Aumentam, em todo o mundo, as dúvidas sobre o que o termo ‘Gaza’ quererá dizer: um território israelita, um território ‘trumpista’ ou um território de ‘ninguém’. O tipo que, com os ultras religiosos, determina as vontades e os destinos de Israel, sabe que sem terra e sem população, é difícil que um qualquer estado possa ser definido, por muito que tenha sido reconhecido internacionalmente.
Convém ter em conta que 92% das casas de Gaza foram destruídas, que é impossível acampar nas proximidades das ruínas do que noutros tempos foram habitações. Lá, nas ruínas, jazem milhares de corpos irrecuperáveis, que nem constam nos números de palestinos eliminado por Israel. Por outro lado, ninguém acredita que Netanyahu desista do controle sobre mais de 80% do território de Faixa de Gaza e, mesmo que isso aconteça, tem meios para o poder recuperar outra vez.
Mas há um enorme problema de difícil solução, pois a maioria da população –sem água nem alimentos– já teve de mudar de poiso várias vezes, enquanto os soldados israelitas vão bombardeando os acampamentos de barracas e tendas, que eles vão inventando um pouco por todo o lado, apesar de não haver um único lugar seguro para os palestinos em todo o território da Faixa.
Mas recomeçaram as conversações entre o Hamas, com 48 possíveis reféns israelitas, estes com mais de 67.000 mortos reais, e a aumentar cada dia, desde que o trumpa apresentou um novo plano de paz. Mas o jornal israelita (não alinhado com o governo) ‘Haaretz’, dizia no passado dia 5, ‘mesmo sem um acordo de paz regional, Trump já decidiu quem vai remodelar o Médio Oriente. E certamente não serão os árabes, muito menos os palestinos’.
Gufo – ‘A Paz de Trump’
‘Le Monde’, 25.10.02




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