Pentacórdio para Sexta-feira, 24 de Maio

por Rui Oliveira

 

 

 

 

   Esta Sexta-feira, 24 de Maio não tem nenhum acontecimento de relevo especial, mas sim eventos dispersos a que faremos referência por áreas culturais.

 

orquestra metropolitana

   Na música, inicia-se mais um ciclo em que a Orquestra Metropolitana se aproxima dos públicos da cidade, dando a conhecer outros palcos para a música.

   Nestes novos Sons pela Cidade irá percorrer as diferentes freguesias de Lisboa, variando sempre os reportórios e os locais, em concertos de entrada livre em regra concertos comentados por Rui Campos Leitão.

   Nesta Sexta-feira, 24 de Maio, a Metropolitana dirigida por Reinaldo Guerreiro estará às 21h na sala da Academia das Ciências para um programa com :

       

         Frederick Delius  – Duas Peças para Pequena Orquestra

         Felix Mendelssohn  –  Suite do ”Sonho de uma noite de verão”

 

 

 

   Na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, às 19h da mesma Sexta-feira, 24 de Maio, numa iniciativa da Embaixada da República da Argentina, com entrada livre,TANGO BUENOS AIRES Ariel Ardit haverá um espectáculo que designaram “Selecção Nacional de Tango” onde intervêm os seguintes músicos: Horácio Romo bandoneón, Pablo Mainetti bandoneón, Humberto Ridolfi violino, Maurício Marcelli violino, Enrique Guerra contrabaixo e Andrés Linetzky piano.

   Haverá ainda a participação especial de Ariel Ardit cantor (foto), Silvana Nuñez bailarina e Iván Romero bailarino para cumprir um programa cujo pormenor não foi ainda divulgado.

   Mostramos-lhe, apesar de tudo, uma intervenção de Ariel Ardit cantando um tango de 1941 “Tres Esquinas”, com arranjo musical ao piano de Andrés Linetzky (também presente neste recital).

 

 

   Igualmente na Sexta-feira, 24 de Maio, às 22h30 no Hot Clube actua desde a véspera (23) e prosseguindo até Sábado 25 o Spyros Manesis Trio, formado em 2010 em Amsterdão por três alunos do Conservatório de Música local, de seu nome Spyros Manesis (piano), João Hasselberg  (contrabaixo) e Kaspars Kurdeko (bateria).spyros_manesis_trio

   Responsável pelas composições e pelos arranjos de standarts de Jazz, o pianista grego Spyros Manesis juntou-se ao contrabaixista português  e ao baterista letão, tendo (segundo o Hot) «a compreensão e a química entre os artistas ajudado o trio spyros-manesis-undelivereda desenvolver um som distinto caracterizado pelo lirismo e pela ampla gama de dinâmicas e texturas. O elevado nível de interacção musical e o verdadeiro espírito de improvisação fomentado pelo grupo faz com que os espectáculos se tornem experiências únicas, perceptível pelo seu álbum de estreia, “Undelivered” (lançado pela JACC Records, em 2011)».

   Esta é a apresentação pelo Trio do tema Exodo de Spyros Manesis no “Half Note Jazz Club” em Atenas em Outubro de 2012 :

 

 

 

   Ainda a 24 de Maio (Sexta-feira), na Casa da América Latina, às 22h, há um recital de Gustavo Roriz tocando viola caipira.

   Eis um registo seu em Novembro passado no Teatro Lanterna Mágica (Lisboa) tocando Brincando com a Viola (da autoria de Bambico), acompanhado de Jorge Oscar baixo, Ruca Rebordão percussão e Ivo Costa tambores.

 

 

 

   Na área das conferências/debate a Fundação Calouste Gulbenkian permite a escolha entre duas iniciativas nesta Sexta-feira, 24 de Maio.

 

gulbenkian   Para os interessados em temas polìtico-sociais, o Banco de Portugal, o Conselho Económico e Social e a Fundação Calouste Gulbenkian, promovem no Auditório 2 da Fundação a realização da Conferência “Consensus e Reforma Institucional”.

   Através dela pretende-se contribuir para um amplo debate acerca da importância da cooperação institucional em processos de ajustamento, procurando-se igualmente uma reflexão sobre a especificidade nacional em termos de reformas estruturais e das instituições nacionais.

   A entrada é livre, sujeita a inscrição prévia obrigatória no site do Banco de Portugal.

 

   De entre as apresentações principais, destacam-se:

  – às 9h45 “Stability, Instability and Creativity in Networks: Banks, Institutions and Science” por Richard Freeman (Harvard University), comentado porAntónio Barreto (Presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos);

  – 11h “Instituições, Ajustamento Orçamental e Desempenho Macroeconómico: Um Guia para os Decisores Políticos” por José Tavares (Nova School of Business and Economics), comentado por David Justino (Universidade Nova de Lisboa); Aud3_2

  – 12h “Will the Collapse of Unions Break the Dykes of the Dutch Polder?” por Coen Teulings (University of Amsterdam, Diretor CPB, Netherlands), comentado por Teodora Cardoso (Presidente do Conselho das Finanças Públicas);

  – 14h30 “Consenso e Reforma: em Portugal e na Europa” por Miguel Poiares Maduro (Ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional), comentado por José Joaquim Gomes Canotilho (Universidade de Coimbra);

  – 15h30 “The Hartz Reforms and their Consequences for the German Labor Market” por Joachim Möller (IAB e University of Regensburg), comentado por Luís Pais Antunes (PLMJ);

  – 16h45 “Em Busca do Consenso Perdido? Política e Sociedade Civil na Crise Portuguesa” por  Marina Costa Lobo (Instituto de Ciências Sociais), comentado por Rui Ramos (Instituto de Ciências Sociais).

 

 

   Para os amadores de temas artísticos, tem lugar no Auditório 3 da Fundação um Colóquio sobre “Arte da Mesopotâmia” que se inicia às 18h desta Sexta-feira, 24 de Maio e se prolonga por todo o Sábado 25.

phpThumb_generated_thumbnailjpg   A entrada é livre (consultar programa aqui ).

   Às 18h30 deste primeiro dia, ouvir-se-á a 1ª palestra “A Descoberta da Assíria” por Julian Reade, actualmente professor honorário de “Estudos do Próximo Oriente” na Universidade de Copenhaga. Foi conservador do Departamento da Ásia Ocidental do British Museum, tendo dirigido escavações no Iraque e em Omã.

   Como introdução à palestra, diz : «Os europeus que passaram pelo Iraque a partir do século XVI observaram alguns edifícios da antiguidade e reconheceram as suas associações bíblicas e clássicas. Uma série de indivíduos excêntricos que jogavam com a perícia, a sorte e o desastre ocasional acabou por descobrir os palácios ricamente decorados do império assírio e decifrou os escritos antigos, revelando um novo capítulo na história da civilização. Os painéis esculpidos da capital assíria de Nimrud foram distribuídos pelos grandes museus do mundo ocidental…».

 

 

 

(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Quarta aqui)

 

 

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