Carlos Loures (1936-2022)
Na data do seu nascimento, homenageamos hoje o fundador do nosso blog A Viagem dos Argonautas
Biografia partilhada por Clara Castilho
Publicado por em 15 de Janeiro de 2022 (aqui)
Foi um poeta e escritor. Antifascista com actividade política na Oposição, desde jovem, esteve preso pela PIDE em 1965 e 1968 e foi vítima de torturas da polícia política.
Carlos Loures nasceu em Lisboa a 6 Outubro de 1936 e faleceu a 3 Janeiro de 2022.
Entre 1958 e 1960, foi um dos coordenadores da revista Pirâmide, do movimento surrealista (com colaboração de Mário Cesariny, Luiz Pacheco, Herberto Hélder, Pedro Oom, António José Forte, Ernesto Sampaio, Manuel de Castro). Em 1962 publicou a sua primeira coletânea de poemas, “Arcano Solar”. Esteve preso em 1965 e foi torturado pela PIDE, assim como em 1968, na sequência da publicação do seu livro “A Voz e o Sangue”, um violento libelo contra a ditadura, igualmente apreendido. Dentro da mesma linha de realismo socialista, publicou A Poesia Deve Ser Feita Por Todos, que também foi apreendido pela polícia política.
Entre 1964 e 1966, teve a seu cargo a secção de crítica de poesia do Jornal de Notícias, do Porto. Foi funcionário da Radiotelevisão Portuguesa de 1960 a 1961, da Fundação Gulbenkian de 1962 a 1971 e diretor executivo de uma editora de 1971 a 1995. Diplomado em Técnicas Editoriais pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi membro da Associação Portuguesa de Escritores.
Publicou cerca de duas dezenas de livros. De colaboração com Manuel Simões, publicou três antologias poéticas de autores portugueses Hiroxima (1967), Vietname (1970) e Poemabril (1984). “História da Arte em Portugal” da ALFA, que coordenou em 1986-1988, é considerada essencial nesta área. Nos últimos anos escrevia em blogues (Aventar, Estrolábio), tendo sido um dos criadores de “aviagemdosargonautas.net”, onde podem ser lidos muitos dos seus textos.
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Clara Castilho, argonauta de A Viagem dos Argonautas, filha de Lisboa, (—) Ainda viveu os tempos da repressão – ambiente difícil de explicar aos mais novos! – e a euforia da Revolução do 25 de Abril. Da euforia à desilusão, dedica-se agora a “militâncias” de intervenção mais cívica (…). É psicóloga clínica infantil. Vice-Presidente da Direcção do Centro Doutor João dos Santos – Casa da Praia, Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Instituto de Apoio à Criança e editora do seu Boletim. Faz parte de: Comissão Alargada da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Lisboa Ocidental desde 2001; Grupo da Área da Criança da Rede Social de Lisboa; um Projecto de Educação Parental do Programa “Crianças e Jovens em Risco” da Fundação Calouste Gulbenkian.

