Uma das exposições mais aguardadas em Veneza em 2026 é a dedicada à artista norte-americana Lorna Simpson (n. 1960, Brooklyn) e à evolução recente da sua produção artística. Em exibição entre 29 de março e 22 de novembro, o projeto tem curadoria de Emma Lavigne e a sua realização resulta da parceria entre a Pinault Collection e o Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque.
O foco da exposição é, em especial, a prática pictórica que marcou a última década de atividade de Lorna Simpson, apresentada através de cerca de cinquenta obras produzidas ao longo de mais de duas décadas, incluindo pinturas, colagens, vídeos, esculturas e instalações, procedentes de instituições internacionais, de coleções particulares e do atelier da artista. Entre as obras expostas, destacam-se algumas telas realizadas para a 56ª Exposição de Arte da Bienal de Veneza de 2015 e uma série de trabalhos inéditos que foram concebidos propositadamente para esta exposição.
Conhecida desde meados dos anos 80 pela sua abordagem inovadora à fotografia conceptual, a partir da década de 2010 Lorna Simpson passou a dedicar-se à pintura, alargando a sua indagação dos mecanismos que movem a representação. A sua exploração envolve a instabilidade das narrações e da memória, a dimensão política patente nas tensões sociais e as questões relacionadas com a identidade de género e raça. Um núcleo temático especialmente sugestivo é dedicado à paisagem ártica, onde azuis noturnos e cinzentos glaciares predominam e conferem ao panorama uma dimensão irreal e como que suspensa.



Este mecanismo já é estudado. É a agnotologia
*”… um mecanismo desconfortável chamado agnotologia. Agnotologia é o estudo da produção deliberada da ignorância. Não do erro honesto. Não da dúvida legítima. Mas da ignorância construída com método, dinheiro, estratégia e paciência histórica. …”*
https://gustavohorta.wordpress.com/2025/12/24/agnotologia-texto-de-fagner-de-oliveira/