50 ANOS DO PODER LOCAL DEMOCRÁTICO | MEMÓRIAS AUTÁRQUICAS VII – Testemunho de Adão Cruz

50 ANOS DO PODER LOCAL DEMOCRÁTICO | MEMÓRIAS AUTÁRQUICAS VII

Testemunho de Adão Cruz

 

Assembleia Municipal de Vale de Cambra

 

EPISÓDIO 9/10 — As primeiras eleições autárquicas democráticas

12 DE DEZEMBRO DE 1976

Manuel de Almeida Campos era o candidato à Assembleia Municipal.

Como apoiantes da lista tínhamos:

Alberto Tavares de Bastos, 28 anos, professor do Ensino Secundário;

Sérgio Pinheiro de Aguiar, 70 anos, comerciante;

Manuel da Silva Afonso, 57 anos, agricultor;

Armindo Martins de Oliveira, 38 anos, trabalhador bancário;

Domingos Francisco José de Sousa, 40 anos, Engenheiro Técnico;

Fernando Silveira, 61 anos, reformado da Guarda Fiscal;

Maria Arminda Melo, 55 anos, doméstica;

Manuel Tavares, 48 anos, agricultor;

Manuel Domingos Correia, 51 anos, agricultor;

Manuel de Almeida Campos, 69 anos, industrial de sapataria;

Maria do Rosário da Costa Gomes, 28 anos, professora do Ensino Secundário;

Júlio Fernandes Covelo, 59 anos, agricultor;

Serafim Ribeiro Barroso, 58 anos, encarregado de obras;

Manuel da Silva Matos, 21 anos, professor primário;

Álvaro Correia da Melo, 28 anos, serralheiro;

Franklim Ferreira Tavares, 39 anos, operário metalúrgico;

Manuel Sousa Correia, 49 anos, construtor civil;

Jorge Tavares de Almeida, 29 anos, professor assistente da Faculdade de Direito de Coimbra.

Depois das eleições, com a vitória do CDS, desliguei-me da vida política de Vale de Cambra, dedicando-me inteiramente à minha profissão e à família, sem nunca deixar de ser um político independente de esquerda e um cidadão vale-cambrense de coração.

As Comissões Administrativas, e falo da primeira em particular, aquela a que presidi, tiveram um papel fundamental na formação da nossa consciência democrática e na de toda a gente que acreditava em nós.

Tentando abolir todo o carácter autocrático, a corrupção, os favores, as influências, e tornando o mais transparente possível toda a nossa atividade, ao contrário do antigamente, penso que foram um exemplo revolucionário inesquecível.

Além disso, no meio de todas as dificuldades, foram também um exemplo de trabalho de campo ao realizarem, entre executadas e algumas projetadas, cerca de 33 obras em várias freguesias, como consta, com algum detalhe, no folheto da FEPU.

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