Perante tanta alternativa conjuntural de reprodução, Peter Murdock viu-se obrigado a pesquisar processos diferentes fora da cultura da Europa. Nem curto nem preguiçoso e habituado como estava a ver essa relação heterogénea de reprodução cultural, de imediato começou a usar o seu saber rural americano para entender primeiro os processos reprodutivos e, mais tarde, classifica-los na base das formas culturais usadas pelas pessoas que conhecia antes de realizar o seu trabalho de campo para se graduar em Antropologia.
Trabalho que resultou útil para a ciência, para a compilação do seu saber e do nosso. Existia a ideia ocidental de classificar as pessoas nativa como promíscuas, sem ética, sem cultura educativa, como se não tivessem lei que organizara o seu quotidiano. Ele estava familiarizado com os indígenas das planícies desde a sua mais tenra idade, saber que ajudou, mas que teve de ser contido por causa de essa familiaridade indigenista impedia a sua forma, atropelava, diria eu, a teoria usada para entender a vida dos outros. Na Antropologia, como em qualquer ciência social, é preciso guardar uma certa distância entre esse eu total do qual somos parte, como defini ao tratar dos princípios naturais de Alfred Whitehead, a cultura pragmática de pensar a sociedade como uma divindade da que fazemos parte. Murdock precisou de se afastar do eu total, adquirir a consciência da orgia, como temos visto até agora. Havia esse Eu – europeu ocidental e académico – e todo o resto da individualidade para assim entender outro, objectivo da Antropologia Social.
Nos alvores da Antropol-mundo era um Outro. Esse Outro estudado e analisado, fez da actividade e do saber da paleontologia, da nascente psicanálise, do querer saber como era a educação em situações de selvajaria, de procurar medir doenças, estruturas de corpo, saber da fisiologia do mesmo quando não se é europeu, por outras palavras, patologia, esse tipo de estudo, como o feito no Estreito de Torres, levara aos académicos a entender que o Outro era também um Eu mesmo. O Outro, na abordagem antropológica se refere a uma construção identitária, processo pelo qual um grupo constitui um outro grupo de valores, representações, sentidos. Um dos grandes estudiosos da questão do Outro foi Todorov:

Tzvetan Todorov (Sófia, 1939), um filósofo e linguista búlgaro radicado em Paris, França desde 1963. O pensamento de Todorov direcciona-se, após seus primeiros trabalhos de crítica literária sobre poesia eslava, para a filosofia da linguagem, numa visão estruturalista que a concebe como parte da semiótica (saussuriana), facto que se deve aos seus estudos dirigidos por Roland Barthes. Com a publicação de A Conquista da América, Todorov expõe suas pesquisas a respeito do conceito de alteridade, existente na relação de indivíduos pertencentes a grupos sociais distintos, cujo tema central encontra justificativa na situação do próprio autor, que é imigrante na França, um país onde a relação entre nacionais e estrangeiros é historicamente marcada por um xenofobismo não declarado. Todorov também escreveu a respeito do fantástico na literatura, fazendo a diferenciação entre a tríade: fantástico, estranho e maravilhoso.
É sobre seu conceito que o fantástico é criticado actualmente. Esta é uma base teórica para falar do Outro que deve ter influenciado Murdock, que andou por todo o mundo pela sua avidez de saber de novas ideias, e, simultaneamente, pelo processo desencadeado pela expedição realizada ao Estreito de Torres, que mudou o estudo dos seres humanos no terreno e a ideia que deles se tinha. Ajudou Murdock no entendimento e na sua construção do conceito do Outro, estrutura à qual Murdock se viu obrigado para separar esse Eu total, dos seus observados. O desenvolvimento do debate foi tão rápido, que, com o objectivo de combater a Xenofobia, essa diferença entre o Eu e o Outro, a UNESCO solicitou a Claude Lévi-Strauss uma obra que vincasse a história como conceito diferencial das várias culturas humanas. Resultou no livro de 1952, Race et Histoire, editado pela UNESCO, texto ao que se pode aceder em
http://findarticles.com/p/articles/mi_m1310/is_2001_Dec/ai_82066713/:
Esta é uma base teórica para falar do Outro que deve ter influenciado Murdock, que andou por todo o mundo pela sua avidez de saber de novas ideias, e, simultaneamente, pelo processo desencadeado pela expedição realizada ao Estreito de Torres, que mudou o estudo dos seres humanos no terreno e a ideia que deles se tinha. Ajudou Murdock no entendimento e na sua construção do conceito do Outro, estrutura à qual Murdock se viu obrigado para separar esse Eu total, dos seus observados. O desenvolvimento do debate foi tão rápido, que, com o objectivo de combater a Xenofobia, essa diferença entre o Eu e o Outro, a UNESCO solicitou a Claude Lévi-Strauss uma obra que vincasse a história como conceito diferencial das várias culturas humanas. Resultou no livro de 1952, Race et Histoire, editado pela UNESCO, Murdock repara que na história da humanidade, há formas diferentes de comportamento na interacção reprodutiva. Não se atormenta por isso, acode a uma fórmula mais simples do agir científico: faz uma listagem de formas diferentes das interacções conjunturais e as cruza para as comparar. Tinha sólidas bases pragmáticas e teóricas para comparar condutas sociais.
George Peter Murdock (May 11, 1897 – March 29, 1985) por causa de esta metodologia, passou a ser um notável anthropologist. Tinha nascido em Meriden, Connecticut, no seio de uma família de agricultores que tinham cultivados as suas próprias terras, que não eram escassas, ao longo de cinco gerações. Ocupou muitas horas da sua infância a trabalhar na herdade da sua família, aprendendo assim uma metodologia tradicional, sem máquinas. Obteve o seu Bacharelato (BA. Licenciatura em Portugal)) da Phillips Academy, em Andover, no ano de 1915. A temática da sua graduação foi em American History na Yale University, para passar, a seguir, a estudar Direito na Harvard Law School. Abandonou esses estudos ao segundo ano dos cursar para se embarcar em uma demorada viagem ao redor do mundo. Viagem que combinava o seu interesse em observar a cultura material e talvez com um pouco de inspiração do popular docente de Yale A.G. Keller ou Albert Galloway Keller, o orientaram rapidamente a mudar para estudar Antropologia na Universidade de Yale.
Universidade que ainda mantinha, no seu programa, parte da teoria da tradição evolutiva de William Graham Sumner, um olhar bem diferente do historical particularism promulgado por Franz Boas em Columbia. Murdock obteve o seu doutoramento em 1925, com a sua dissertação A Critical Translatiom of Julius Lippert’s The Evolution of Culture, publicada como livro em 1931 com o título simples The Evolution of Culture. Albert Galloway Keller foi o professor que o encorajou para traduzir criticamente o livro do alemão ao inglês. Keller (1874-1956) foi sociologist, author, e estudante e colega de William Graham Sumner. .
Perante tanta alternativa conjuntural de reprodução, Peter Murdock viu-se obrigado a pesquisar processos diferentes fora da cultura da Europa. Nem curto nem preguiçoso e habituado como estava a ver essa relação heterogénea de reprodução cultural, de imediato começou a usar o seu saber rural americano para entender primeiro os processos reprodutivos e, mais tarde, classifica-los na base das formas culturais usadas pelas pessoas que conhecia antes de realizar o seu trabalho de campo para se graduar em Antropologia.
Trabalho que resultou útil para a ciência, para a compilação do seu saber e do nosso. Existia a ideia ocidental de classificar as pessoas nativa como promíscuas, sem ética, sem cultura educativa, como se não tivessem lei que organizara o seu quotidiano. Ele estava familiarizado com os indígenas das planícies desde a sua mais tenra idade, saber que ajudou, mas que teve de ser contido por causa de essa familiaridade indigenista impedia a sua forma, atropelava, diria eu, a teoria usada para entender a vida dos outros. Na Antropologia, como em qualquer ciência social, é preciso guardar uma certa distância entre esse eu total do qual somos parte, como defini ao tratar dos princípios naturais de Alfred Whitehead, a cultura pragmática de pensar a sociedade como uma divindade da que fazemos parte. Murdock precisou de se afastar do eu total, adquirir a consciência da orgia, como temos visto até agora. Havia esse Eu – europeu ocidental e académico – e todo o resto da individualidade para assim entender outro, objectivo da Antropologia Social.
Nos alvores da Antropol-mundo era um Outro. Esse Outro estudado e analisado, fez da actividade e do saber da paleontologia, da nascente psicanálise, do querer saber como era a educação em situações de selvajaria, de procurar medir doenças, estruturas de corpo, saber da fisiologia do mesmo quando não se é europeu, por outras palavras, patologia, esse tipo de estudo, como o feito no Estreito de Torres, levara aos académicos a entender que o Outro era também um Eu mesmo. O Outro, na abordagem antropológica se refere a uma construção identitária, processo pelo qual um grupo constitui um outro grupo de valores, representações, sentidos. Um dos grandes estudiosos da questão do Outro foi Todorov:
Tzvetan Todorov (Sófia, 1939), um filósofo e linguista búlgaro radicado em Paris, França desde 1963. O pensamento de Todorov direcciona-se, após seus primeiros trabalhos de crítica literária sobre poesia eslava, para a filosofia da linguagem, numa visão estruturalista que a concebe como parte da semiótica (saussuriana), facto que se deve aos seus estudos dirigidos por Roland Barthes. Com a publicação de A Conquista da América, Todorov expõe suas pesquisas a respeito do conceito de alteridade, existente na relação de indivíduos pertencentes a grupos sociais distintos, cujo tema central encontra justificativa na situação do próprio autor, que é imigrante na França, um país onde a relação entre nacionais e estrangeiros é historicamente marcada por um xenofobismo não declarado. Todorov também escreveu a respeito do fantástico na literatura, fazendo a diferenciação entre a tríade: fantástico, estranho e maravilhoso.
