Selecção e tradução por Júlio Marques Mota
DÉCIMA SEGUNDA PARTE
Daniel Alpert, Westwood Capital, LLC, Research
(CONTINUAÇÃO)
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Aquela condenável especulação a descoberto:
( 11 Março de 1930)
“Uma maior ênfase está a ser colocada sob a influência de “bear party” no mercado actual, e a impressão geral é a de que as estimativas recentes sobre a evolução da situação não têm sido exageradas. O sócio-gerente de um grande broker em mercados sobre futuros disse ontem que uma “enorme vaga depressiva está subjacente e não visível aos olhos do mercado .” Ele alega que os fabricantes estão a caminhar para um forte “posição técnica”. Outros corretores concordam que o “caracter recessivo” é persistente e que os defensores desta posição se recusam a efectuar coberturas de risco face aos seus compromissos assumidos. Ao mesmo tempo, dizem eles, muitos contratos sobre as novas colheitas mais próximas têm optado por fechar os seus contratos.
O que aconteceria se os estrangeiros pararem de nos estar a financiarem:
(12 de Março de 1930) “A apresentação dos dados estatísticos das exportações americanas e das importações de capitais de curto prazo durante 1929, preparada pelo Departamento do Comércio, dão-nos a resposta a essa pergunta fascinante, mesmo que seja um tanto fantasiosa: “que quantidade de ouro é que os Estados Unidos perderiam se os estrangeiros repentinamente decidissem retirar todas os seus activos em fundos de curto prazo na América?” Aparentemente, a resposta é de cerca de 1,604 mil milhões : ou seja, a diferença entre os cerca de três mil e cem milhões que são detidos por estrangeiros em depósitos feitos nos nossos bancos, empréstimos dos corretores, aceites bancários e outros investimentos de curto prazo e os quase 1,484 mil milhões que os estrangeiros devem aos bancos americanos e aos investidores por conta de similares activos detidos no exterior. “
investidores por conta de explorações semelhantes no exterior. ”
Mais, mais e mais dinheiro fácil :
(14 de Março de 1930) “ A acção das taxas de open-market para o crédito, combinadas com a redução da taxa de juro praticada pelo Banco de Inglaterra na semana passada tinha claramente apontado para um tal movimento. Os desejos das autoridades bancárias do país para fazerem tudo o que for possível para estimular a actividade económica é considerada como sendo a razão que está por trás da agressiva política de dinheiro fácil do Federal Reserve “
(continua)
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Para ler a Undécima Parte deste trabalho de Dan Alpert, publicada ontem, dia 28 de Outubro, em A Viagem dos Argonautas, vá a:
