CTT – UMA EMPRESA DE QUE TENHO SAUDADES
por António Gomes Marques
Recentemente, fiz encomendas a empresas de que sou habitual cliente: Livraria Almedina e Cafés Delta, que sempre tiveram um comportamento correcto comigo, apenas cometendo o erro de se servirem dos CTT Expresso para a entrega dessas encomendas.
Em 31/07, às 10:34, recebi no telemóvel uma mensagem de CTTEXPRESSO, com a seguinte informação:
“Entrega prevista de LIVRARIA ALMEDINA ON-LINE entre as 15:15 e 18;15. Apresente o código PIN 0482 na entrega.
Saiba mais em ctt.pt/t/DD236934671PT”
Em simultâneo, recebi uma outra mensagem com o seguinte teor:
“Entrega prevista de MANUEL RUI AZINHAIS NABEIRO LDA (DELTA HOUSE) entre as 15:15 e 18:15. Apresente o código PIN 5900 na entrega.
Saiba mais em ctt.pt/t/DD237509980PT”
Na sexta-feira, 1/08, às 09:54, recebi uma outra mensagem, que dizia assim:
“A sua encomenda de LIVRARIA ALMEDINA ON-LINE esta em: Loja CTT Portela ate 08/08. Saiba mais em ctt.pt/t/DD236934671PT. Evite não entregas e receba as suas próximas encomendas num Cacifo Locky. Saiba mais em locky.pt”
E uma outra mensagem de seguida:
“A sua encomenda de MANUEL RUI AZINHAIS NABEIRO LDA (DELTA HOUSE) esta em: Loja CTT Portela ate 08/08.
Saiba mais em ctt.pt/t/DD237509980PT. Evite não entregas e receba as suas próximas encomendas num Cacifo Locky. Saiba mais em locky.pt”
Na quarta-feira, 6/08, às 08:05, recebi mais duas mensagens a informar-me de que as minhas encomendas ainda estavam em Loja CTT Portela.
Entretanto, havia informado as duas empresas de que, apesar da curta distância entre a minha residência e a referida Loja CTT, não iria levantar as ditas encomendas por uma questão de princípio, dado que o acordado tinha sido as mesmas serem entregues na minha residência.
Mas, talvez ainda mais grave, os CTT Expresso enviaram um «e-mail» para mim e para aquelas empresas, que transcrevo (apenas a parte em português):
———- Forwarded message
De:CTT Expresso no-reply@cttexpresso.pt Date: sexta, 1/08/2025 à(s) 10:35
Subject: A sua encomenda de MANUEL RUI AZINHAIS NABEIRO LDA (DELTA HOUSE) chegou ao Ponto de Entrega
To: <agomesmarques@gmail.com>
| [Português] [Espanhol] [Inglês]
|
Idêntico «e-mail» foi enviado por CTT EXPRESSO, mas relativo à empresa Livraria Almedina.
Tive o cuidado de informar as duas empresas de que o conteúdo do «e-mail» dos CTT Expresso era uma mentira, quando era referido nos dois «e-mails»:
“Não foi possível entregar a sua encomenda porque: DESTINATÁRIO SOLICITOU LEVANTAMENTO NA LOJA.”
Ora, eu nunca solicitei que a encomenda fosse entregue em qualquer Loja CTT, o que faz da empresa CTT uma empresa mentirosa, o que me parece muito grave.
No dia 2 de Agosto, estive na comemoração de um aniversário de uma sobrinha-neta, onde encontrei familiares e amigos. Contei a história e, antes de eu terminar, logo um dos presentes me contou o que se seguiu sem tirar nem pôr, ou seja, este comportamento dos CTT Expresso é, ao que parece, o usual. Acrescentou ainda o meu interlocutor que, dada a necessidade de ter quanto antes as encomendas feitas, vai à Loja dos CTT levantá-las, mas solicitando o Livro de Reclamações para a respectiva queixa ficar ali registada e, em casa, não deixa de repetir, electronicamente, a mesma reclamação à respectiva entidade oficial.
