A última reflexão que aqui apresentei sobre a Humanidade sugere que pertencemos todos à mesma evolução Humana. Os Humanos precisam dos outros seus semelhantes para subsistir, para manter tradições, culturas, linguagens, conhecimentos em prol do bem estar de todos. Precisam de viver relações interindividuais, grupais e sociais dentro do seu grupo de pertença e com os exogrupos que os rodeiam., escolhendo o que é considerado, pelo grupo a que pertence, o melhor para a sua existência como ser participativo no desenvolvimento educativo, económico, cultural e de partilha positiva com os outros. O Ser Humano “cresceu” adaptando-se às condições que o rodeavam inventando modos de governabilidade de uma sociedade, para que todos fossem incluídos e não só integrados. O seu “crescimento” foi feito com base nos genes, mas também do ambiente que o rodeia. Nos genes, porque como sabemos, até ao homo sapiens todo o seu corpo se foi modificando desde a destreza dos seus movimentos até à transformação de um cérebro mais capaz de lutar pela sociedade global em que está inserido. É fascinante perceber que até o dedo da mão, o polegar, se adaptou às novas circunstâncias. Foi preciso manejar instrumentos de defesa, pois a vida reservava-lhe outras realidades, a caça, a agricultura, a indústria, as novas tecnologias. Deixou de ser caçador ou coletor e muitas transformações adaptativas foram sendo criadas até pegar numa caneta de tinta permanente, até folhear um livro, até aprender vários códigos linguísticos, até adaptar o seu viver livre, obedecendo apenas às regras mais básicas de sobrevivência da sociedade, passando à relação com os outros em termos de sentimentos, de emoções, de troca de conhecimento, de gestão relativamente à habitação, à alimentação, ao vestuário, à educação parental e comunitária. É fascinante saber como reage o cérebro às novas ameaças globais de guerras, de pandemias, de riqueza e de pobreza. Como pequenos órgãos como a hipófise, as suprarrenais comandam toda a vida humana em termos de comportamento quando se sente em perigo. Vivemos hoje sob ameaças e reagimos sem fugir, mas confrontando-as, infelizmente, com guerras de sociedades que querem mais território, mais poder bélico, mais domínio sobre os outros…, mas também desenvolvendo conhecimento científico criando, inventando novas tecnologias para proteção da continuidade dos seres humanos, mesmo que estes tenham algumas especificidades adaptativas ao mundo global em que vivem. Fala-se em diminuição ou em extinção da Humanidade, mas graças à Natureza que está a ser demasiadamente agredida, para proveito dos poderosos e dos acumuladores de riqueza à custa dos escravos do século XXI, essa diminuição ou extinção tem muitos entretempos, não para repetir, mas para fazer a diferença. O Ser Humano tem capacidade, se não morrerem nas guerras, se não morrerem de fome, se não morrerem porque esgotaram as suas emoções e sentimentos de continuidade, para fazer nascer uma nova sociedade global, mais justa e livre apesar de um longo caminho percorrido, sem fim. Criem-se novos mundos, não esquecendo nunca que o Ser Humano não é dono da Natureza… que o Ser Humano não é uno mas múltiplo e que devido à sua especificidade cada um poderá estar num patamar de crescimento biológico ou social, não inferior ou superior, mas diferente.
obviamente de acordo
Apenas um reparo. O Homem não está sobre ou sob a Natureza. O Homem faz parte da Natureza.