Uma das expressões artísticas em que Veneza brilha a nível internacional é a do vidro artístico e precisamente de arte vítrea é uma exposição imponente e sugestiva, visível até 14 de novembro no espaço público veneziano. Trinta anos após a instalação Chihuly Over Venice (1995-1996), que situou catorze famosos Chandeliers entre canais, pontes e pátios, o artista norte-americano Dale Chihuly, célebre por ter revolucionado a arte do vidro e conhecido pela sua experimentação com diversos meios, regressou a Veneza com o projeto CHIHULY: Venice 2026. Esta nova instalação celebra a relação profunda e duradoura entre o mestre internacional do Studio Glass e Veneza, propondo um novo diálogo entre o vidro soprado, a luz, a cor, a água e a arquitetura.
Os locais emblemáticos que acolhem as obras do artista são Palazzo Loredan, Palazzo Franchetti e o Grande Canal, perto da Ponte da Academia. O primeiro acolhe um acervo de desenhos, fotografias, vídeos, materiais de época e uma seleção de obras, num percurso que retrata a concretização do projeto dos anos 90 e ilustra a evolução da investigação artística e do método colaborativo de Chihuly, evidenciando a ligação entre o passado e o presente. No jardim de Palazzo Franchetti destaca-se a Gold Tower, uma escultura espetacular com nove metros de altura, composta por 1 600 peças de vidro soprado, combinando a referência às colunas barrocas torcidas com sinuosas formas biomórficas. Por seu turno, ao longo do Grande Canal encontram-se três novas esculturas monumentais, concebidas como uma homenagem a Veneza, visíveis a partir da Ponte da Academia, que oferece um ponto de vista panorâmico em que a transparência do vidro interage diretamente com a paisagem urbana.
Chihuly, cujas obras estão presentes em mais de 200 museus em todo o mundo, confirma nesta exposição peculiar a sua tendência para a monumentalidade, permitindo uma renovada fruição das suas obras no espaço veneziano, capaz de surpreender qualquer transeunte.


