As sílabas marginais/RAÍZES DE CAL E PEDRA/Nelson Ferraz joaompmachado1 de Setembro de 20251 de Setembro de 2025Literatura Navegação de artigos PreviousNext RAÍZES DE CAL E PEDRA a casa é uma tripulação sem madrugada detritos desiludidos, murmúrios no crepúsculo. o musgo jaz sem parágrafos sobre degraus caídos. o tempo atropelou todas as janelas maduras. sente-se um perfume de cal na melancolia das pedras. e as pedras são as raízes da casa que chegou ao fim. não há agasalhos possíveis para os olhos com chuva. o vazio invadiu o quintal e perseguiu os pássaros. o pessegueiro morreu numa hora qualquer. numa hora que tanto fazia ser cedo como tarde. mas era tarde e as folhas tremeram sob as máquinas. a casa poisa agora em todas as escadas da infância. a casa moribunda, triste, sozinha como todos os que ainda são dali. ei, senhor das máquinas, cuidado com essas pedras, senhor! atrás delas, debaixo delas, dentro delas pode estar, ainda, alguém. junto a mim. Share this: Share on Facebook (Opens in new window) Facebook Share on X (Opens in new window) X Share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn Share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp Email a link to a friend (Opens in new window) Email More Print (Opens in new window) Print Like this:Like Loading…
Parabéns, meu amigo! É CERTO QUE O TEMPO ” ATROPELA” TUDO, mas as memórias ficam intactas , mesmo debaixo das ruínas…O seu poema tem tantas leituras!!!Saboreei , com prazer, esta nostalgia que sai de todas as palavras…O meu abraço! Loading... Responder
Parabéns, meu amigo! É CERTO QUE O TEMPO ” ATROPELA” TUDO, mas as memórias ficam intactas , mesmo debaixo das ruínas…O seu poema tem tantas leituras!!!Saboreei , com prazer, esta nostalgia que sai de todas as palavras…O meu abraço!