Xavier da Xaxás, escritor jornalista e correspondente diplomático do ‘La Vanguardia’, garante numa das suas últimas crónicas, ‘Simular uma loucura é uma estratégia política e hoje, com tantos loucos no poder, assusta um pouco. Os loucos da tecnologia ajudam os da política e, juntos, inspiram a uma tecnologia pós-democrática. No entanto, nem tudo está perdido’.
A teoria do louco não passa de uma antiga estratégia política e diplomática que consiste em simular loucura para desconcertar e assustar o adversário e, além de citar Maquiavel, afirma que Boris Johnson exagerava a excentricidade para defender o Brexit. A melena despenteada e a roupa descuidada eram os sinais de quem assumia o papel de l´enfant terrible. Johnson e os dois despenteados que se seguiram, milei e trumpa, também utilizaram tal estratégia para chegar ao poder, da moto-serra do primeiro à melena alaranjada do segundo, que conseguiu ser o único condenado a ser eleito presidente.
Mas um louco pode ser um génio, e, acrescenta, ‘Há génios que se fazem de loucos para parecerem mais geniais, como Elon Musk, que assusta e fascina’, fazendo lembrar, digo eu, ‘Os três mosqueteiros’ de Alexandre Dumas, que afinal eram quatro, não procuravam o lucro pessoal, mas sim o bem comum, a conformidade e a paz social! Aqui, hoje e agora, dizem estes mosquiteiros, são as democracias, as eleições e os impostos a estorvar o progresso, pelo que será necessário, tentam convencer para instaurar uma elite tecnológica e omnipotente. E não é que existe gente a acreditar nestes simuladores de loucuras?
E o tal Musk, o empresário mais rico do mundo, dono de redes sociais, automóveis e satélites, que parece o presidente lá do sítio, apesar de não eleito, ‘Por estar alavancando a sua recém-descoberta influência política para avançar a sua agenda sem controle’, afirmou há uns dias o ‘El País’, mas não sem deixar uma questão para os leitores pensarem, ‘Mas quanto tempo sua lua de mel com o presidente eleito pode durar?’
É um caso complicado neste mundo ocidental, principalmente na Europa, quando na noite do dia 7 da Janeiro entrevistou e apoiou Alice Weidel, a líder da extrema direita alemã, que teve o desplante (ou um outro e diferente acesso de loucura) de afirmar, ‘Hitler era comunista’.
Assim, o Trump será um dos donos dos states e diz o historiador e cronista Pedro Angosto, ‘Os brutos, os selvagens, os energúmenos ficarão na posse dos mísseis, bombas atómicas, impostos, proibições e sanções!’
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‘blogger.googleusercontent.com’, 25.01.08
E como comentário a este cartoon, ‘quem manda quem ou seguira quem’, deixámos que que nos roubassem a palavra liberdade e, com ela, a origem, o conceito, a história e o significado; e mantendo a língua castelhana original, na que escreve Pedro Angosto, ‘La libertad de que hablan estos cabrones en todo el mundo, no es la de los grandes ideales, ni la de la esperanza, ni la que limita el poder de los poderosos; es la libertad de destruir todo aquello que los hombres, que las sociedades han venido construyendo, conquista tras conquista, toda una serie de derechos, instituciones, leyes que hacían más llevadera la vida para los más, y ponían fin a los desafueros de los oligarcas’.
‘Será que se pode ‘trumpar’ o mundo todo duas vezes?’, é a pergunta do último número do ‘Philosophie Magazine’.
António M. Oliveira
Não respeito as normas que o Acordo Ortográfico me quer impor