Cartaz de exposição no Teatro Municipal, 17 junho a 20 de agosto 2021 – Funchal, ilha da Madeira
Monumento aos Perseguidos, em Almada
Algumas notas biográficas
Pedro Augusto dos Anjos Teixeira (Paris, 11 maio 1908; Sintra, 20 março 1997), filho de Artur Gaspar dos Anjos Teixeira – escultor, e de Ester de Oliveira Franco, nasceu em Paris a 11 de Maio de 1908, onde seu pai se encontrava a residir, após ter ganho uma bolsa de estudos de escultura, como prémio atribuído pelo legado Valmor. Com o início da I Grande Guerra, seu pai decidiu regressar, com toda a família a Portugal. Fixando residência em Lisboa, mudou-se mais tarde para Mem-Martins em Sintra. Pedro Augusto tinha então 6 anos de idade quando conheceu Sintra. Aqui viveu toda a sua infância e adolescência nesta região saloia, ainda eminentemente rural, onde pôde desfrutar do contacto com a natureza e com os trabalhos do campo. Esta vivência permitiu-lhe criar uma afeição especial pelos animais, e pelo seu modus vivendi, que mais tarde transpôs para dois dos seus livros: História dos Grilos – Amigos da Minha Infância e Memórias de um Grão de Trigo. A observação e vivência destas realidades durante a sua adolescência marcaram-no de tal forma, que todo este realismo veio mais tarde influenciar o seu trabalho, nas suas peças de temática humana e animal.
— a convite de várias entidades produziu neste arquipélago grande parte da sua obra escultórica, a qual enobrece as principais praças e artérias desta ilha, e dela salientamos as estátuas do Dr. Jaime Moniz (Funchal, 1961), de Tristão Vaz Teixeira (Machico, 1971), o Busto de D. Filipa de Lencastre (Funchal, 1973), a Florista Madeirense (Funchal, 1980) e o Monumento às Bordadeiras (Funchal, 1986), entre muitos outros. A obra de Mestre Pedro não é visível apenas nas grandes praças do Funchal, neste período executou inúmeros trabalhos, que se encontram espalhados por colecções particulares. (texto retirado da informação do Museu Anjos Teixeira).
A fotografia que aparece nas notas biográficas desta crónica, é um retrato do jornalista madeirense Tolentino Nóbrega, tirada nos anos a seguir ao 25 de Abril, e me foi enviada pelo amigo, também madeirense, o escultor António Rodrigues.
A fotografia que aparece nas notas biográficas desta crónica, é um retrato do jornalista madeirense Tolentino Nóbrega, tirada nos anos a seguir ao 25 de Abril, e me foi enviada pelo amigo, também madeirense, o escultor António Rodrigues.
Roberto Merino