DIÁRIO DE BORDO – 2 de Setembro de 2011

 

 

 

Diário de bordo

 

 

No Eurointelligence de ontem puderam ler que a Comissão Europeia está a pressionar a Bélgica no sentido de ultrapassar o impasse político em que se encontra há largos meses (salvo erro, há mais de um ano), que tem levado a que o país esteja a ser dirigido por um governo de gestão. Teme-se que, em breve, a Bélgica integre o grupo dos países tidos como em risco de ruptura financeira. Assim, Durão Barroso pretende que os belgas votem rapidamente no sentido de constituírem um governo, ultrapassando divergências, legítimas ou não.

 

Em Portugal o Governo fala na redução do número de vereadores nas Câmaras Municipais. Para poupar dinheiro, claro. Mas a principal consequência dessa medida, se for avante, será reduzir o número de forças políticas representadas nas autarquias, aumentando ainda mais o poder dos grandes partidos, responsáveis pela crise em que o nosso país se encontra mergulhado.

 

Temos assim as chamadas instituições europeias a condicionar o voto dos eleitores. Com a subserviência que têm mostrado aos “mercados”, mais uma vez temos a democracia a curvar-se ao poder financeiro.

 

Não somos nós com certeza que defendemos a falta de eficiência ou a paralisia política. Pretendemos é que os assuntos sejam debatidos abertamente e sejam tomadas decisões segundo o bom senso. E que a democracia seja respeitada. 

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