordado como um cínico mentiroso e Navalni pela integridade, mas, a não ser que aconteça algo inesperado, de pouco servirá o sacrifício deste grande homem para a Rússia ou para o mundo de hoje, o que é uma pena terrível’.Opinião que parece ser partilhada por Natália Vasilyeva, antiga correspondente do ‘The Telegraph’ em Moscovo e agora no Médio Oriente, ‘O Kremlin não tem de temer protestos num país onde uma mulher reformada, com 72 anos, foi condenada a cinco anos de prisão no mês passado, por um post antiguerra nas redes sociais. Putin pode torturar, prender e matar o político da oposição mais popular do país, pois sabe que é intocável dentro das fronteiras da Rússia’.
O escritor e cronista Enric González, comenta assim na Cadena Ser, ‘Agora, com Putin e a antiga KGB a mandar, o maior país do mundo recuperou o que poderíamos chamar normalidade, uma vez que o terror vem sendo o normal desde os czares. É terrível’.
Mas creio, aqui tão longe e tão perto, que tudo isto servirá também, para prolongar indefinidamente a guerra da Ucrânia, por até poder ser ‘a vitória’ com que o senhor da Rússia irá justificar todos os seus desmandos.
Só que nunca pára de escorrer a areia da ampulheta!
António M. Oliveira
Não respeito as normas que o Acordo Ortográfico me quer impor
Antes de mais, muito, muito obrigado pela existência de astronautas.
Só uma palavra: O Sr. Oliveira, cujo desejo de democracia não ponho em dúvida, não está informado sobre o filo-nazi Navalni, também, já agora, um atento homem de negócios. De contrário, merecendo ele as viagens como astronauta, só por desconhecimento considera tal cavalheiro mártir da Liberdade. Mas através de quem ele sabe da sua popularidade ? Popularidade ? Onde ? Não na generalidade da população russa. Embora não aguarde e dispense tal comentário, espero que o citado Senhor comente para os seus leitores, amigos e admiradores, o caso Assange e saiba por que razão Snowden vive onde vive.
Saudações de alguém que conhece o País Portugal e se lembra de ter recebido ameaças de morte quando, enquanto cronista do falecido DN dirigido pelo saudoso Bettencourt Resendes e da Antena 2, quando a RDP era seriamente presidida por José Manuel Nunes, defendi a interrupção voluntária da gravidez e denunciei os criminosos bombardeamentos de Belgrado ( que Vladimir Putin não esqueceu). Os preconceitos da coitada população do país onde nasci, vêm de há muito e atinge, até, gente boa.
À gente que fez nascer e mantém A Viagem, mais uma vez, obrigado. E, já agora, para além dos excelentes textos que divulga, evitem publicar os péssimos escritos de um particularmente mau auto-denominado poeta. Não preciso dizer o seu nome, pois sabem-no. Nenhuma amizade ou cumplicidade passa por essa divulgação.
Viva a Democracia e a Poesia.
Saudações do
Maximiano Gonçalves
Boa tarde, senhor Gonçalves, ex-cronista do DN e da RDP. Também, por aí andei, noutros tempos, com outra gente e noutras terras. Tenho a agradecer a informação sobre o nazismo de mais uma vítima do “senhor que elimina os adversários”, mesmo “atentos homens de negócios”, como afirma hoje, um conceituado cronista de um também respeitado diário do panorama internacional dos media.
Se calhar foi por isso, o medo de ser contagiado, que o mandou para o paraíso gelado do Árctico, depois de ter visto que o veneno não resultava e, agora, nega a entregar o corpo à Mãe. O nazismo que o senhor Gonçalves encontrou em Navalni, deve ser perigosíssimo!
Assange e Snowden, não pertencem a este jogo, têm origem noutros campeonatos e não são para aqui chamados.
De qualquer maneira obrigado pelo tempo que perdeu na leitura da minha Carta sobre a importância da ampulheta, que não poderá, com toda a certeza, se acusada de coisa alguma, além de ter dois vasos de vidro, ligados por um tubinho que quase não se vê.
A.O
Antes de mais, muito, muito obrigado pela existência de astronautas.
Só uma palavra: O Sr. Oliveira, cujo desejo de democracia não ponho em dúvida, não está informado sobre o filo-nazi Navalni, também, já agora, um atento homem de negócios. De contrário, merecendo ele as viagens como astronauta, só por desconhecimento considera tal cavalheiro mártir da Liberdade. Mas através de quem ele sabe da sua popularidade ? Popularidade ? Onde ? Não na generalidade da população russa. Embora não aguarde e dispense tal comentário, espero que o citado Senhor comente para os seus leitores, amigos e admiradores, o caso Assange e saiba por que razão Snowden vive onde vive.
Saudações de alguém que conhece o País Portugal e se lembra de ter recebido ameaças de morte quando, enquanto cronista do falecido DN dirigido pelo saudoso Bettencourt Resendes e da Antena 2, quando a RDP era seriamente presidida por José Manuel Nunes, defendi a interrupção voluntária da gravidez e denunciei os criminosos bombardeamentos de Belgrado ( que Vladimir Putin não esqueceu). Os preconceitos da coitada população do país onde nasci, vêm de há muito e atinge, até, gente boa.
À gente que fez nascer e mantém A Viagem, mais uma vez, obrigado. E, já agora, para além dos excelentes textos que divulga, evitem publicar os péssimos escritos de um particularmente mau auto-denominado poeta. Não preciso dizer o seu nome, pois sabem-no. Nenhuma amizade ou cumplicidade passa por essa divulgação.
Viva a Democracia e a Poesia.
Saudações do
Maximiano Gonçalves
Boa tarde, senhor Gonçalves, ex-cronista do DN e da RDP. Também, por aí andei, noutros tempos, com outra gente e noutras terras. Tenho a agradecer a informação sobre o nazismo de mais uma vítima do “senhor que elimina os adversários”, mesmo “atentos homens de negócios”, como afirma hoje, um conceituado cronista de um também respeitado diário do panorama internacional dos media.
Se calhar foi por isso, o medo de ser contagiado, que o mandou para o paraíso gelado do Árctico, depois de ter visto que o veneno não resultava e, agora, nega a entregar o corpo à Mãe. O nazismo que o senhor Gonçalves encontrou em Navalni, deve ser perigosíssimo!
Assange e Snowden, não pertencem a este jogo, têm origem noutros campeonatos e não são para aqui chamados.
De qualquer maneira obrigado pelo tempo que perdeu na leitura da minha Carta sobre a importância da ampulheta, que não poderá, com toda a certeza, se acusada de coisa alguma, além de ter dois vasos de vidro, ligados por um tubinho que quase não se vê.
A.O
Só não percebi onde está “aquela dimensão cultural, espiritual e humana que define as ‘pessoas de bem’. Mas posso aceitar que esteja em Braga…
Boa tarde, António Teixeira
Basta ler a argumentação de algumas coisas que por aí andam, independentemente da cidade.
A.O.