por Rui Oliveira
São muito poucos os acontecimentos culturais dignos de destaque nesta Terça-feira, 28 de Maio.
No campo musical dito “clássico”, honra seja feita ao Palácio Foz que prossegue com recitais na sua Sala dos
Espelhos, com o mérito inclusive de serem de entrada livre, o que se verifica igualmente neste dia, às 17h30, com a interpretação pela jovem pianista Taíssa Cunha de obras de Johann Sebastian Bach, Claude Debussy, Isaac Albéniz e Franz Liszt.
Nascida em 1991, Taíssa Cunha ganhou em 2008 o Primeiro Prémio em Música de Câmara (nível médio) no Concurso “Prémio Jovens Músicos” promovido pela RDP, com a violinista Matilde Loureiro com quem formara em 2007 um duo, sob a tutela de seu pai Prof. Luis Pacheco Cunha.
Também em 2008, ambas foram laureadas no “Concurso Concertino Praga”, na categoria de Música de Câmara. Vieram, em 2011, a realizar um recital muito apreciado nesta mesma sala do Palácio Foz.
Num campo totalmente diverso, assinale-se a vinda a Lisboa (julgamos que pela primeira vez, tendo estado em Outubro passado no Porto) do grupo “Dead Can Dance”, um duo formado pela australiana Lisa Gerrard e pelo inglês Brendan Perry, que se apresentará no Coliseu dos Recreios, às 20h30 desta Terça-feira, 28 de Maio, para interpretar “Anastasis”, editado em Agosto deste ano, e alguns outros dos temas mais memoráveis e representativos de toda a sua carreira.
Formados em 1981, os Dead Can Dance foram uma das bandas mais importantes da editora 4AD, com a qual assinaram em 1982, quando se mudaram de Melbourne, na Austrália, para Londres, Inglaterra. Foi característico o seu estilo musical de início, melhor dizendo um conjunto de estilos, entre os quais predominava os designados “darkwave” e “ethereal wave”, uma fusão de world music, música medieval e da Renascença europeia.
Separados em 1998 (dois anos após o seu último álbem “Spiritchaser” de 1996), os Dead Can Dance voltaram a reunir-se em 2005 para uma série de concertos e anunciaram o regresso ao activo em Setembro de 2011, tendo entretanto editado uma série de EPs, intitulados “Live Happenings” , que incluem temas gravados ao vivo na digressão de 2005.
Mostramo-vos aqui “Opium”, a 6ª faixa do novo “Anastasis” (mas é possível ao leitor ouvir o CD integral aqui, agradecendo ao YouTube, ou mesmo comparar a evolução do duo escutando “Song of the Stars” do último “Spiritchaser” aqui ) :
Le festin de l’araignée, c. 1949 óleo sobre tela Dislocation du labyrinthe, 1982 óleo sobre tela
Por último, na ausência de outros eventos, sugerimos a visita no museu da Fundação Arpad Szenes –
Vieira da Silva, à exposição “Vieira da Silva – Agora”, resultante da vinda para Portugal de mostra idêntica inaugurada em Dezembro de 2012 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, integrada nas comemorações do “Ano de Portugal no Brasil”.
«A qualidade da obra de Vieira da Silva e os laços que manteve com o Brasil onde viveu com o seu marido, o pintor Arpad Szenes, de 1940 a 1947, justificaram plenamente esta iniciativa»,
disse Marina Bairrão Ruivo que, com Luiz Camillo Osorio, do MAM, comissariou a exposição.
Das 51 obras expostas no Brasil (pintura e desenho) datadas de 1934 a 1986, que cobrem um vasto período da produção da artista e permitem uma leitura antológica da sua obra, apenas 44 estarão na versão lisboeta, sendo a exposição complementada por uma fotobiografia da artista.
O seu encerramento está previsto para 16 de Junho próximo.
Le jeu de cartes, 1937 óleo e plumbagina sobre tela Le jeu de cartes ou La mort du roi de pique, 1942
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Sábado aqui)






1 Comment