É sobre seu conceito que o fantástico é criticado actualmente. Esta é uma base teórica para falar do Outro que deve ter influenciado Murdock, que andou por todo o mundo pela sua avidez de saber de novas ideias, e, simultaneamente, pelo processo desencadeado pela expedição realizada ao Estreito de Torres, que mudou o estudo dos seres humanos no terreno e a ideia que deles se tinha. Ajudou Murdock no entendimento e na sua construção do conceito do Outro, estrutura à qual Murdock se viu obrigado para separar esse Eu total, dos seus observados. O desenvolvimento do debate foi tão rápido, que, com o objectivo de combater a Xenofobia, essa diferença entre o Eu e o Outro, a UNESCO solicitou a Claude Lévi-Strauss uma obra que vincasse a história como conceito diferencial das várias culturas humanas. Resultou no livro de 1952, Race et Histoire, editado pela UNESCO, texto ao que se pode aceder em
http://findarticles.com/p/articles/mi_m1310/is_2001_Dec/ai_82066713/:
Esta é uma base teórica para falar do Outro que deve ter influenciado Murdock, que andou por todo o mundo pela sua avidez de saber de novas ideias, e, simultaneamente, pelo processo desencadeado pela expedição realizada ao Estreito de Torres, que mudou o estudo dos seres humanos no terreno e a ideia que deles se tinha. Ajudou Murdock no entendimento e na sua construção do conceito do Outro, estrutura à qual Murdock se viu obrigado para separar esse Eu total, dos seus observados. O desenvolvimento do debate foi tão rápido, que, com o objectivo de combater a Xenofobia, essa diferença entre o Eu e o Outro, a UNESCO solicitou a Claude Lévi-Strauss uma obra que vincasse a história como conceito diferencial das várias culturas humanas. Resultou no livro de 1952, Race et Histoire, editado pela UNESCO, Murdock repara que na história da humanidade, há formas diferentes de comportamento na interacção reprodutiva. Não se atormenta por isso, acode a uma fórmula mais simples do agir científico: faz uma listagem de formas diferentes das interacções conjunturais e as cruza para as comparar. Tinha sólidas bases pragmáticas e teóricas para comparar condutas sociais. George Peter Murdock (May 11, 1897 – March 29, 1985) por causa de esta metodologia, passou a ser um notável anthropologist.
Tinha nascido em Meriden, Connecticut, no seio de uma família de agricultores que tinham cultivados as suas próprias terras, que não eram escassas, ao longo de cinco gerações. Ocupou muitas horas da sua infância a trabalhar na herdade da sua família, aprendendo assim uma metodologia tradicional, sem máquinas. Obteve o seu Bacharelato (BA. Licenciatura em Portugal)) da Phillips Academy, em Andover, no ano de 1915. A temática da sua graduação foi em American History na Yale University, para passar, a seguir, a estudar Direito na Harvard Law School. Abandonou esses estudos ao segundo ano dos cursar para se embarcar em uma demorada viagem ao redor do mundo. Viagem que combinava o seu interesse em observar a cultura material e talvez com um pouco de inspiração do popular docente de Yale A.G. Keller ou Albert Galloway Keller, o orientaram rapidamente a mudar para estudar Antropologia na Universidade de Yale.
Universidade que ainda mantinha, no seu programa, parte da teoria da tradição evolutiva de William Graham Sumner, um olhar bem diferente do historical particularism promulgado por Franz Boas em Columbia. Murdock obteve o seu doutoramento em 1925, com a sua dissertação A Critical Translatiom of Julius Lippert’s The Evolution of Culture, publicada como livro em 1931 com o título simples The Evolution of Culture. Albert Galloway Keller foi o professor que o encorajou para traduzir criticamente o livro do alemão ao inglês. Keller (1874-1956) foi sociologist, author, e estudante e colega de William Graham Sumner. .

