Tinta de luz baça. Esboço. Barco
Remo daquilo que navega. Asa que sustem
O céu que sai da terra.
Pela madrugada procuro a casa que foi princípio.
Como se tivesse um chão outra vez. O mesmo
Onde cedo me vesti da tarde.
Pela música procuro o voo das andorinhas
Em silêncio – e a voz a querer abrir-se
Como as mãos.