Neste interim, acordei com as empresas uma nova entrega do que havia encomendado, o que já aconteceu. No entanto, as mensagens dos CTT Expresso indicavam que as entregas seriam feitas a partir das 15:15 e, na realidade, foram feitas bem antes. No caso da DELTA às 14:11 e, no caso da Livraria Almedina, às 13:58:
“Encomenda entregue
A encomenda DA313421124PT de JOAQUIM MACHADO, S.A. ALMEDINA ATRIUM foi entregue a RECETOR COM PIN a 06/08 às 13:58.”
E se eu não estivesse em casa àquelas horas? Provavelmente, deixariam um postal com a informação de que teriam as encomendas na Loja CTT Portela e, claro, eu voltaria a não levantar as encomendas e solicitaria às empresas a devolução das quantias que havia pago.
Era minha intenção fazer a reclamação electrónica, mas para quê? Os CTT continuam com o mesmo procedimento, apesar das reclamações, não havendo qualquer entidade governamental que se predisponha a pôr os CTT na ordem. Alguém me disse: “Eh, pá, no Conselho de Administração dos CTT poderá haver uma vaga para um político desempregado”. Será mesmo assim? Não quero acreditar! Estarei a ser ingénuo?
Reflectindo um pouco, digo que prefiro que me chamem ingénuo do que mentiroso, como posso chamar à empresa CTT.
Dirão alguns dos meus habituais leitores que se trata de um caso insignificante? Não penso assim, este “caso insignificante” é um sintoma claro de como funciona esta aparente democracia em que vivemos, a que pomposamente chamam democracia liberal.
Eu sou pela conjugação séria da democracia participativa com a democracia representativa aos níveis Local, Regional e Nacional.
Portela (de Sacavém), 2025-08-18




O que aqui se diz sobre os CTT é muito suave; são muito piores do que isto. E o governo não é capaz de controlar as bichas nas estações dos correios nem o tempo que leva uma carta registada a fazer o respectivo percurso. Em 24 de Julho mandei uma carta registada com aviso de recepção ao Banco (dito de) Portugal (mas será? comparem com outros bancos centrais europeus) e hoje, quase um mês depois ainda não recebi acusado de recepção. Talvez a solução passasse pela imposição de regras rigorosas aos CTT e talvez a admissão no referido dito banco de mais uns directores ex-secretários de Estado e/ou seus familiares. Há que ter imaginação
Lamentavelmente tenho de acrescentar, porque milagrosamente 2 dias depois do esclarecimento anterior apareceu milagrosamente o acusado de recepção. Prova de que há milagres
Mas passemos a factos. Eu conheci uma empresa em Portugal, que era uma verdadeira empresa com o objectivo claro de servir bem e atempadamente a clientela, da qual até fui administrador embora nunca executivo, chamada CTT-Correios de Portugal. A mais vulgar carta metida no dia n numa qualquer caixa de correio chegava, o mais tardar, no dia n+2, a qualquer daquelas múltiplas aldeias serranas que o fogo tem vindo a devorar. Esta era a regra.
Pois bem, depois de muito esperar na agência do Vasco da Gama, que chamando-se CTT já nada tem a ver com a empresa acima referida (que não funcionava bem porque funcionava optimamente bem), lá consegui enviar uma carta registada com aviso de recepção para uma desconhecidíssima entidade sediada numa inexistente Rua do Comércio em Lisboa, abreviadamente de nome BdP (aqui também sou incapaz de perceber o significado das letras). Mas lá seguiu a carta registada com aviso de recepção o qual, muito prestosamente, me seria devolvido a 20/8/2025, quase um mês depois, mas apenas dois dias após a inicial denúncia. Muito prestamente. Acrescento que desta vez tomei nota e reajo, mas esta é a situação hoje existente e que, comigo, se tem repetido abundantemente como posso comprovar. Pergunta simples: que têm feito os governos na defesa do regular funcionamento das instituições, sobretudo em relação aos pobres mais desprotegidos das aldeias serranas destinadas a viver o inferno dos fogos que haviam sido mais do que previstos, publicados em documentos oficiais enviados aos políticos, no final da década de 90 e primeiros anos de 2000.
NADA, NADA, NADA, NADA, NADA, NADA, NADA, NADA, NADA, NADA, NADA, NADA