Edward Alexander Westermarck – por Raúl Iturra

Edward Alexander Westermarck Sociólogo Finlandês,  nasceu a 20 de Novembro de 1862 em Helsínquia,

 faleceu a 3 de Setembro de 1939, em Lapinlathi, distrito de Helsínquia. Foi sociólogo finlandês, filósofo e de essa espécie de antropólogo que contradizia a vasta visão teórica sustentada em esses tempos, que defendia a ideia de que os seres humanos tinam vivido em estado de promiscuidade ou mistura confusa e desordenada de interacção social, teorizando, de forma contrária, de que os primeiros serem humanos tiveram uma relação sexual monogâmica. Afirmava que o matrimónio marriage, bem como a sua associação familiar estavam enraizados nas formas e necessidades da família nuclear family, considerada por ele como a base fundamental e universal da união da vida em sociedade.

 

Reitero que Westermarck foi um sociólogo finlandês. As formas tradicionais do ensino na Finlândia, permitiam desde muito cedo aos estudantes, a aprender esse a saber ler comparativamente sobre a sua sociedade, a sua cultura e a de outros sítios do mundo. Não apenas esses costumes, bem como comparar línguas e maneiras. Pedagogia que ajudava a pensar de forma comparativa e sem escândalo por haver maneiras diferentes de ser em todos os sítios do mundo. Organização do processo educativo que tenho denominado na nossa Revista Educação, Sociedade e Culturas, o processo educativo: ensino ou aprendizagem?

 

Conceito elaborado por mim, sobre o qual tenho direito de autoria, publicado pela primeira vez na primera edição da Revista, em 1994, pp. 7-28, Afrontamento, Porto. Para um Westermarck, ainda criança, o estudo da pedagogia, foi uma excelente preparação para ser, mais tarde, um antropólogo etnógrafo, comparativo, um não aderente a universal ideia unívoca, nunca provada, de se pensar em formas promíscuas de união reprodutiva entre os primeiros seres humanos: sabia que o saber evoluía. A Revista de Educación de Barcelona, no seu número extraordinário sobre Educação Comparada, 2006, páginas 237-262, publica um artigo do Director do Colégio Claret da mesma cidade, o Licenciado em Psicologia e Doutor em Pedagogia, Javier Melgarejo Draper, intitulado: La formación y selección del professorado: clave para comprender el excelente nível de la competencia lectora del alumno finlandés. Comenta no texto que os docentes são treinados para ensinar ao estudante não apenas a ler, bem como a fazer leituras comparativas, especialmente de comparação de diversos países e culturas do mundo. É pena não poder transferir uma cópia do texto para este livro Com tudo, o texto pode ser lido em: http://www.scribd.com/doc/2909065/analisis-del-sistema-finlandes.

 

Esta forma de aprendizagem, existente ao longo de muitos anos, é o que permite a um antigo estudante, hoje investigador – esse hoje refere ao Século XIX para XX – saber que há formas de organização social distantes de universalmente pensadas como promíscuas e não evolutivas. Westermasrck foi um teórico evolucionista de formas sociais e dos costumes e das mudanças culturais. Ideias que transferiu ao seu melhor discípulo, Bronislaw Malinowski – os seus escritos desenvolveram em mim a ideia do processo educativo.  Nos tempos em que o evolucionismo como teoria e método ainda não estava bem estabelecido, a autoridade do autor em análise começou a fraquejar. Edward Alexander Westermarck, foi primeiro leitor de sociologia na Universidade de Londres, passa depois a Catedrático, entre os anos de1907 a 30.

 

Ao mesmo tempo era Catedrático de Filosofia na Academia Sueca na Finlândia, ou Åbo Akademi em Turku, nome sueco para Abo, onde ensinara até 1935. Westermarck tem sido uma autoridade na história sobre hábitos morais e costumes matrimoniais.

 

A sua melhor obra foi, é e será, o texto em três volumes: The History of Human Marriage, escrito em Inglês, publicado em1891; a quinta edição, revista por ele, eram já esses três volumes publicados em 1921. O volume 1, pode ser lido em: http://www.questia.com/PM.qst?a=o&d=10659043 O volume 2, em:

  http://www.questia.com/PM.qst?a=o&d=6692640 e o 3, em:  http://www.questia.com/PM.qst?a=o&d=53254875    Ensaios escritos em inglês por causa do ensino finlandês recebido durante a sua infância incluía essa língua, idioma não conhecido na Grã-Bretanha. Como bom académico, a sua pesquisa não parava. Ele e a sua equipa, entre os quais Bronislaw Malinowski, encontravam dados cada vez mais interessados, quer no trabalho de campo, quer em manuscritos do Museu Britânico, quer e ainda, em livros de missionários, comerciantes e viajantes por prazer. É o motivo pelo que saliento a edição de 1921, estava corrigida e aumentada. Eram também três volumes, mas com provadas novas hipóteses de novos factos descobertos. Na base da quinta edição, ou nos muito bem guardados tetos originais do Manuscript Department of Åbo Akademi Library A sua imensa obra precisava de ser lida. Era necessário abreviar as suas descobertas Começou, assim

publicando em 1926 uma versão encurtada do imenso texto original sobre A História do Matrimónio, intitulado: A Short History of Marriage, de1926, de apenas 326 páginas. [comigo, a versão espanhola de 1984, Laertes Ediciones S.A., Barcelona] Esta versão da obra, viu-se acrescentada com livros escritos sobre costumes Marroquinas. Outros livros, todos eles escritos em inglês, incluindo livros de texto para jovens estudantes, foram: The Origin and Development of the Moral Ideas, em dois volumes, primeira edição do ano 1906-8 e uma segunda em 1912-17, Ethical Relativity de 1932, The Future of Marriage in Western Civilization de 1936 e Christianity and Morals de 1939.

 

Edward Westermack era um homem de letras e soube usar a sua aprendizagem finlandesa na sua ciência e na sua pesquisa. Westermarck criou uma escola de pesquisa sobre o método evolutivo comparado sobre ética, matrimónio, família e religião, como pode-se apreciar dos títulos das suas obras e das equipas formadas para investigar, como detalha o texto do Prof. Olli Lagerspetz, Philosophy, Åbo Akademi University, intitulado WESTERMARCK AND BEYOND: EVOLUTIONARY APPROACHES TO MORALITY AND THEIR CRITICS, do 13.02-09 e pode ser lido em: http://www.abo.fi/public/en/filosofprojekt. Ideias que não são anedóticas, são parte da história da Antropologia.

 

Parece-me importante comentar, por causa da hipótese deste livro que estou a editar sobre a conjunturalidade de reprodução social, separadamente o seu mais famoso texto, referido no parágrafo anterior, bem como o da nota de pé de página a seguir:

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